Léo Santa Cruz e Abner Mares vencem e deixam revanche encaminhada

Em agosto de 2015, o mexicano Léo Santa Cruz venceu o compatriota e arquirrival Abner Mares para conquistar o cinturão mundial dos penas versão WBA (Associação Mundial de Boxe, na sigla em inglês). O combate foi um dos melhores daquele ano e deixou nos fãs um desejo de repetição. A aguardada revanche deve ser o próximo passo depois que ambos venceram de modo dominante seus combates neste sábado.

O ringue foi montado a céu aberto na StubHub, em Carson, na Califórnia, para mais uma noite (tarde californiana) de Premier Boxing Champions, série de eventos que tem levado o boxe de volta à TV aberta norte-americana. No combate principal, Santa Cruz colocou em jogo o cinturão conquistado contra Mares. O desafiante da vez foi o americano Chris Avalos.

O campeão teve dois momentos distintos no combate. Na primeira metade, usou seu clássico estilo mexicano de muita pressão na curta distância, que fez dele um dos mais empolgantes boxeadores da atualidade. Léo quase chegou ao nocaute no quarto assalto, quando acertou mais de 50% dos golpes lançados, mas Avalos mostrou incrível capacidade de encaixe e sobreviveu.

Depois de um período de queda de rendimento, no qual o desafiante cresceu e equilibrou um pouco as ações, Santa Cruz finalmente ouviu seu córner e passou a atuar controlando a distância e atacando mais de longe. Ele retomou o domínio do combate e, no oitavo assalto, viu o árbitro Tom Taylor interromper com 1:33, decretando o nocaute técnico. Avalos reclamou muito da decisão, argumentando que não estava batido – realmente ele estava melhor do que no quarto round.

Léo Santa Cruz:

No começo, eu não estava fazendo o que meu córner mandava. Tentei agradar os fãs, mas meu pai me disse: ‘Ei, você pode nocauteá-lo se cntrolar melhor a distância’. Eu queria dar aos fãs uma guerra, mas então meu pai falou: ‘O que você está fazendo, não era para lutar desse jeito, você deveria batê-lo na longa distância’. E foi isso que eu fiz nos últimos rounds.

Na luta coprincipal, Abner Mares encarou o também mexicano Andrés Gutiérrez, em duelo que valia o título regular da mesma WBA – o cinturão de Santa Cruz tem a denominação “Super” pela entidade. Na segunda luta após a derrota para Santa Cruz, ambas sob o comando do treinador Robert Garcia, Mares teve atuação impressionante desde o começo.

Mares venceu todos os rounds mostrando enorme facilidade para conectar seus socos, especialmente os ganchos de direita. Para piorar a situação de “El Jaguar”, um corte provocado por um choque de cabeças involuntário acabou tendo papel preponderante no resultado do combate. A 20 segundos do fim do décimo assalto, o árbitro Jack Reiss solicitou a presença do médico para avaliar o estado do corte. Reiss foi orientado a interromper a luta e foi exatamente o que aconteceu. Na leitura das papeletas, um juiz marcava 100-90 e os outros dois anotavam 99-91 no momento da interrupção.

Com duas vitórias dominantes e com ambos ostentando versões diferentes do mesmo cinturão, não há outra alternativa para próximo passo de Santa Cruz e Mares senão a esperada revanche.

Léo Santa Cruz:

“Como eu tinha dito, se eu vencer a luta e Abner Mares vencer a dele, vamos seguir em frente com Mares e fazer a revanche no começo do ano que vem.”

  • Gabriel Carvalho

    Quem não gosta do Santa Cruz comenta aí que eu vou banir o IP.

  • Vicente Fernandes

    Acabei de ver santa cruz vs Avalos,foi um lutão,mas vcs acharam correta a interrupção do árbitro?acho que o avalos ainda tinha condição.