Hall da Fama MMA Brasil: Classe Inaugural

Hall da Fama MMA Brasil: Classe Inaugural
MMA

Depois de tantos anos amadurecendo a ideia, o MMA Brasil inaugura seu Hall da Fama do MMA mundial com uma classe inicial de cinco lutadores, dois colaboradores e duas lutas, seções que crescerão anualmente.

A criação de seu Hall da Fama próprio foi uma iniciativa do UFC elogiada para relembrar e valorizar o passado da organização que moldou o MMA na forma que conhecemos. Porém, não havia praticamente nenhum critério até que, em 2015, alguns foram definidos, dando uma dimensão mais séria à honraria.

Apesar de ter melhorado, o hall do UFC ainda patina, a começar pelo fato de, ignorando todas as iniciativas semelhantes em outros esportes, ignorar o restante do MMA que não passou pelas asas da Zuffa e/ou WME-IMG. Por reconhecer a importância da medida do UFC e saber que nosso esporte vai além do octógono, resolvemos criar o Hall da Fama MMA Brasil, uma ideia que há muito permeia nossos pensamentos.

Usamos uma estrutura parecida com o atual hall do UFC, para que os fãs não fiquem perdidos. Porém, nossos critérios são mais claros. Dividimos em três seções: lutadores, colaboradores e lutas. Para se credenciar, um lutador deve estar aposentado há pelo menos cinco anos – neste ponto, retornos para freak shows não serão considerados. Isso significa que Fedor Emelianenko, que voltou em nível de competição decente, segue ativo, por exemplo. A regra dos cinco anos também vale para as lutas.

Na classe inaugural do Hall da Fama MMA Brasil, os integrantes do site indicaram cinco lutadores, dois colaboradores e duas lutas. A partir de 2018 e enquanto o site viver, mais três lutadores, um colaborador e duas lutas serão inseridos anualmente.

Conheça agora a classe inaugura do Hall da Fama MMA Brasil.

Lutador: Royce Gracie

Royce Gracie com o prêmio do UFC 1 (Foto: Markus Boesch)

Royce Gracie com o prêmio do UFC 1 (Foto: Markus Boesch)

Escolha unânime entre os dez integrantes da equipe, Royce Gracie era um nome óbvio para a classe inaugural do nosso Hall da Fama. O precursor venceu três dos quatro primeiros torneios do UFC superando oponentes gigantescos, muito mais pesados, provenientes das mais diversas artes de origem, baseado exclusivamente no jiu-jítsu que sua lendária família desenvolveu.

Royce até hoje é o recordista de vitórias seguidas por submissão na história do UFC, com 11, de Art Jimmerson a Dan Severn. Ele também ostenta o recorde de vitórias numa mesma noite (quatro), que jamais será quebrado, além de ter a terceira maior sequência de vitórias na história da organização. De quebra, disputou a luta mais longa da história do UFC (36 minutos contra Ken Shamrock) e do PRIDE (90 minutos contra Kazushi Sakuraba).

Com muita justiça, Royce inaugurou o Hall da Fama do UFC, em 12 de novembro de 2003, quando a organização completou 10 anos.

Lutador: Randy Couture

As vitórias de Couture sobre Belfort firmaram o americano como o primeiro mestre da estratégia no MMA

As vitórias de Couture sobre Belfort firmaram o americano como o primeiro mestre da estratégia no MMA

Outra unanimidade entre os lutadores foi o americano Randy Couture. Campeão dos pesados do UFC em três oportunidades, dos meios-pesados em duas e vencedor do torneio do UFC 13, Couture foi o primeiro a conquistar cinturão em duas categorias – até hoje, apenas três atingiram tal feito.

