O guia para o card preliminar do UFC 213

O UFC 213 é o ápice da International Fight Week de 2017 trazendo diversas lutas com alto potencial de entretenimento. Tendo isso em mente, o MMA Brasil preparou um guia para o leitor não perder nada da ação da grande noite.

O mês de julho será intenso para os fãs de MMA, com cinco eventos do UFC. A sequência terá início com a UFC International Fight Week de 2017, que será oficialmente aberta com o TUF 25 Finale, nesta sexta-feira, e o UFC 213 como principal destaque, no sábado. Como a ocasião é especial, é hora de analisar o que o card preliminar do UFC 213 tem a oferecer de mais interessante.

Duelo de estilos no peso pesado

A luta que ocupa a posição mais importante dessa porção do evento traz os pesos pesados Travis Browne (18-6-1) e Oleksiy Oliynyk (51-10-1). Uma vez visto como grande promessa para o futuro da categoria, Browne se encontra em fase tenebrosa, com três derrotas seguidas, nocautes sofridos contra Derrick Lewis e Cain Velasquez e um revés por decisão diante de Fabrício Werdum. Já Oliynyk vem de vitória sobre Viktor Pesta, na qual aplicou um raro estrangulamento ezequiel.

Em momentos opostos em suas carreiras, eles entrarão no octógono procurando uma vaga no top 10 da divisão dos pesados. Browne deve tentar manter a luta em pé, situação na qual mostra movimentação muito superior e boa capacidade de nocaute, enquanto Oliynyk buscará as quedas com o intuito de trabalhar o jiu-jítsu. Nesse confronto de estilos, a defesa de quedas do americano deve ser o fator decisivo, que o permitirá trabalhar chutes e cotoveladas até conseguir o nocaute na segunda metade do duelo.

As pancadarias

Esta categoria é a que engloba o maior número de combates. São dois duelos nos meios-médios, entre Chad Laprise (12-2) e Brian Camozzi (7-3), além de Jordan Mein (29-11) e Belal Muhammad (11-2). No peso galo, Rob Font (12-2) encara Douglas D’Silva (24-1).

Ex-campeão do TUF Nations, Laprise decidiu retornar para a categoria de cima depois de não bater o limite do peso leve em seu último compromisso, quando nocauteou Thibault Gouti. Camozzi, que detinha o título da divisão na RFA até ser contratado pelo UFC, vai desafiá-lo. Em sua estreia, o irmão de Chris foi nocauteado por Randy Brown no segundo round sem oferecer muitos riscos ao adversário. Com dois atletas que preferem a luta em pé, a técnica mais apurada de Laprise deve prevalecer e levá-lo a um triunfo por decisão.

O segundo duelo listado é o mais empolgante e um forte candidato ao prêmio de luta da noite. Mein é conhecido por sua natureza muito agressiva e desejo quase patológico de conseguir nocautes, o que faz com que deixe muitas brechas, mas também faz dele um lutador perigoso. Jordan se aposentou e passou quase dois anos afastado até retornar no final de 2016, derrotado por Emil Weber Meek.

Do outro lado, Muhammad chegou ao UFC como campeão do Titan FC. Em quatro combates no octógono até agora, ele dividiu os resultados igualmente entre vitórias e derrotas, com um triunfo dominante sobre Randy Brown em sua última aparição. Ao contrário do adversário deste sábado, Belal tem uma abordagem mais metódica, com um sólido volume de socos e a habilidade de alternar entre o boxe e a luta agarrada, com um nível razoável no wrestling, o que deve fazer a diferença para que saia com o braço levantado após 15 minutos muito intensos – mas não se espante caso Mein anote um nocaute brutal.

Por fim, no peso galo, Font é mais um dos diversos nomes em ascensão, ocupando a 15ª posição no ranking oficial do UFC. Ele se mostrou um bom nocauteador até o momento em sua carreira no UFC, com seus três triunfos obtidos pela via rápida dolorosa. No entanto, a derrota para John Lineker deixou algumas dúvidas sobre sua capacidade de encarar concorrência de nível mais elevado. Já D’Silva estreou no UFC perdendo a invencibilidade num combate no peso pena contra Zubaira Tukhugov. Contudo, reverteu a situação ao vencer duas seguidas após descer para o peso galo, quando superou Cody Gibson e Henry Briones. Apesar dos resultados positivos, o brasileiro não tem enfrentado o maior nível de competição.

Enquanto Douglas deve trabalhar nos contragolpes e evitar quedas, o americano procurará misturar as diversas áreas do MMA, impondo combinações pesadas e rápidas, alternando com tentativas de derrubar o oponente. Dessa forma, a expectativa é de que o maior índice de trabalho leve Font a uma decisão favorável dos juízes.

Peso médio em busca de um nome ascendente

O top 10 do peso médio sofreu mudanças ao longo dos últimos anos, em um lento processo de renovação. Entretanto, ainda há muito espaço para transformações e o confronto entre Thiago Marreta (14-5) e Gerald Meerschaert (26-8) pode colocar um novo nome nesse cenário.

O brasileiro já chegou a ocupar uma posição de maior destaque na categoria, no começo de 2016, quando esteve no top 15. No entanto, as derrotas para Gegard Mousasi e Eric Spicely fizeram com que seu prestígio caísse. Marreta começou sua recuperação ao nocautear Jack Marshman, quando mostrou toda a potência do seu muay thai de chutes violentos e fatais atingindo qualquer região do corpo.

