Por Idonaldo Filho | 06/06/2018 13:13

Ao contrário das categorias mais leves, nas divisões mais pesadas a situação não é muito boa, como é a realidade do MMA em geral. Embora nomes conhecidos ainda apareçam, eles não são lá os mais empolgantes ou de alta qualidade. Além do mais, há diversas incógnitas e lutadores desconhecidos do público que podem estar em busca de desempenho satisfatório para ganharem reconhecimento e também a premiação do título, além de promessas que podem conseguir suas afirmações frente a nomes relevantes.

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Despontam no favoritismo um brasileiro ainda pouco reconhecido, uma das maiores jóias do MMA russo e um dos lutadores favoritos de quem tem insônia. Esta prévia irá abranger a categoria dos médios, meios-pesados e pesados.

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Peso médio

Favoritos:

Um brasileiro entra como possível campeão. Bruno “Carioca” Santos (16-2) pode não ser o mais atrativo dos atletas, vencendo quase todas as suas lutas na decisão dos juízes, mas seu jogo é eficiente, de aproximação calma, muita força física (é um peso médio de 1,76m, mas com muita massa muscular) e um wrestling muito eficiente, beneficiado pela pouca altura, que podem fazer a diferença. Além disso, Bruno já é experiente por ter lutado no UFC, Bellator e no próprio WSOF. É o favorito na rasa categoria dos médios.

O bom alemão Abus Magomedov (19-3) é um lutador competente em todas as áreas e com poder de definição grande em suas mãos, demonstrados em 11 nocautes. Ele possui um bom kickboxing e boa movimentação, e também faz os adversários se preocuparem no chão – embora Abus não prefira lutar no solo, ainda assim consegue finalizar. É bom ficar de olho nele, pois, mesmo sem muito conhecimento dos fãs, talvez seja um dos mais empolgantes na categoria.

O veterano de 39 anos Louis Taylor (14-4) está relativamente inteiro para sua idade. Um atleta sempre muito arisco, Taylor possuí grappling suficiente para conseguir chegar longe, principalmente com sua guilhotina muito perigosa, que já fez seis lutadores darem os três tapinhas ou apagarem. Há receio de ele demonstrar uma decadência abrupta, embora tenha começado um pouco tarde no MMA, mas mesmo assim pode ser colocado como bom valor.

Shamil Gamzatov (11-0), atleta russo com bom cartel, mas fabricado contra taxistas regionalmente. É bem credenciado em campeonatos de artes marciais no Daguestão, mas tem alguns poréns como o corte de peso, a defesa de quedas e a baita má impressão que deixou na luta contra o velho Rodney Wallace, quando foi quedado, tomou inversão no chão e venceu só na decisão dividida. Gamzatov pode até chegar a vencer, mas não vem de boa luta, e isso me preocupa bastante. Não confio em Gamzatov, ele só está aqui na parte dos favoritos pois há atletas piores na categoria.

Meio de tabela:

O russo que já lutou no UFC Gasan Umalatov (17-5-1) não tem um bom volume de golpes e gosta de usar golpes rodados. Após a sequência ruim no UFC, ele se recuperou com nocautes sobre brasileiros na Rússia, mostrando que o desempenho melhorou no peso médio. Porém, ele não está ficando mais novo e não deve chegar à final. É uma aposta que pode surpreender, mas sem muita convicção.

O brasileiro da Astra Fight Team Anderson “Big Bones” Gonçalves (11-1) tem a seu favor a estatura (1,96m), muito grande pra categoria (acreditem, ele já lutou nos 77kg também!). Caso aproveite a envergadura e o poder de nocaute, pode conseguir bons resultados. No entanto, em suas últimas lutas, Big Bones mostrou uma defesa ainda fraca e a tendência de ir para a curta distância e engolir muitos golpes, mostrando-se ainda verde. Seria bom para o brasileiro partir para uma equipe de ponta nos Estados Unidos para treinar wrestling e também tentar melhorar seu QI de luta duvidoso.

O ex-campeão do Jungle Fight e por muito tempo atleta do circuito regional brasileiro, André Lobato (24-7) não vem sendo muito ativo e deixou uma última impressão ruim ao ser dominado completamente pelo wrestling de Yushin Okami. Lobato conta com um jiu-jítsu perigoso, principalmente com chaves de joelho e de calcanhar (dez de suas 17 finalizações são desse tipo), além do poder de nocaute bom. O problema é que ele parece ser um representante do “só o jiu-jítsu salva”, e não duvido nada que seja dominado por wrestlers ou no striking mesmo.