Couture gravou seu nome na história por vários motivos. Ele é o dono do maior número de reinados na história do UFC (cinco); é quem mais disputou lutas por cinturão no UFC (15); é o peso pesado que mais defendeu o cinturão com sucesso no total (três, empatado com Tim Sylvia) e consecutivamente (dois, empatado com Sylvia, Brock Lesnar, Cain Velasquez); é o lutador mais velho a ter vencido uma luta (47 anos), a ter conquistado um cinturão (43), colocado um título em jogo (44) e único com mais de 40 anos a ter vencido uma disputa de cinturão na história do UFC. Além disso tudo, é considerado o pioneiro no uso de táticas de luta no MMA.

Couture foi introduzido no Hall da Fama do UFC em 24 de junho de 2006. Ele é o único dos integrantes a ter conquistado um título após sua introdução e venceu a única luta disputada entre dois integrantes já introduzidos (contra Mark Coleman).

Lutador: Marco Ruas

Provavelmente a ausência mais sentida no Hall da Fama do UFC encontrou seu merecido espaço na nossa classe inaugural. Marco Ruas não tem tantas conquistas e feitos notáveis no esporte além do título do torneio do UFC 7, mas ele entrou para a história ao iniciar o conceito de misturar artes marciais antes de o vale tudo ser batizado de artes marciais mistas.

Como ele próprio dizia, “se vier me agarrar, eu vou socar e chutar; se vier me socar e chutar, eu vou agarrar”. Isso porque, numa época em que os lutadores eram versados apenas em suas especialidades e sabiam pouco ou nada das demais, Ruas era especialista em luta livre esportiva e em muay thai, além de ter bases também no judô, no jiu-jítsu e na capoeira. Na foto ao lado, Ruas enche as pernas do gigante Paul Varelans de bicas na decisão do UFC 7, o primeiro evento da organização no estado de Nova York.

Lutador: Chuck Liddell

Wanderlei Silva e Chuck Liddell travaram uma das mais memoráveis batalhas da história do UFC

Chuck Liddell e Wanderlei Silva travaram uma das mais memoráveis batalhas da história do UFC

Dois brasileiros e dois americanos na classe inaugural para mostrar o domínio das duas principais nações do MMA. Chuck Liddell foi campeão dos meios-pesados do UFC com quatro defesas bem sucedidas do cinturão e é apontado, ao lado de Couture, como responsável por introduzir o MMA no mainstream nos Estados Unidos.

Liddell fez fama usando uma mistura que não era comum na escola americana, juntando o wrestling com o kickboxing e o kempo. Ele é recordista de nocautes na história dos meios-pesados do UFC (10) e de vitórias na categoria (16). Em 2003, foi enviado por Dana White para representar o UFC no torneio do PRIDE, quando acabou eliminado na semifinal por Rampage Jackson. Por muito tempo, o combo defesa de quedas com contragolpes do “Iceman” foram considerados no estado da arte. Sua vitória sobre Wanderlei Silva é considerada uma das melhores lutas da história do UFC.

Lutador: Kazushi Sakuraba

Kazushi Sakuraba venceu vários integrantes da família Gracie

Kazushi Sakuraba venceu vários integrantes da família Gracie

Fechando a classe inaugural do Hall da Fama MMA Brasil, o primeiro anti-herói da torcida brasileira. Conhecido como “Gracie Hunter”, Kazushi Sakuraba acabou com a aura da família número um do MMA ao enfileirar Royler Gracie, Renzo Gracie, Ryan Gracie e Royce Gracie, este na memorável disputa de 90 minutos no PRIDE Grand Prix de 2000, a primeira derrota de Royce no MMA – Sakuraba foi o primeiro japonês a ter vencido um Gracie desde que Masahiko Kimura venceu Helio Gracie, em 1951.

Além de ter batido Gracies em profusão, Sakuraba venceu quatro campeões do UFC (Vitor Belfort, Rampage Jackson, Kevin Randleman, Carlos Newton) e três vencedores de torneios (Royce, Ken Shamrock e Guy Mezger). Apesar de nunca ter conquistado um cinturão ou torneio no PRIDE, organização que lhe deu fama, Sakuraba venceu o torneio do Ultimate Japan e divide com Rodrigo Minotauro o recorde de submissões no PRIDE (11). O japonês é considerado um dos mais corajosos lutadores da história, tendo atuado do peso meio-médio até o pesado contra estrelas diversas.