Meerschaert é um veterano do cenário regional que foi contratado pelo UFC após emendar uma ótima sequência de cinco vitórias, nas quais superou prospectos como Sid Wheeler e Chase Waldon, com a última lhe rendendo o cinturão da RFA. Finalizador nato, tem 19 vitórias pelo método, incluindo as sobre Joe Gigliotti e Ryan Janes em seus dois combates no UFC.

Este é mais um embate clássico entre estilos, com caminhos para vitória bem claros para ambos. O americano precisa evitar ao máximo os chutes do adversário e levar a luta para o solo rapidamente, onde não deve ter problemas para conquistar mais uma finalização. Contudo, o maior atleticismo de Marreta e a confiança de que aprendeu algo com o revés para Spicely devem ser suficientes para acreditar que ele não se afobará e dificilmente deixará brechas para que Meerschaert o derrube. Nestas condições, o esperado é que Thiago anote mais um nocaute em sua carreira ou então sai vitorioso em decisão larga.

Os estreantes

Após Donald Cerrone ser removido do card por conta de uma infecção sanguínea, o UFC tratou de adicionar mais duas lutas ao evento. Assim, quatro atletas receberam oportunidades de última hora de estrear na organização. Os duelos colocarão frente a frente Cody Stamann (14-1) e Terrion Ware (17-4), pelo peso pena, e Trevin Giles (9-0) e James Bochnovic (8-1), em um combate no peso meio-pesado. Os duelos acontecerão nas categorias acima das quais os envolvidos estão acostumados a atuar por causa do pequeno tempo de preparo.

Veterano muito rodado pelo mundo do MMA, Ware já tem passagens por organizações importante como RFA, ACB e BAMMA. Com quatro vitórias seguidas, ele finalmente recebeu o chamado do UFC. Enquanto isso, Stamann é mais novo e atlético, que teve a única derrota em decisão dividida há quase três anos. Desde então, venceu sete seguidas até receber a convocação do UFC.

A expectativa é que seja um confronto muito disputado, com Stamann usando seu talento atlético para conseguir vantagem e trabalhar por cima. Ele pode ter dificuldades para manter Ware no chão, mas o controle posicional deve ser o suficiente para conduzi-lo a uma vitória por decisão.

Na luta que abre o UFC 213, Giles é o nome mais conhecido, com lutas principais na LFA, RFA e Legacy em seu currículo. Atleta jovem para a divisão dos médios, ele era uma das maiores promessas fora do UFC na categoria, mas ainda precisa ganhar muita consistência, pois apresenta tendência de passar dificuldades em suas lutas por falta de experiência e por apresentar uma defesa esburacada em pé. Seu adversário, Bochnovic, tem a luta agarrada como preferência, com suas últimas sete vitórias vindo por finalização no primeiro assalto.

Um dos maiores pontos de análise neste casamento é a disparidade na qualidade de concorrência enfrentada, com Giles tendo encarado os melhores oponentes e passado por situações de adversidade durante sua carreira. Por isso, o palpite é de que conseguirá um nocaute na segunda metade da luta.

  • Sexto Empírico

    O Pezao e a Ronda mataram a carreira do Browne. O Lewis jogou a pa e esse de hoje é capaz de enterrar de vez.

    • Malk Suruhito

      Eu não via nada demais além do tamanho dele sinceramente bem antes disso. Talvez algum destaque pq no HW qualquer coisa é alguma coisa…

      • Beto Magnun

        Não. Browne era muito mais lutador do que mostra hoje. Tinha um bom kickboxe e hoje nem mostra isso.

        • Sexto Empírico

          Vero!

      • Sexto Empírico

        Acompanho o Beto aí abaixo.

        • Malk Suruhito

          Só vc’s falam antes do UFC. Antes de perder para o Pezão, ganhou de duas barangas e empatou com o Kongo pq este perdeu ponto. Depois com aquela cotovelada assassina que até hoje eu não me conformo de ser legal matou o Napão e o Barnett. Overeem não sabe até hoje como perdeu levando o vigésimo primeiro chute que o cara deu no vazio e ele enfiou o queixo. De MT alinhado só via o clinch dele, que mesmo assim quando conheceu o clinch do Overeem deve ter pontada no rim só de lembrar. Respeito a opinião de vc’s, mas, sério, sempre comentei aqui que ele nunca me convenceu. Pra mim, sempre só foi um freak arrumadinho
          P.s: Fui ver o highlight dele antes de responder aqui para ver se era só minha memória/implicância que estava falando por mim. Em 2013 ele já estava com o Tarvejian? Pq aparece ele fazendo aquele mesmo shadow boxing “rondesco”…

    • Ricardo Sedano

      O que a Ronda tem com isso??

      • Sexto Empírico

        Nenhum deles têm. Foi só uma piada.

        • Ricardo Sedano

          A sim xD

  • James sousa

    Jordan Mein x Belal Muhammad deve ser a melhor LUTA do card preliminar

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Jordan Mein tava irreconhecível contra o Meek, espero que ele volte a ser o antigo contra o Muhamad que aí dá luta boa. E se o Oleinik levou uma surra do barangão do Omielanczuk por não conseguir levar pro chão, acho que o Browne só perde se for burro de levar um overhand das galáxias…o que não duvido