O que falta a Rafael Cordeiro?

O que falta a Rafael Cordeiro?
MMA

Ainda na Chute Boxe, Rafael Cordeiro teve um dono de cinturão e um campeão de GP na maior organização do MMA mundial. Hoje, como líder da Kings MMA, ele é o responsável pelas evoluções de Rafael dos Anjos e Fabricio Werdum, donos de cinturões na maior organização do MMA mundial.

No último sábado, na luta principal do UFC 188, Fabricio Werdum teve a mais sensacional atuação de sua carreira e se estabeleceu não só como um derrubador de mitos, mas como um dos maiores pesos pesados de todos os tempos.

A coroação definitiva do gaúcho, que já era campeão interino do UFC desde novembro, completou um serviço de reconstrução que começou há alguns anos, quando ele tentava se recuperar e definir um rumo na carreira após sofrer um violento nocaute para o então estreante Junior Cigano. O resultado fez com que o “Vai Cavalo” não aceitasse a proposta de renovação feita pelo UFC e optasse pelo Strikeforce.

Quando viu Cain Velasquez mergulhar em suas pernas e cair numa guilhotina tantas vezes executada, Werdum abriu um sorriso, numa das cenas mais marcantes da história do MMA. Ele sabia que a parada estava definida e era só questão de Velasquez batucar – ou dormir. O americano de raízes mexicanas bateu e entregou o cinturão ao brasileiro. Só o jiu-jítsu salva? Nada disso.

A arte suave fez Werdum ganhar fama no mundo, com títulos mundiais de pano e no ADCC, sem quimono. Ela foi a ferramenta que concluiu as três vitórias mais representativas da carreira de Fabricio, a saber: o triângulo em Fedor Emelianenko, a chave de braço em Rodrigo Minotauro e a guilhotina em Velasquez. Porém, contra este último, o jiu-jítsu foi circunstancial. O aspecto que realmente deu a vitória a Werdum sobre Velasquez foi o muay thai brilhantemente desenvolvido por Rafael Cordeiro, líder da Kings MMA.

O treinador Rafael Cordeiro tem papel fundamental na evolução do jogo de Fabricio Werdum (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC)

O treinador Rafael Cordeiro tem papel fundamental na evolução do jogo de Fabricio Werdum (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC)

Voltemos no tempo. Ainda como treinador de muay thai na Chute Boxe, sob o comando do head coach Rudimar Fedrigo, Cordeiro fez de Wanderlei Silva o campeão mais dominante da história do PRIDE e o recordista de vitórias por nocaute da extinta organização japonesa, a principal do mundo na década passada. A arma mais valiosa do “Cachorro Louco” sempre foi o muay thai.

Rafael tem também papel importante na construção do arsenal ofensivo de Anderson Silva, considerado o trocador mais genial da história do MMA por muitos analistas – até hoje o “Spider” dá uns treinos em Huntington Beach com o antigo mestre. Do mesmo modo, Cordeiro desenvolveu a máquina de destruição Cristiane Cyborg.

A lista de pupilos famosos é grande e chegou ao ápice com Maurício Shogun, um jovem curitibano transformado no maior meio-pesado de todos os tempos até o surgimento de Jon Jones. Sob a batuta direta ou indireta de Cordeiro, Shogun venceu um GP antológico no PRIDE e resolveu o enigma Lyoto Machida na conquista do cinturão do UFC.

Entre a falência do PRIDE e o crescimento do UFC como o novo centro do MMA mundial, Cordeiro deixou a Chute Boxe e seguiu seu caminho na Califórnia, fundando a Kings MMA e passando do posto de treinador de muay thai para técnico principal de MMA. Os resultados foram (e estão sendo) assombrosos.

Cordeiro novamente tem dois campeões na maior organização do mundo. Entre 2005 e 2007, Shogun venceu o GP do PRIDE e Wand manteve o cinturão conquistado em 2001. Dez anos depois, Werdum e Rafael dos Anjos são campeões lineares do UFC, conquistas obtidas em atuações fenomenais e com fundamental colaboração do técnico.

