Marina Rodriguez pretende causar impacto em pouco tempo: “O objetivo principal é vencer, convencer e já lutar com as melhores”

Por Idonaldo Filho | 21/09/2018 16:27

Uma das promessas do MMA nacional que foram contratadas recentemente pelo Contender Series Brasil, Marina Rodriguez fará sua primeira luta pela organização no UFC Fight Night 137, contra a dura canadense Randa Markos.

Em entrevista exclusiva com o MMA Brasil durante o media day do evento, Marina citou a diferença de estrutura e tratamento do cenário regional para o alto nível que é o UFC, comentou a mecânica do Contender Series e sobre o que espera para o seu futuro na categoria.

Todas as suas últimas lutas haviam ocorrido no Brasil, até que você foi chamada pra lutar no Contender Series em Vegas no último mês. Qual a diferença na experiência entre você lutar aqui, mesmo em eventos nacionais maiores, e em lutar lá? Qual a diferença na atmosfera e no tratamento do MMA?

“Tem uma diferença bem grande de tratamento, na organização e na estrutura que conseguem dar pro atleta lá fora, querendo ou não. No UFC, maior evento do mundo, com a estrutura que eles dão, eu só preciso me preocupar em treinar, descansar, treinar, descansar e lutar. Então é uma sensação bem melhor pro atleta, ser tratado bem, 100%.”

E essa particularidade do formato do Contender Series, em que, além de vencer, você precisa impressionar? Tem uma dezena de outros lutadores lá, e você precisa mostrar um algo mais para ser contratado. O que muda na hora de encarar uma experiência dessas?

“Pra todo mundo lá, até no Contender Series americano, que eu já vinha assistindo, era uma pressão mesmo. Todo mundo queria impressionar, nem que fosse fazendo graça dentro da luta. Eu tinha certeza que minha luta é diferenciada, então só de eu lutar o meu básico, eu já ia estaria mostrando um diferencial lá dentro do octógono. E foi isso que aconteceu. Consegui mostrar minha agressividade, nocauteando a menina, e isso ai pra mim é o natural, mesmo que eu ainda tenha que evoluir mais pra ficar melhor ainda.”

Você lutará a Randa Markos, que nunca conseguiu uma sequência de vitórias no UFC, mas é ranqueeada há mais ou menos dois anos. Com a criação do peso mosca, o peso palha ficou um pouco mais escasso demograficamente. Você já tem algum planejamento a longo prazo, já pensando em ranking, cinturão, etc?

“Meu planejamento é a curto e médio prazo na verdade. Por isso que o Dana White nos deu uma ranqueeada. O objetivo principal é vencer, convencer e já lutar com as melhores do peso palha. E, querendo ou não, se um dia aí abrir um peso ainda mais baixo, estou afim se entrar também, tentar conquistar o cinturão e manter até o fim da carreira.”

Colaborador do MMA Brasil, goiano, fã de pesos pesados e admirador de freakshow com responsabilidade.