Mundial de Judô, dia 4: Sem brasileiros ou japoneses no pódio, equipe francesa reage

Com uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze na categoria meio-médio, a França passa o Brasil no quadro de medalhas e chega à segunda colocação, atrás do Japão.

Pela primeira vez nos quatro dias de competição do Campeonato Mundial de Judô Rio 2013, disputado no Rio de Janeiro, não havia um lutador brasileiro ou japonês no pódio pela categoria meio-médio (até 81 quilos para os homens e 63 para as mulheres). Nos três primeiros dias, as meninas do Brasil conquistaram uma medalha de cada cor, enquanto os homens japoneses venceram todas as competições, além de terem abocanhado um bronze no masculino e uma prata e um bronze no feminino.

Por outro lado, se duas das principais escolas da atualidade não medalharam, uma terceira começou a dar sinais de reação. A França fez seu primeiro campeão mundial em 2013 e ainda emplacou uma medalhista de prata e dois de bronze. Juntando com a prata de Ugo Legrand na categoria leve, a França soma cinco medalhas e passa o Brasil no quadro geral, assumindo a segunda colocação, atrás do Japão.

Percebendo que Clarisse Agbegnenou dormiu no estrangulamento de Yarden Gerbi, o árbitro decreta o ippon da medalha de ouro

Percebendo que Agbegnenou dormiu no estrangulamento de Gerbi, o árbitro decreta o ippon do título. Só faltou o Pica-Pau cantando

Apesar do sucesso dos franceses, o grande momento do dia ficou com uma israelense na final feminina. Yarden Gerbi, líder do ranking mundial, atravessou a chave sem precisar atuar três minutos por luta, batendo por ippon as quatro adversárias que lhe cruzaram o caminho, incluindo a japonesa Kane Abe, número quatro do planeta. Gerbi enfrentou na decisão a francesa Clarisse Agbegnenou, segunda do ranking, que também despachou todas as oponentes em menos de três minutos.

Com meio minuto de ação, Gerbi encaixou um lindo uchi mata e saiu na frente com um yuko. Mas o melhor estava por vir. Em mais uma mostra que a luta de solo está em alta no Mundial 2013, a israelense fez uma transição sensacional, deixando sorrateiramente a borda da gola preparada para o shime waza, o popular estrangulamento. A francesa deixa a mão para tentar defender e cai num profundo nana-neném. Estrangulamento de lapela numa final de campeonato mundial.

Confira no vídeo abaixo toda a movimentação de Gerbi que culminou com Agbegnenou dormindo o sono dos justos no Maracanãzinho.

Os brasileiros tiveram passagens curtas no quarto dia de competições e não conseguiram ao menos disputar a repescagem, já que caíram antes das quartas-de-final. O líder do ranking mundial Victor Penalber começou bem, vencendo por ippon Josateki Naulu, de Fiji, e Alexander Wieczerzak, da Alemanha. Nas oitavas-de-final, o adversário era o francês Loic Pietri, décimo oitavo na classificação mundial.

Mostrando agressividade e técnica refinada, Pietri conseguiu uma queda perfeita e bateu Penalber por ippon. Eliminar o líder do ranking que lutava dentro de casa parece ter motivado o francês, que conquistou a medalha de ouro ao vencer o georgiano Avtandili Tchrikishvili, número dois do mundo e campeão mundial em 2010, com um wazari.

Na chave feminina, a judoca do Flamengo Katherine Campos estreou vencendo a guatemalteca Yennifer Dominguez, mas tombou na sequência para a holandesa Anicka van Emden, que havia sido medalha de bronze no último Mundial e repetiu o desempenho no Rio de Janeiro.

  • Juliano

    É CAMPEONATO DE JIU JITSU!!!!

    • Mas como, se tem muita queda e ninguém puxa pra guarda? hehehehehe