Fabricio Werdum e Rafael dos Anjos exibem seus cinturões do UFC

Fabricio Werdum e Rafael dos Anjos exibem seus cinturões do UFC

Em 2008, quando deixou o UFC, Werdum era um jiu-jiteiro de elite, mas que ninguém apostaria que chegaria longe por não se atualizar. No mês seguinte à saída de Fabricio, Dos Anjos estreou no octógono, também com o jiu-jítsu como carro-chefe e igualmente sem confiança em futuro brilhante por conta da ineficiência em outras áreas.

O tempo passou. Rafael dos Anjos perdeu as duas primeiras lutas e percebeu que precisava mudar. Aproveitou uma parceria entre Roberto Gordo, seu treinador de jiu-jítsu, e a Evolve MMA, equipe repleta de campeões de muay thai, e se mandou para Cingapura para evoluir na arte tailandesa. Em seguida, se juntou a Rafael Cordeiro e se fixou na Kings MMA.

Dos Anjos entrou numa das mais inacreditáveis sequências de resultados e evolução que o MMA já viu. Desde o nocaute sobre George Sotiropoulos, o primeiro da carreira, Rafael venceu 9 de 11 lutas. As duas derrotas, vejam só, aconteceram contra os dois adversários (Gleison Tibau e Khabib Nurmagomedov) que o suplantaram na luta agarrada.

Enquanto isso, o muay thai foi o responsável pelas atuações magistrais sobre Donald Cerrone, Ben Henderson, Nate Diaz e, a mais surpreendente, Anthony Pettis. Nesta última, inclusive, Rafael não só se tornou o primeiro brasileiro campeão dos leves no UFC como se consolidou definitivamente como lutador completo. Os tempos de unidimensionalidade estavam esquecidos no passado.

Werdum traçou caminho bem semelhante. São 9 vitórias nas últimas 10 apresentações desde a saída do UFC, em outubro de 2008. A única derrota, aliás, só aconteceu porque o gaúcho não tinha a confiança de hoje. Contra o campeão do K-1 Alistair Overeem, pelo torneio dos pesados feito pelo Strikeforce, Werdum era melhor na troca de golpes em pé, mas insistiu em se jogar no chão, implorando para que o inglês naturalizado holandês mergulhasse em sua guarda. Tivesse optado por seguir em pé e provavelmente Werdum estaria com 10 vitórias consecutivas.

Desde aquele 18 de junho de 2011 até o último 13 de junho de 2015, a única vez que os fãs lembraram da origem de Werdum foi na final do TUF Brasil 2, quando ele passeou no chão e finalizou Minotauro, seu concorrente como treinador do reality show. Porém, o desfecho foi possível graças ao desgaste que Werdum submeteu o adversário num trabalho excelente de thai clinch na grade.

Campeão de jiu-jítsu nocauteia campeão do K-1 usando o muay thai

Campeão de jiu-jítsu nocauteia campeão do K-1 usando o muay thai

Em novembro de 2014, Werdum conseguiu o que não fez no Strikeforce: nocauteou um campeão do K-1. Num movimento que só lutadores completos conseguem, Fabricio fintou uma entrada nas pernas de Mark Hunt e emendou com uma joelhada assinada por Rafael Cordeiro. O “Super Samoano” foi à lona e a bateria de socos no ground and pound deu o título interino ao brasileiro e o colocou definitivamente no caminho de Velasquez.

A maior conquista da carreira de Werdum ficará marcada pela guilhotina sorridente. Porém, não foi o jiu-jítsu que garantiu a vitória. Quando mergulhou no double-leg e ficou preso no estrangulamento, Velasquez já estava vencido. A circunstância fez o mundo relembrar que se trata do melhor jiu-jiteiro da categoria, mas foi o muay thai de Rafael Cordeiro que levou Werdum ao triunfo, assim como aconteceu em todas as lutas desde o seu retorno ao UFC.

Combinações em um volume que não deixou Cain à vontade em momento algum da luta. Jabs que entraram como britadeira, chutes baixos que desestabilizaram o equilíbrio do wrestler, joelhadas que desfiguraram o rosto do agora ex-campeão, thai clinch que dizimou o gás do sujeito que virou um monstro exatamente por este aspecto. Um título com a assinatura de Rafael Cordeiro, assim como tinham sido as conquistas de Wand, Shogun e Dos Anjos.