O Villefort mais velho Danillo “Indio” Villefort (15-5) voltou com tudo, empolgando em sua última luta, mas a inatividade, a defesa aberta e a falta de wrestling – mal usa sua faixa preta de jiu-jítsu e constantemente é posto de costas na grade – podem complicar. Danilo é muito agressivo e gosta de uma boa pancadaria, mas já é velho de carreira, o que talvez possa cobrar um preço considerável. Conta a seu favor ter segurança tanto em pé quanto no chão. Índio pode até fazer lutas interessantes para o público, mas talvez não interessantes para ele.

Azarões:

Eddie “Truck” Gordon (8-4) vencedor do TUF 19, mas que foi derrotado no TUF Redemption e ficou agourando a casa inteira depois, simplesmente não tem condições nem de continuar profissionalmente, deve ser o famoso “boi de piranha” do torneio. Gordon sempre se baseou na grosseria para vencer sua lutas, foi muitas vezes para a decisão, e a falta de técnica só o coloca no posto de zebra da competição.

Rex Harris (10-3) não empolga por ter um striking meio estranho (inclusive tem cartel negativo no boxe profissional), e ser inferior aos outros concorrentes também no grappling. É um lutador extremamente genérico e comum, como vários no cenário americano – não sei o que o antigo WSOF viu de interessante na contratação dele. Não espere muita coisa de Harris neste campeonato.

O nanico John Howard (25-13), com seu 1,70m e longe do auge depois de tantas lutas, não deve dar muito trabalho. Pode até conseguir passar de fase, mas o veterano ex-UFC terá desvantagem no seu famoso jogo de abafa, usando o wrestling para tentar amarrar os adversários, isso pois ele deverá enfrentar atletas bem maiores e mais inteiros. Muitas lutas e o tempo de carreira excessivo certamente contarão contra Howard.

Encerrando a categoria, temos uma escolha exótica da organização. Sadibou Sy (6-2) é um striker sueco extremamente divertido de se assistir. Comparando com um nome mais conhecido, ele seria parecido com Galore Bofando. Sy coleciona títulos de muay thai na região e alguns belos nocautes, mas é unidimensional e deixa brechas com toda sua extravagância – ele já foi nocauteado após tentar um golpe rodado espalhafatoso. Enfim, podem se preparar para ver Sadibou sendo amarrado e finalizado. Vocês terão muita sorte se ele conseguir acertar um petardo em alguém.

Peso meio-pesado

Primeiro, na fila de favoritos, o destaque total é Rashid Yusupov (9-1). Duas vezes campeão de wushu sanda no Daguestão, ex-campeão do M-1 Global e uma das maiores promessas da categoria até 93kg fora do UFC, com cartel extraordinário no MMA russo, Yusupov já venceu Magomed Ankalaev (no amador), o atual campeão do ACB, Dovletdzhan Yagshimuradov, e tamém Viktor Nemkov. O russo é um monstro, bom em todas as áreas e calmo, lutando com uma leveza que dá prazer de ver, mesmo sendo um meio-pesado, e leva muito perigo com seus contragolpes. Sendo um dos bons lutadores que a Rússia vem revelando, Yusupov é o grande favorito dessa categoria, que pode contar com lutas boas quando ele estiver envolvido.

Na cola de Yusupov, alguns outros nomes podem chegar longe. O ex-campeão do Bellator e All American, Brandon Halsey (10-3), é um deles, com sua base muito boa no wrestling e sem mais os cortes complicados para a categoria dos médios, ele pode conseguir se recompor da recente má fase e mostrar o jogo monstruoso que o coroou campeão. A maior preocupação com Halsey é sobre seus aspectos defensivos, em pé a guarda não é das melhores e no chão ele dá brechas para ser finalizado, mas frente aos outros nomes da categoria é um bom candidato ao título.