Colaborador: Rorion Gracie

Talvez nós não estivéssemos aqui hoje se não fosse por Rorion Gracie. O irmão mais velho de Royce desbravou os Estados Unidos nos anos 1980, levando a arte de sua família até para os estúdios de Hollywood. Em 1993, inspirado pelos Desafios Gracie, iniciados pelo tio Carlos, Rorion teve a ideia que mudou o mundo das lutas para sempre.

Em parceria com o produtor americano Art Davie, Rorion criou o Ultimate Fighting Championship, com o intuito de mostrar ao mundo qual arte marcial era a mais poderosa num combate que só tinha duas regras: não valia enfiar o dedo no olho nem morder. Para representar o Gracie Jiu-Jitsu, Rorion escalou Royce, lutador que não era um tanque como Rickson, mas também não tão pequeno quanto Royler, para mostrar que um cidadão de porte comum pode dar conta de homens com 30 quilos ou mais de superioridade.

Rorion vendeu sua parcela na sociedade no UFC 5, descontente com os rumos que o vale tudo estava tomando. Ele nunca aceitou a adoção de regras que controlam o esporte e até hoje é meio reticente com a sua criação. Porém, nada tira dele a importância de ter criado o UFC.

Colaborador: Dana White

Se Rorion merece a vaga no Hall da Fama MMA Brasil por ter dado o pontapé inicial, Dana White merece por ter conduzido o UFC a patamar que está hoje – a venda da organização, em 2016, é a maior da história de todos os esportes.

Conduzindo o UFC com mão de ferro, com medidas muitas vezes controversa, acusado de estabelecer monopólio, White viu a empresa que presidia sair de estado falimentar para se tornar o gigante que pisa e absorve os concorrentes, como aconteceu com o PRIDE, o Strikeforce e o WEC. Ele começou como empresário de Liddell e Tito Ortiz quando o UFC ainda era da SEG, empresa que adquiriu a promoção de Rorion. Quando a SEG deu sinais de fraqueza, Dana chamou o amigo de infância Lorenzo Fertitta, bilionário do ramo de cassinos em Las Vegas, para comprar o UFC. Eles quase faliram, mas foram salvos pelo próximo indicado.

Luta: Forrest Griffin vs. Stephan Bonnar I

Em 2005, o UFC vivia era de trevas, vendo o PRIDE reinar como o principal centro do MMA mundial, com as maiores estrelas do esporte. Amargando milhões de dólares de prejuízo, os irmãos Fertitta deram um ultimato: ou revertemos o cenário ou vamos encerrar o UFC.

O UFC então fez uma parceria com o canal a cabo Spike TV para lançar o reality show The Ultimate Fighter. O resto é história, com o sucesso do programa alavancando definitivamente a popularidade do MMA em território americano a ponto de não somente reverter o quadro de falência, mas transformar o UFC numa megaempresa.

O responsável pela virada foi a final do programa na categoria dos meios-pesados. Forrest Griffin e Stephan Bonnar travaram uma batalha para as eras, deixando tudo o que tinham e que não tinham no octógono em busca do contrato com o UFC. O quebra-pau foi tão intenso que as pessoas que assistiam passaram a telefonar para amigos pedindo para sintonizarem na Spike TV, triplicando a audiência em pleno voo. No fim, Griffin foi anunciado vencedor, mas Dana White resolveu premiar ambos com um contrato com o UFC e uma vaga no Hall da Fama da organização.

Luta: Fedor Emelianenko vs. Mirko Cro Cop

Do outro lado do mundo, quatro meses depois, outro combate entrava para a história do MMA. Em sua segunda defesa do cinturão dos pesados do PRIDE, Fedor Emelianenko, considerado o melhor e maior lutador da história da categoria, encarou Mirko Cro Cop, então o número dois do mundo.