Tanto Werdum quanto Dos Anjos conquistaram seus cinturões cercados de dúvidas. Os dois eram azarões por ampla margem. Natural, afinal, não fazia muito tempo que eles eram considerados apenas mais um por aí. Dois “mais um” que chocaram o mundo. Dois “mais um” transformados em melhores do mundo pelo melhor técnico do mundo.

Alguns reclamam que falta a Cordeiro um prêmio para coroar sua carreira. Os resultados, porém, colocam o nome do paranaense como forte candidato a maior técnico da história do MMA. Se recuperar (mais uma vez) a carreira de Shogun, que voltou a treinar com ele, talvez seja hora de juntar Rafael Cordeiro a Bernardinho como os maiores treinadores da história do esporte brasileiro.

  • Mariozinho Spodzia

    Pô Alexandre, se Cordeiro recuperar Shogun vamos abrir um santuário para o cara pq com certeza estará no panteão dos treinadores.
    Ótimo texto.
    Abraços.

  • Gus Hansen

    Parabéns Rafael Cordeiro pelos títulos, e MMA Brasil pelo texto!
    Alexandre, que tal uma análise do trabalho do Coach no podcast? Seria legal vocês explanarem o que um técnico pode fazer por um lutador.
    No mais, se Rafael recuperar o Shogun será um retorno mais notável que o do Arlovski.

    • Certamente faremos, até porque os dois (Cordeiro e Mendez) tiveram papeis importantes na luta.

  • Rafael Cunha Caroline Reis

    Texto perfeito e confesso que to muito ansioso pra o “old” shogun de volta a ativa.

  • Lero

    E só com pupilos empolgantes, não da para dizer o mesmo do Firas Zahabi…

  • Rodrigo

    Baita texto, se Cordeiro ler isso vai guardar com certeza.

    E com a excessão do Shogun, que sempre foi talentoso por natureza, os seus campeões foram forjados vindos como pedras para virarem diamantes, Wand nunca foi um primor técnico, mais afeito á selvageria do que a técnica, tipico brigador-de-rua que o MT de cordeiro transformou em um lutador agressivo, mas efetivo, e a evolução na trocação de Dos Anjos e Werdum é coisa de filme, tipo karaté kid, os caras eram nulos na porrada, hoje encaram os melhores.

    Diria que Cordeiro é um herói brasileiro do MMA, estávamos no período mais sombrio, com apenas um cinturão e á perigo pelo fenômeno MacGregor, hoje temos 2 cinturões lineares conquistados contra Cain Velasquez e Pettis, pense em 1 anos atrás e imagine se alguém dissesse que Dos anjos iria espancar na trocação o Showtime e Werdum iria dominar um monstro como Velasquez?

    E são cinturões que não foram conquistados na sorte ou contra barangas ( Tintin Mode ), foram na base do suor e dedicação, mérito dos atletas mas muito, muito mérito do maior de todos ( desculpe, pederneiras ). como assim merecidamente Alexandre qualifica Cordeiro.

    • Dedé é foda, é um puta estrategista, ótimo córner, fez o Aldo, mas sou mais o Cordeiro.

  • Felipe Justo

    O texto vale por si… Excelente… Agora maior da história do esporte brasileiro confesso que preciso refletir a respeito se não é exagerado, nunca pensei nesse ângulo

    • Então, eu também não pensei, mas acho que não vai ficar devendo muita coisa. Tem o Bernardinho e o Zé Roberto no vôlei (acho que são os maiores de todos), o Kanela no basquete…

      • Raphael Zugger

        Eu já ia escrever um comentário lembrando do Kanela… Bem colocado… Mas fora isso, que texto sensacional Alexandre, sou um puta fã do seu trabalho, seu texto está um nível absurdo.

        Parabéns…!!!

      • Mariozinho Spodzia

        Coloco o Zé Roberto no topo da pirâmide…o Cara é TriCampeão Olímpico! Não recordo se existe outro brasileiro (vivo ou morto) com esse curriculo.

        • Eu acho isso foda, mas pra mim não define carreira em esportes coletivos.