O bom e versátil Smealinho Rama (10-3), que já foi um dos melhores nomes fora do UFC na categoria até 120kg, está em fase inconstante com cartel 1-1 desde que desceu de categoria – o que foi uma decisão certa na minha opinião, já que ele era pequeno nos pesados – mas ainda assim pode chegar longe. Smealinho muitas vezes é taxado de pragmático, o que não para mim não é justo, e é um lutador com bom poder de nocaute, também tendo um wrestling de alto nível. Rama talvez é o lutador com mais opções na categoria, podendo lutar tanto no chão quanto em pé.

O algoz de Smealinho também merece estar aqui na lista de favoritos. O brasileiro Ronny Markes (18-5) é conhecido por sua passagem no UFC, de onde saiu após ser brutalizado por Thiago Marreta e Yoel Romero. Markes é faixa preta de jiu-jitsu e tem um grappling competente, fazendo bem o jogo de carrapato, tendo derrotando o canadense com a velha tática do cobertor humano. Existem dúvidas quanto ao seu jogo de luta em pé, e também não conte muito com Ronny ganhando pontos extras por interrupção.

Meio de tabela

Da Rússia também temos Maxim Grishin (26-7), parceiro de treinos de Fedor Emelianenko e ex-lutador do WFCA, onde conseguiu uma sequência muito boa de oito vitórias e só uma derrota para o prospecto Magomed Ankalaev. Grishin traz para a disputa o um estilo efetivo e de muita técnica, golpeando com chutes baixos e jabs, frustrando os oponentes e mantendo controle da área do cage com seu kickboxing. Definitivamente ele pode chegar entre os melhores do torneio, e inclusive é aceitável colocar ele entre os favoritos também. Ele é a aposta que pode surpreender.

Constantemente lutando no cenário regional da América do Norte, e conhecido pelas múltiplas batidas na trave para ficar no UFC – perdeu uma vez no TUF 19 Finale e não conseguiu contrato após vitória Contender Series -, Dan Spohn (16-5) é um ex-peso pesado que conta com mãos pesadas e um jogo de MMA em geral suficiente para poder passar de fase, preferindo usar o wrestling para tentar finalizar ou levar a fatura no ground and pound. Não é um nome do mais alto nível do esporte, mas é um cara digno, que tem nível de um evento como o PFL.

O americano e ex-Bellator Jason Butcher (11-2) andava lutando com pouca frequência e estava muito sumido. Embora em boa fase, vindo ao torneio como campeão do King of The Cage, sua oposição recente não é boa e, embora ele tenha a atropelado, ainda sim não é bem cotado para seguir em frente no torneio. Faixa preta de jiu-jitsu na tutela de Jorge Gurgel, Butcher é um grappler, mas que que vem de três vitórias por nocaute. Como todas suas vitórias vieram por interrupção, talvez isso possa lhe garantir uns pontinhos a mais na classificação.

O brasileiro Vinny “Pezão” Magalhães (14-9) está vindo de duas derrotas seguidas, para David Branch e Karol Celinski, e não mostra muita evolução na parte defensiva e no wrestling, que sempre foram problemas. Porém, é o detentor do melhor jiu-jitsu do torneio, sendo campeão do ADCC 2011 e notoriamente famoso por seu grappling, que já lhe trouxe vitórias contra nomes decentes. Além do mais, ele deve ganhar seis pontos automaticamente, tendo pego o casamento mais fácil logo de início.

Azarões

Ator figurante de séries de TV na Austrália, Jamie Abdallah (7-2), conseguiu estar no torneio por ser sparring de Roy Nelson e, principalmente, por ser conhecido de Ray Sefo (primeiro “parça” de dirigente que eu já vi no MMA). O australiano é um lutador extremamente limitado, com defesa de golpes e cardio ruim, tendo levado um pau dos restos mortais de Roman Soukodjouno ano passado e sido nocauteado pelo grappler desengonçado Rob Wilkinson – aquele que levou surras de Siyar Bahadurzada e Israel Adesanya no UFC. Enfrentando o terrível nível do circuito regional australiano, Abdallah se dava bem com seu estilo agressivo, mas quando a barra subiu ele mostrou o seu nível pífio, e é a maior zebra da categoria.

