Junior Cigano confirma doping por diurético e pedirá contraprova

Ex-campeão dos pesados do UFC, o brasileiro Junior Cigano confirmou que foi pego em um exame antidoping, que acabou forçando a sua saída do UFC 215, quando enfrentaria o camaronês Francis Ngannou. Em uma nota oficial, a sua equipe divulgou que o exame deu positivo para hidroclorotiazida, um diurético proibido pela Agência Antidoping do Estados Unidos (USADA) e utilizado para mascarar substâncias ilegais.

Confira a nota completa:

“Junior testou positivo para uma substância chamada hidroclorotiazida, que é um diurético proibido pela USADA por ser considerado um agente mascarante. Nós não sabemos de onde veio essa substância. Junior teve seu sangue e urina testados aleatoriamente por muitas vezes e nunca testou positivo para uma substância proibida.

Nós solicitamos hoje testes na amostra B. Muitas vezes, a amostra B poderá mostrar resultados idênticos à amostra A. Porém, nós já estamos analisando seus suplementos nutricionais e medicações para determinar se alguma coisa estava contaminada. Jeff Novitzky e Donna Marcolini, do UFC, forneceram orientações para esse processo, e agradecemos pelo profissionalismo e competência.

Junior permanece comprometido e apoiando o programa antidoping da USADA – mesmo que esteja passando por uma consequência infeliz disso. Ele conversou pessoalmente com Francis Ngannou e pediu desculpas pela consequência não intencional para ele. Junior agradece a Francis pela simpatia, compreensão e respeito durante a ligação, e está muito ansioso para que ele e Francis tenham uma nova data para se enfrentarem”.

Um caso semelhante em relação a diuréticos aconteceu com Cris Cyborg, que também foi pega em um exame e suspensa por um ano, mas a USADA revogou a suspensão depois que a brasileira comprovou que o uso da substância aconteceu por recomendação médica.

A USADA ainda não se pronunciou sobre a suspensão definitiva de Junior Cigano.