  • Paulo Melo

    Que texto excelente !
    Na verdade , não falta mais nada , se ele recuperar o Shogun , tem que ser é canonizado !
    Rafael Cordeiro , Bernardinho , acrescenta o mestre Telê ae , fez montou a seleção brasileira mais técnica de todos os tempos , montou uma máquina de jogar bola no início dos anos 90, inclui o mestre , ae rs

    Se o cara é mediano , com o Cordeiro , o cara vira ótimo/excelente
    Se o cara é talentoso , com o Cordeiro vira GOAT !
    Vendo a luta do Werdum sábado , parecia que o Werdum estava jogando um jogo que o Cordeiro ensinou ele a jogar , foi lá , copiou e matou o chefão ( Cain )
    E um aspecto que faz diferença demais nele , o cara vem do Thai , mais sabe de tudo , deve ser um nerd do MMA , fora a injeção de motivação
    Acho que não tem limites pra ele não , não só os alunos dele evoluem , como ele também , impressionante !

    • Telê tá bem longe. Teve um trabalho sensacional entre 1990 e 1994, mas errou mais do que acertou na seleção, apesar de ter um timaço à disposição. Tem até livro desmistificando o trabalho dele em 1982, aconselho a leitura: http://www.maquinariaeditora.com.br/maqui/site/index.php?sec=8&id_livro=47&id_autores=33,32#.VX8xIDBVhS0

      Voltando ao assunto do texto, você tocou num ponto que eu concordo totalmente e que me fez discordar de um comentário de um rapaz no texto do matchmaking: o trabalho do Cordeiro não tem nada de Escola Chute Boxe. Ele melhorou e evoluiu muito.

      • Paulo Melo

        Valeu ! Vou ler assim que possível
        As palavras evolução e dedicação resumem bem o Rafael Cordeiro

      • Rafael Maia

        O cara q você discordou foi eu! Hehehehehe
        Não ficou claro pra mim qual foi ponto q levou você a discordar de mim, mas eu imagino q seja a parte do Rafael saber de tudo… eu não discordo disso! O cara e bom mesmo! Mas eu vejo muito da chute boxe em todos esses campeões q você citou, principalmente nos novos Werdum e Rafael! MT de alto volume, com variação de golpes, chutes, joelhadas socos, tudo misturado e com muita quantidade! Todos usam o ataque como a melhor defesa! Agressividade e técnica combinados…
        Acho que isso é uma herança que foi investida e ampliada….

        Sobre o caso dele pegar atletas comuns e transformar em campeões, acho que os dois atuais tem uma coisa em comum que facilitou: eles não precisaram aprender jiu-jitsu na Kings. Ou seja, naquilo que o Cordeiro teria mais dificuldade, ele não precisou gastar tempo! Não quero tirar os méritos dele, ele realmente constituiu dois atletas de MMA a partir de atletas já consagrados como unidimensionais. … alias, isso é o que mais me impressiona! Ele oegou dois “paus que nasceram tortos! ”

        • hahahaha é muito comentário pra eu lembrar o autor, foi mal!

          O ponto de discordância é que não há escola Chute Boxe no trabalho do Cordeiro. Muay thai de alto volume existe em vários cantos do mundo, não foi sequer criado pela Chute Boxe. Isso é o estilo tailandês de lutar, por exemplo.

          Cordeiro é faixa preta de jiu-jítsu.

      • Paulo Melo

        Alexandre , quando puder olha lá o último tópico do TUF Brasil e verá a imagem solicitada

        • Você é um mito.

          • Paulo Melo

            Valeu ! hehe
            Vc tb é !

            • Mas não tenho foto com a Ellen Roche (“só” com a Fernanda Lima).

              • Paulo Melo

                Gosto é gosto , mas acho a Ellen beeeeem mais gata …
                Eu tentei tirar foto com a Fernanda Lima no UFC Rio 3 , mas ficaram gritando o nome dela e ela passou correndo rs

  • Hudson Paulo Dias

    Texto fodástico. A luta que mostrou o quanto o muay thai do werdum está afiado foi com o travis browne. Ali ele deu clinica. Parabéns pelo texto alexandre!

    • Mas contra o Browne ele deu clínica contra um cara lento e que ataca pouco. Sábado foi muito mais impressionante por causa do adversário.