O unidimensional Rakim Cleveland (18-9-1), lutador mediano que possui vitórias sobre oposição duvidosa, já levou chave de braço de Derrick Lewis e foi finalizado pelo pífio Bubba Bush. O “The Boogeyman” é um striker razoável, que consegue nocautear alguns amadores e lutadores que não sabem quando aposentar, mas sinceramente, ele vai pegar o franco favorito logo na primeira rodada. Não botem fé em Cleveland nesse torneio.

O brigador e excêntrico Sean O’Connell (17-9) é um lutador da galera. Saiu da aposentadoria e entrou no torneio para tentar entregar mais pancadarias absurdas, mas não deve triunfar devido a sua unidimensionalidade e ao casamento ruim que enfrentará logo de início. Para quem não conhece, O’Connell é um lutador extremamente resistente, e que não tem plano de combate nenhum além de entrar na luta franca. Seu principal problema é a luta de chão, e também não se sabe o quão motivado ele estará para o campeonato.

Uma incógnita, o russo Bazigit Ataev (18-1) é amigo de Muslim Salikhov e treinado no sanshou e no wushu (artes marciais chinesas). Ele estava aposentado desde 2006 até voltar para uma luta contra em 2017, e é mais conhecido por acertar um lindo rodado em um Alistair Overeem magricela no Pride e por ter lutado contra Remy Bonjavsky. Bazigit é uma incógnita pois está com 39 anos e, apesar de ter voltado nocauteando um fraco Jeremy May na China, eu estaria mentindo se desse uma previsão de como ele irá aparecer para vocês. É um cara que pode entreter, mas difícil de saber como vai desempenhar.

Peso pesado

Favoritos:

Para ilustrar o nível pífio dessa categoria, o mais bem cotado para vencer é Jared Rosholt (15-4), vice campeão da NCCA e três vezes All American, também conhecido como aquele lutador que foi demitido do UFC por fazer lutas terríveis e sonolentas. Rosholt não inspira nenhuma confiança na sua defesa, desmoronando no primeiro soco bem dado, mas tem um pedigree atlético. Ele é excelente na luta olímpica e, embora não emule nem mesmo um ground and pound decente, poderia ser top 15 até hoje no UFC. É o favorito nessa várzea de categoria sendo unidimensional, pois é um wrestler muito bom, e só.

Temos também o gordinho Shawn Jordan (19-8), ex-UFC conhecido principalmente pelo chute sensacional que levou Derrick Lewis a nocaute. O americano foi nocauteado rapidamente por Blagoi Ivanov em sua última luta e vem sendo pouco frequente no cage nos últimos tempos. Jordan era jogador de futebol americano quando jovem, o que dá uma boa vantagem no quesito atleticismo diante da maioria dos lutadores, e também é um bom striker. Só que ele vem se apresentando cada vez pior fisicamente, e sua defesa de golpes também não é das melhores. Ainda sim, Jordan pode ser considerado um dos favoritos.

O duro Josh Copeland (16-4) é subestimado por muita gente, embora seja um lutador digno perto de muitas barangas. Ele já foi derrotado pelo próprio Rosholt no UFC,  e possui um bom condicionamento físico, boa resistência e muita vontade. É um atleta de pouca habilidade, um pouco grosso, mas que sempre está andando pra frente querendo luta, o que é bem exemplificado em seu combate com Blagoi Ivanov.

Representante brasileiro, Caio Alencar (11-2) teve carreira boa nos eventos nacionais e, em sua primeira luta fora do país surpreendeu, nocauteando Jared Rosholt. “Caião” tem background no jiu-jítsu, tendo finalizado cinco adversários, e demostrou também ter mãos pesadas, não demonstrando tanta dificuldade na luta em pé. Porém ele já mostrou problemas com o condicionamento físico e, fazendo 40 anos em 2018, não está também na flor da idade.

Meio de tabela:

O atleta de Liechstein Valdrin Istrefi (12-1) até teve bons desempenhos, mostrando bom kickboxing e ground and pound, mas enfrentou uma oposição horripilante até agora e, contra um journeyman alemão em Bjorn Schmiedeberg, teve trabalho mas foi alvo de uma decisão caseira em sua única derrota na carreira. Não duvido tanto de Istrefi, mas o problema é que ele não parece um lutador com muita urgência e também acredito que seja um prato cheio para wrestlers, principalmente por se deixar encurralar facilmente. Os treinos na AKA com Cormier e Velasquez, entre outros, podem propiciar uma evolução necessária para o lutador, por isso ele pode surpreender.

