Livinha Souza fala sobre assinatura e estreia pelo UFC: “Espero corresponder à altura”

Quando falamos de MMA feminino no Brasil, era quase uma unanimidade citar Livinha Souza como um dos principais nomes que ainda não tinham assinado com o UFC. Mas a lutadora paulista teve seu nome retirado da lista no final do ano passado, quando finalmente assinou com a maior organização de MMA do mundo. Ela faz sua estreia no dia 18 de fevereiro, contra Jessica Aguilar.

Em entrevista ao MMA Brasil, a ex-campeã dos palhas do Invicta FC comentou sobre a assinatura de contrato com o UFC. Ela foi perguntada se acredita em uma demora para a vinda, mas citou que tudo acontece no tempo certo:

“Acredito que tudo acontece no tempo certo, mas eu já deveria estar no UFC, meu cartel é ótimo e fiz o meu melhor sempre, agora é pegar a caneta e começar a escrever minha história no Ultimate.”

Atualmente, Livinha tem um cartel de 11 vitórias em 12 lutas como profissional, perdendo apenas para Angela Hill em um combate equilibrado em 2016. Ela acredita que o UFC confia em seu potencial, tanto que a posicionou em um grande combate logo para sua estreia no octógono:

“Com certeza, principalmente no Mick Maynard acreditar no meu potencial e colocar uma atleta muito dura no meu caminho logo na estreia, espero corresponder à altura.”

Sua adversária será Jessica Aguilar, ex-campeã dos palhas do WSOF e que chegou a ser considerada como a melhor peso palha do mundo. Hoje com 35 anos, Aguilar não correspondeu às expectativas no UFC, sofrendo duas derrotas em duas lutas para Cláudia Gadelha e Cortney Casey. Lívia citou que não acredita em decadência da mexicana:

“A Jessica é uma atleta muito boa! Fez uma grande história no MMA feminino, não acredito muito em decadência nesse caso, lá dentro do cage tudo pode acontecer, ela é uma atleta perigosa.”

Uma atleta que sempre demonstrou bastante autoconfiança, Souza ainda não criou muitas expectativas sobre cinturão, mas agarrará qualquer oportunidade que aparecer:

“Não tenho uma previsão sobre o cinturão, acabei de chegar, não acho que possa almejar a cinta tão cedo, mas se a chefia acreditar no meu potencial vou colocar meu nome no olimpo dos deuses do MMA.”

Antes de assinar com o UFC, Lívia era contratada do Invicta FC, maior organização de MMA feminino do mundo, na qual permaneceu por dois anos e chegou a conquistar o título da categoria. A brasileira não tem reclamações a serem feitas sobre o antigo evento, nem sobre a saída:

“Não posso reclamar de nada do Invicta! Desde a presidenta até o pessoal do transporte, todos sempre foram ótimos comigo, a Shannon Knapp me ajudou muito a entrar no UFC, ela que negociou a minha ida ao evento, se não fosse por eles eu jamais estaria no UFC.”