  • Thiago Kuhl

    Eu colocaria ele acima do Bernardinho. Venceu menos, mas nao tinha o mesmo nível de material humano. Rafael Cordeiro mostra que gênios podem ser derrubados por ‘meros mortais’ na base do trabalho duro e da estratégia. Isso é fantástico.
    E se ele recriar o mito (literalmente) do Shogun 100%, seja como médio ou meio-pesado, vão ter que colocá-lo na lista de Dopping

    • Cara, o Bernardinho fez milagre com material humano. Nego jogou na mão dele mais do que jogaria em condições normais. Um time baixo superou gigantes na base da velocidade. Nego foi se aposentando, ele foi trocando as peças e mantendo o nível. Fora o trabalho que ele já tinha feito com as mulheres, que tinham mentalidade perdedora e eram freguesas até das peruanas.

  • Patrick Silva

    Ainda destaco outros dois aspectos do Mestre Cordeiro, o tamanho da academia (quantidades de lutadores), dá pra ver que ele prefere moldar um campeão a mão, do que lançar atletas em escala industrial para ver se aparece algum E.T., e o segundo, o estilo sem polêmica, com clima descontraído da academia, a ponto do Tito Ortiz, cansar de treinar com o pessoal.

    • Em relação ao tamanho, eu pelo menos não sei dizer se o tamanho do espaço físico limita isso ou se é uma escolha de trabalho do Cordeiro.

  • Ranilson

    Texto Brilhante,
    Meus Parabéns Alexandre,
    Concordo com a comparação com Bernardinho, que consegue aperfeiçoar qualidades que jogadores demonstram em seus clubes e melhoram na seleção.
    O Rafael Cordeiro faz algo melhor, ele desenvolve atletas considerados como unidimencionais em lutadores polivalentes, multidimensionais e estrategistas. EX: Rafael dos Anjos, Werdum e Beneil Dariush.
    Sem dizer da capacidade de formar atletas top como Shogun, Murilo Ninja, Anderson Silva, Wanderlei Siva, Cris Cyborg, etc.
    Rafael Cordeiro tem o dom de transformar o comum em excelência……..

    • Essa capacidade do Cordeiro que você falou é o principal ponto que fez ele deixar a escola Chute Boxe pra trás e criar um estilo próprio.

  • Allan

    Alexandre, gostaria de saber mais detalhes dessa história do Shogun voltar a treinar com o Cordeiro. O Shogun vai morar na California?

    • Já tá lá, inclusive esteve treinando no México junto com o Werdum.

  • Gabriel Fareli

    Excelente texto e mais do que merecido. O Rafael Cordeiro já merece um lugar na história do MMA, ele fez tanto caras naturalmente talentosos como Wand e Shogun como caras unidimensionais como Werdum e Dos Anjos serem campeões do mundo. O cara é um gênio e não é de hoje que sou fã dele, não é de hoje que sempre que ele tem um atleta lutando, no intervalo entre os rounds eu não vou ao banheiro e nem pego cerveja, gosto de prestar atenção no que ele fala, na visão que ele tem no momento da luta. Ele e o Dedé são os melhores nisso.

    Concordo com o amigo que comento aqui : Se ele conseguir fazer o Shogun ser campeão de novo, voltar a ser top, é pra canonizar e fazer o dia do aniversário dele virar feriado.

  • Malk Suruhito

    Se a pergunta fosse: um lutador com todos os títulos dos pupilos dele citados, seria o maior da história? Algum outro treinador tem o que ele tem no currículo? Então, eu acho que sim, é o melhor da História. Com ou sem a volta de Shogun 100%

    • Eu também já até acho que não precisa recuperar o Shogun.

  • Generación NiNi™

    o mais impressionante é ver o nível do wanderley, shogun, rafael e werdum sem a tutela do Cordeiro. acho que nem medianos eles são. com ele foram campeoes mundiais de maneira dominante e/ou passando o carro em todo mundo

  • Arthur Malaspina

    Texto incrível Alexandre! Parabéns! Até emocionei aqui! Cordeiro merece todo o reconhecimento possível e mais!

  • Marcos E

    Temos que reconhecer. É um excelente técnico. As conquistas estão aí. Resultado é tudo.

  • Paulo Zanchet

    Opa, tá aí o texto. Muito bom, diga-se de passagem. Rafael é o cara, destronou só 2 campeões esse ano.

  • Diego

    Que texto foda!