Confrontar dois lutadores tão talentosos em seus ápices técnicos e físicos só poderia dar no que deu. Fedor e Mirko travaram uma batalha histórica, com drama e técnica refinadas. Filipović começou bem o duelo, quebrando o nariz do russo e disparando coices na linha de cintura, fazendo com que Emelianenko buscasse as quedas. Conforme o tempo passou, Fedor mostrou porque era um gigante e dominou o combate inclusive no ponto forte do rival. Ao fim de 20 minutos, o “Último Imperador” foi decretado vencedor da luta que é largamente considerada como a melhor da história do MMA.

  • Thiago Kuhl

    Boa iniciativa! Esse evento do Pride (final conflict??) foi o meu primeiro contato de fato com MMA.

    Vimos o evento na casa de um amigo por causa da luta do Wand e para torcer contra o cara que ganhou do Minotauro. Depois disso, deu no que deu…

  • Rafael Oreiro

    Não sei porque, mas nessa foto de capa o Royce tá me lembrando muito o Renan Barão

    • Lucas Natan

      Caralho, tá mesmo. hahahhahahah

  • Gabriel Fareli

    Que bela ideia pra melhorar ainda mais o site, é sempre bom tanto pros mais antigos quanto pros que estão começando agora, conhecer e reconhecer aqueles que fizeram o esporte chegar no nivel que chegou.

    Obs : Procurarei a luta do Fedor x Cro Cop no Youtube pra assistir.

    • Bruno Fares

      Procure uma gravação feita com uma câmera grudada no peito do arbitro dentro do ringue.

    • Como não procurou até hoje?

  • Malk Suruhito

    Alexandre, pertgunta:
    Couture: “é considerado o pioneiro no uso de táticas de luta no MMA.” Ou seja, o primeiro estudar o adversário para derrota-lo. Mas até pela já célebre e citada frase no verbete dele, não seria o Marcos Ruas o real pioneiro de gameplans em MMA?

    • Não, foram casos bem diferentes. Ele tinha desenvolvimento técnico em mais de uma luta, mas aplicava na hora, dependendo do que viesse. O que o Couture fez foi estudar adversário e bolar algo para anulá-lo, ele criou o plano de luta. Nem tinha como o Ruas fazer isso dois anos antes porque era uma época em que os caras nem se conheciam direito.

      Ruas é o precursor do cross-training, não da preparação tática e estratégica.

  • Malk Suruhito

    Ahhhh, obrigado por não esquecerem do Grande Saku!! Fez um fã feliz!

    • Bruno Fares

      Diego Tintin tentou veta-lo!

      • Beto Magnun

        Sempre ele né.

      • Malk Suruhito

        Fala pra ele que eu tô pegando 432L e um engradado de Malzebier para nós discutirmos isso..

      • Rafael Oreiro

        Tintin não sabe o que faz

      • Diego Tintin

        HAHAHAHAHAHAHAHAAHA
        Diego Tintin não só usou TRÊS dos seus votos no Sakuraba, como INVENTOU uma regra de desempate que ele pudesse entrar, hahahahaha

    • Lero

      Saku é o GOAT, quem discordar é hater.

  • James sousa

    boa iniciativa gostei dessa ideia do lutador está aposentado a pelo menos 5 anos facilita na hora de entender quem pode ou não concorrer

    • Rafael Oreiro

      Só dificulta em casos como Cro Cop e BJ Penn, que não conseguem ficar 5 anos aposentados hahaha

  • Pedro Carneiro

    Fedor x Crocop era a colisão dos dois melhores da época. Ainda teve a treta do croata ter surrado o irmão do Fedor antes. Saudades, Pride!

  • Gabriel Carvalho II

    De acordo.