Acreditem se quiser, até mesmo Alex Nicholson (11-5), ex-peso médio do UFC, por mais fraco tecnicamente e unidimensional que seja, não é cachorro morto neste torneio. Atual parceiro de treinos de Ronaldo Jacaré nos Estados Unidos, Nicholson está invicto como peso pesado, já tendo nocauteado Chase Sherman e Chris Barnett, nomes mais consagrados que os que Istrefi já venceu. Basicamente ele é um brigão, com condicionamento físico ruim e grappling pior ainda, além de ser pequeno para a categoria. Ainda assim, ele tem estrela, não surpreenda se ele nocautear gente grande por aí.

Exatamente em cima do conceito de brawler, temos Daniel Gallemore (7-4). O americano tem cara de brigão, e realmente é mesmo. Bastante grande, com 1,95m e batendo perto dos 120kg, Daniel já chegou a se aventurar no boxe profissional, construindo um cartel 5-0. Ele tem bom poder de nocaute, mas não é dos mais técnicos, deixando brechas para ser nocauteado e também não parecendo ser muito chegado na luta de chão. Gallermore deve se basear somente no tamanho e no poder de nocaute mesmo.

Um dos maiores, senão o maior representante do MMA acreano, além de eterno concorrente na categoria de lutador monótono no Baranga Awards, Francimar Bodão (19-7) vai estar como peso pesado no torneio. O brasileiro vem do jiu-jitsu, onde é faixa preta, mas tem apreço total pelo jogo de amarração na grade, segurando o adversário ali pelo máximo de tempo permitido pelo árbitro da luta. Sua trocação é ruim e, como peso pesado, não sei muito bem como será sua resistência aos golpes.

Azarões:

Kelvin Tiller (8-1), que carrega o humilde apelido de “The Mama’s Boy”, era um peso meio-pesado razoavelmente atlético e forte com boas vitórias, que por motivos desconhecidos decidiu virar um peso pesado gordo, totalmente esquisito e fora de forma. Ele é muito ruim e já sofreu aperto contra gente ainda pior do que ele, tendo entrado no torneio somente como substituto, se não obviamente não estaria aqui. Enfim, Tiller é grosso tanto em pé quanto no chão, trocando boas porradas e conseguindo finalizar mais na força que na técnica. Terá desvantagem no tamanho também, o que não é muito bom, sendo claramente a zebra dessa categoria.

Outro pequeno peso pesado é Jake Heun (11-6), que é mais um da classe dos brigões. Só que ele ao menos empolga em suas lutas, sendo despreocupado defensivamente e só querendo trocar pancada até amanhecer, mesmo não carregando muito poder de nocaute. Heun também carrega um muay thai bacana, que pode causar problemas principalmente no clinch. Seu chão é péssimo, e a defesa de quedas também.

Jack May (9-3) é o maior exemplo de baranga no torneio. Lutador ruim pra caramba, ele nocauteou sete frangos até chegar para passar vergonha no UFC, sendo muito acertável e não tendo técnica nem condicionamento físico. May se descreve como um talento raro, com ótimo kickboxing e movimentação fenomenal, o que prova que tem um ego gigantesco também. É mais um que tem a vantagem basicamente no tamanho, já que tem dois metros de altura.

Outro que não é peso pesado de origem, o brasileiro Philipe Lins (10-3) era meio-pesado do Bellator, e também é faixa preta de jiu-jitsu. Ele entrou de última hora no torneio substituindo o eterno Mike Kyle, que teve que se retirar após uma lesão. Lins é bom no chão, mas horrível nas tentativas de queda, geralmente conseguindo levar para o chão somente se embolando com o adversário na grade.. Outro problema é o boxe de baile funk sem técnica alguma, que dá brechas totais para ser nocauteado, o que deve acabar acontecendo.

O PFL transmitirá a primeira rodada de lutas no peso pena, leve e meio-médio, respectivamente, nas datas 7 de junho, 21 de junho e 5 de julho, sempre as 19:00 horas no horário de Brasília.

E aí, quem são seus favoritos para as categorias no torneio? Deixem seus palpites nos comentários!

Colaborador do MMA Brasil, goiano, fã de pesos pesados e admirador de freakshow com responsabilidade.