Kalindra Faria supera estreia ruim para buscar primeira vitória no UFC

Por Gabriel Carvalho | 13/01/2018 18:03

Sem Vitor Belfort ou Thiago Alves, que acabaram saindo do card por problemas com seus respectivos adversários, sobrou para a peso mosca Kalindra Faria o papel de principal lutadora brasileira do UFC Fight Night 124, que acontecerá amanhã, em St-Louis, Missouri, Estados Unidos. Ela enfrentará Jessica Eye em uma das lutas da parte preliminar do evento.

Kalindra conversou com jornalistas brasileiros na última quinta-feira. Quando foi perguntada sobre a adversária Eye, pregou bastante respeito. Ela também foi perguntada sobre a atual sequência negativa da adversária, mas preferiu não comentar de forma negativa sobre o momento da americana:

“Eu já acompanhei o trabalho dela em outros eventos e todas as adversárias aqui são duras, não podemos subestimar ninguém. Ela lutava na categoria de 61kg, acho que ela sentia dificuldade por ter lutado muito tempo nos 57kg, acho que ela vem pro tudo ou nada, precisamos ficar espertos na luta, bem consciente. Acho ela uma grande adversária, fora isso, falei em uma matéria já que somos parecidas: nascemos no mesmo ano, mesmo mês e quase no mesmo dia. Vão ser praticamente duas Kalindras se enfrentando”.

“Eu não sou ninguém pra julgar, Ela deve ter tido as dificuldades dela assim como todo atleta tem. Se ela está aqui, é porque fez um bom trabalho. Ali dentro é difícil de falar, difícil de julgar. Não vou julgar ninguém, só quero chegar na luta e fazer um ótimo trabalho se deus quiser”.

Uma das atletas mais famosas do MMA nacional, Kalindra colecionou cinturões em diversos eventos brasileiros e ganhou espaço em eventos internacionais, lutando no KSW e no WSOF até chegar no Titan FC, onde conquistou o cinturão peso galo da organização antes de assinar com UFC. Ela comentou sobre as frequentes mudanças de peso na carreira, e admitiu que o peso mosca é a categoria ideal:

“Eu só não lutei no 66 ainda (risos) e nem no 48. Já lutei no 52, 61, 57. Eu gosto muito de lutar, então, sempre que apareceu a oportunidade, eu topava. Mas acho que a categoria 57 é boa, não sofro muito para perder o peso. Na 52, já vinha sofrendo um pouco pra bater o peso, conseguia no começo, mas depois estava sofrendo muito. Na 61, acho as meninas bem pesadas já e a 57 consigo bater saudável e lutar bem”.

Em seu combate de estreia pelo UFC, a paulista aceitou uma luta com nove dias de antecedência e acabou finalizada pela italiana Mara Romero Borella ainda no primeiro assalto. Faria foi questionada sobre o que deu errado no combate, e admitiu também que o nervosismo fez diferença na hora da luta:

“É difícil falar. Muita gente pergunta o que deu errado e o que não foi, mas acho que só aconteceu, era pra ser. Acho que isso também deu um impulso maior, voltei e arrumei algumas coisas no meus treinamentos, mas luta é luta, acontece. Você pode estar bem treinado as vezes, com três meses e preparação e a luta acaba em instantes. Eu acho que pode ter sido o que falei; eu cristalizei. As vezes, uma bobeira no cage e a luta acaba rápido. Pode ter sido isso”.

“O nervosismo fez diferença sim. Querendo ou não, acho que todo mundo fica. Fica um pouco nervoso, não tem como. Dos atletas, nenhum quer sair com a derrota. A preocupação com lesão ou de se machucar é a mínima que a gente tem, o atleta é muito competitivo. Então, um ponto pra eu ter perdido a luta pode ter sido o nervosismo. Mas acho que são várias outras coisas, não foi só uma coisa”.