  • Saulo Henrique

    Mais uma soberba matéria. Dúvida. Já li e ouvi alguns lutadores dizendo que; o Saku fumava antes das lutas, e ainda tinha problemas médicos. Alguém tem idéia se isso é verdade? Porque se esse cara conseguiu fazer o que fez assim..caramba, muito mito. Haha

    • Não lembro de nada a respeito. Vou conversar com quem acompanhou os bastidores da época. Eu era só um torcedor.

  • Asisz Marco

    otima iniciativa.
    so acho injusto o japones sakuraba ter feito uma desnecessaria luta de 90 min contra royce no torneio, ele passou para a semi final, e no mesmo dia ou no seguinte ele encararia o pesadao vovchanchin, bem mais inteiro, e ainda assim enquanto rolou luta o sakuraba vencia, perdeu pq ele nao teve condiçoes de continuar por conta da desgastante luta anterior.
    se ele estivesse inteiro, muito provavel q ele passasse para a final, pegaria um coleman bombadaço, se ganharia, so deus sabe, mas possibilidades ele tinha bastante.
    q marcassem depois do torneio uma luta entre os dois nos moldes q ela aconteceu, mas no torneio em si prejudicou bastante o japa.
    contra o proprio cro cop estava 1 round para cada, antes de o sakuraba ter lesionado a regiao dos olhos.
    faltou sakuraba x dan henderson no pride seria animal

    • Rafael Oreiro

      Sakuraba era mito mesmo, lutava com qualquer um

    • Injusto pela mudança de regra? Sakuraba aceitou, né? Ele aceitou sem reclamar, sem ser coagido.

      • Asisz Marco

        eu entendo, ele e homem adulto e sabia o q fazia,
        mas eu digo q no torneio, nao tem como falar q o sakuraba nao foi prejudicado pelo excessivo tempo de luta.
        ele estava dominando o vovchanchin na semi final que era uns 20 kg mais pesado, isso depois dessa luta longuissima contra o royce. se ele estivesse inteiro ele passaria pelo igor, ele saiu da luta pq estava extenuado fisicamente.
        provavelmente se o japa nao tivesse q ter essa luta longa na final ele chegaria, ganhar do coleman envenenado seriam outros 500, mas eu nao duvido q ele pudesse vencer, mas seria azarao.
        por ser no gp eu achei absurdo o evento ter concordado em abrir essa exceçao no tempo,
        mas se fosse uma luta casada ai seria diferente, eles podiam lutar o tempo que quisessem, mas por ser num torneio eu achei injusto.
        eles poderiam ter casado no evento seguinte ao gp uma revanche entre eles como evento principal sem limite de tempo, nos moldes q foi a luta deles, seria mais justo.
        mas se o japa aceitou fazer o q ne? quem mais se prejudicou com isso foi ele proprio.

  • Weslei Alvarenga

    Mais um puta post, mesmo acompanhando o esporte só a 8 anos, da nostalgia relembrar a história.

    Uma categoria que penso pra ser inserida no Hall da Fama é a de eventos, podendo julgar além das lutas que ocorreram e o fator histórico, o impacto imediato e posterior que o evento teve pro esporte e pro mainstraim, também as curiosidades ( estatística ) do mesmo.

    • Rafael Oreiro

      Valeu Weslei! A questão dos eventos foi até pensada, mas a gente preferiu ficar o mais próximo possível das categorias do HoF do UFC, quando rolar o debate pra classe do ano que vem vamos botar esse assunto na pauta.

  • Juan Macêdo

    Poota kee pareew, Alexandre. Poota kee pareew. Que texto.
    mais uma vez, parabéns pelo conteúdo.

    • Rafael Oreiro

      Nós que agrademos pelos elogios Juan!

  • Sexto Empírico

    Muito bom! Começou com o mito Royce e incluiu outro, q não pode faltar em nenhuma lista honesta, o Sakuraba.
    Mas Forrest vs Bonnar é de doer o estômago. Não pela luta, que, por acaso, foi boa/regular, nada demais. Porém, essa luta só merecia um poster, dos grandes, na casa do Dana pq foi a luta q salvou o “ass” dele. E só isso!
    2005 foi “O” ano do MMA com o melhor da luta daqueles tempos. Só tivemos lutando pelo título nesse ano no Pride, Fedor vs Crocop, Wand vs Arona e Henderson vs Bustamante. Fora aquele GP, que reunia a nata do mundo e revelou ninguém menos que Maurício Shogun.
    Forrest vs Bonar só são “Hall of Fame” pra Zuffa e pro caderninho de recordações de Dana White.

