Lyoto Machida projeta o topo da categoria dos médios após nocautear Vitor Belfort no UFC 224

Por Jessyca Damaso | 14/05/2018 22:30

Lyoto Machida repetiu a dose e encerrou a carreira de mais um lutador com um nocaute espetacular. O “Dragão” mostrou suas habilidades no caratê ao conectar um chute frontal e nocautear Vitor Belfort no segundo round, do UFC 224, realizado no último sábado, no Rio de Janeiro.

Durante a coletiva de imprensa realizada logo após o evento, Machida afirmou que está se “reerguendo” na carreira e mesmo sem saber se teria sido sua maior vitória, ele aproveitou para projetar o topo da categoria do peso médio.

“Olha, eu sempre treinei muito sério. Tive momentos de baixas na carreira, mas estou me reerguendo de novo. Quero voltar para o topo da divisão em busca de uma vaga pelo cinturão. Mas acho que ainda é muito cedo para falar, acabei de conseguir a minha segunda vitória, preciso de mais consistência. É uma luta de cada vez. É difícil falar (se foi a maior vitória da carreira), mas cada momento é um momento. Fiz uma grande luta com o Randy Couture também, com o Thiago Silva, outras e outras lutas. Acho que eu tenho que valorizar o momento que eu estou vivendo”, projetou Machida.

Após o nocaute, a cena onde Machida aparece ajoelhado em reverência e respeito ao compatriota, que deixou as luvas no octógono como sinal de aposentadoria, chamou a atenção de todos que acompanhavam o confronto. Segundo Lyoto, a espera foi para ver a reação do oponente, seguida de uma reverência em sinal de respeito.

“Na hora que eu senti que o golpe encaixou, eu vi que não precisava mais machucar o Vitor Belfort. Ele já estava debilitado e caiu. Eu realmente coloquei a mão na cintura para ver se ele iria reagir ou não. Quando eu vi que não teria realmente reação, eu saí e me sentei. Que é um ato da arte marcial realmente, de reverenciar o seu oponente. Eu reverenciei ele em respeito”, declarou Lyoto.

Vale destacar que o golpe lembrou dois momentos marcantes da carreira dos lutadores brasileiros. O nocaute sofrido por Belfort diante de Anderson Silva, em fevereiro de 2011. E quando Lyoto venceu o lendário Randy Couture, de uma forma bem similar, no UFC 129, em abril de 2011. Na ocasião, Machida também aposentou o norte-americano.

Apesar do anúncio da aposentadoria de Belfort, Lyoto acredita que o “fenômeno” ainda tem muita lenha para queimar no MMA. No entanto, segundo Lyoto, isso irá depender das condições psicológicas e mentais do lutador.

“Acho que sim (tem condições de continuar). Está muito ligado à parte mental. Um cara de quarenta, quarenta e dois anos, taí o Yoel Romero com quarenta e poucos anos provando que se você tem aquela vontade ainda, está muito ligado à sua cabeça. Muitas vezes não é só a competição em si. É o treinamento, é o camp, se afastar da família, isso também é cansativo. De repente isso cansa e você transfere isso para o seu corpo. ‘Estou cansado não quero mais’, então depende muito da sua motivação. O Vitor é um cara que tem muito para oferecer, depende da cabeça dele, depende de como ele está recebendo tudo isso”, finalizou o “Dragão”.

Jornalista apaixonada por esporte, viagens e música.