    • Asisz Marco

      bom comentario, acho q vc foi ate bem elogioso com a luta em questao, a luta tem uma importancia mais economica do q esportiva para o mma em geral.
      eu nao havia pensado nisso, mas 2005 foi o auge do pride, gp animal, nenhuma organizaçao fazia ou faz gps tao fortes quanto os do pride, o gp pesados do strikeforce pode ter sido de nivel parecido,
      o gp medios do pride foi o melhor torneio ate hj na historia, eles conseguiram juntar 14 lutadores de grande qualidade, e 2 frangos(o 1 adversario de wanderlei e o 1 adversario de sakuraba), vc pega o gp do rizin perto dos q o pride fazia, da ate vergonha.
      forrest se tornou um otimo lutador, gosto do estilo q ele trazia, ele vencia o rashad ate ele ser apagado, foi humiliado pelo anderson, mas ele tinha um grande valor,
      ja o bonnar sempre foi mediano mesmo, nem em seu auge ele foi grande coisa, ele conseguiu ser esmagado pelos remendos do mark coleman e nunca consseguiu ir alem do nivel basico.

      • Sexto Empírico

        Essa luta, como falei, é tão alardeada pelo Dana pelo fato de q o Pride tava voando na época e o Dana, com toda a estrutura de Vegas e os dólares milionários dos Fertitas, não conseguia fazer o UFC decolar. Tavam pedindo arrego e Dana corria risco de passar de um empresário boca suja a um funcionário de cassino boca suja.
        Se eu fosse ele, também transformava essa luta nada de mais em épico do MMA. O dele q tava na reta.
        O q levantou o UFC, na verdade, foi a decadência do Pride – devido à Yakusa, dizem – e a política monopolizadora da Zuffa, que comprava tudo so pra fechar, matando o risco no ninho.

        • A política monopolizadora da Zuffa, que comprava tudo, só foi possível por causa de Griffin-Bonnar. Sem isso, a Zuffa teria fechado as portas, não teria comprado o PRIDE e organizações como o WEC e o Strikeforce provavelmente nem teriam nascido ou mudado de foco.

      • Rafael Oreiro

        Não acho que tenha uma importância mais econômica do que esportiva, bem longe disso. Sem essa luta, é difícil dizer como o MMA estaria hoje, ela teve muita importância para o desenvolvimento do esporte nos EUA como a gente conhece hoje.

        • Asisz Marco

          eu me expressei mal, ela foi mais importante na questao de ter alcançado mais publico na epoca, mas nao foi so pela luta em si e sim por causa da novidade na epoca q era o tuf 1, reality show + mma foi o q fez catapultar o mma no eua, a luta final foi a cereja do bolo, se fosse casada essa luta sem todo o programa do tuf por tras, tipo se essa luta fosse casada como as outras eram provavelmente nao teria sucesso e a zuffa abandonaria a marca, e o ufc certamente teria seu fim ali,
          olha acredito q se o ufc nao vingasse provavelmente o oriente continuaria a ser o foco principal, com o fim do pride, 1 ano depois veio o dream que tinha grandes lutadores e prospects, os grandes lutadores q vieram para o ocidente podiam ter continuado no japao, o strikeforce poderia ter sido ainda maior, e certamente seria o polo do mma americano, acabar o mma nao acabaria isso e certo.

          • Rafael Oreiro

            Acabar não acabaria, mas será que tantas pessoas se sentiriam inspiradas a virar lutadores sem o UFC? Será que seria profissional como vemos hoje sem o crescimento do UFC? Acabar com certeza não acabaria, mas é difícil de achar que seria a mesma coisa.

          • Lógico que foi pela luta em si. O evento teve várias outras lutas antes, inclusive outra final de TUF, e não causou o mesmo impacto na audiência. Pra mim não há a menor sombra de dúvidas que Griffin-Bonnar é o maior divisor de águas da história do MMA.

            Cara, o DREAM jamais tomaria o lugar do PRIDE, não tinha nem termo de comparação. Nem no Japão, que dirá em nível mundial. Talvez o DREAM nem tivesse sido criado num cenário devastado pelas falências do UFC e do PRIDE.

            O Strikeforce era uma organização de kickboxing. Ele só virou de MMA depois que o UFC alavancou o esporte. Provavelmente o Strikeforce seguiria competindo com o K-1 e levando sova até morrer.

          • Eu não acho nada certo afirmar que o MMA não acabaria. Pelo contrário. Eu tendo inclusive a achar que acabaria. O esporte lutou muito pra deixar de ser perseguido. Se as duas maiores organizações falissem, alimentaria novamente a fome dos detratores. E seria bem mais fácil derrubar com as organizações enfraquecidas e sem uma entidade global controlando o esporte.

      • A importância econômica que a luta teve provavelmente definiu o futuro do MMA. Se o UFC e o PRIDE quebrassem na mesma época, o esporte, que nem era consolidado, provavelmente morreria junto.

    • Rafael Oreiro

      Acho que é uma luta mais do que justa de ir para um Hall da Fama porque sem ela, talvez o MMA não teria as proporções que tem hoje, o crescimento do UFC e do esporte em consequência devem muito a Bonnar vs Griffin e ao TUF 1.

      Não acho exagero incluir como luta no Hall da Fama, mas acharia exagero incluir Griffin ou Bonnar como lutadores só por essa luta, como fizeram no HoF do UFC.

      • Sexto Empírico

        No do UFC pode estar sim, pq salvou a lavoura na época. E o Dana, em sua logica sempre monetária, tava até considerando colocar o Brock Lesnar também, que eu até acho mais merecido mesmo sem merecer. Agora Hall da Fama do MMA?!! Sei não…

        • Rafael Oreiro

          É difícil de pensar que o MMA teria o mesmo grau de popularidade hoje nos EUA sem o crescimento do UFC, que foi em boa parte decorrente dessa luta. Aí por mim ela tem uma importância histórica pro esporte em geral, não só pra organização.

          • Sexto Empírico

            Vc tem razão. Mas eu ainda acho q o Dana supervaloriza a luta q pagou as contas e o manteve empregado à época. Ninguém sabe como seria hoje e a Zuffa fez um bom trabalho. Mas acho que o MMA sobreviveria bem mesmo sem essa “superluta”.

            • Dana tem que supervalorizar mesmo, faz parte do trabalho dele e nós dois, eu e você, faríamos o mesmo no lugar dele. Mas isso não tira a importância gigantesca que essa luta teve pro futuro do MMA.

      • Talvez o MMA nem existisse ou tivesse voltado pros tempos obscuros. Quem salvaria a massa falida do PRIDE? Se morrem PRIDE e UFC na mesma época, o baque no MMA seria tão grande que o esporte poderia ter morrido.

    • Se o UFC não tivesse se recuperado, o PRIDE teria falido junto e provavelmente o MMA teria morrido. Ou seja, Griffin-Bonnar é muitíssimo mais importante do que você imagina, apesar de ter sido uma luta como já vimos algumas várias melhores. Griffin vs Bonnar deveria ser Hall da Fama pra qualquer um que gosta de MMA.

  • Lero

    Na parte de “não valia enfiar o dedo no olho nem morder”, O fish-hook também não era permitido né?Acho que escutei isso num podcast aqui mesmo.

    • Isso. Porque o Campbell McLaren disse que a única defesa pra isso é morder. Se morder não valia, fish hook também não.

      • Lero

        belas epocas