Por Idonaldo Filho | 05/06/2018

A Professional Fighters League conseguiu convencer alguns bons nomes a saírem das grandes organizações, e juntando com o talento que restou do antigo WSOF, irá contar com elencos interessantes para as categorias mais leves.

Recheada de wrestlers, vários confrontos podem ser disputados em pé devido a anulação do jogo dos atletas, o que pode ser bom ou ruim. Além do mais, boas promessas do MMA russo terão a chance de mostrar que são realidade, e competir obter o prêmio máximo de 1 milhão de dólares. Despontam no favoritismo uma grande promessa do MMA mundial, um lutador em seu auge técnico e um veterano do UFC.

LEIA MAIS Guia Completo da Temporada 2018 da PFL: Regras e datas

O nosso Guia Completo da Temporada 2018 da PFL continua hoje trazendo uma prévia, que irá abranger a categoria dos penas, leves e meio-médios, três das seis divisões do torneio promovido pela organização.

Peso pena

Favoritos:

Um dos melhores lutadores fora do UFC, Andre Harrison (17-0) ostenta um cartel perfeito tendo enfrentado ótima oposição.  All American, Harrison é um striker calmo, mas que tem potência nos golpes, embora lhe falte senso de urgência para terminar as lutas. Como um ótimo wrestler que é, queda facilmente e tem controle posicional excelente, um sprawl muito eficiente e um dos melhores preparos físicos do MMA. Não é muito um finalizador, embora conte com submissões em seu cartel, mas costuma vencer a maioria de seus embates na decisão. Sem sombra de dúvidas, é um grande favorito, e é a minha escolha de vencedor do torneio.

Membro da Gorets, juntamente com Rashid Magomedov e Yusupov (outros participantes), Magomed Idrisov (8-1) é um cara extremamente perigoso, um striker excelente, com mãos muito rápidas e precisas, além de movimentação de cabeça também boa. Idrisov prefere ser o contragolpeador nas lutas, mas não é do tipo chato que espera o oponente, ele também sabe quando pressionar o adversário. Em sua penúltima luta tirou para nada o bom Ivan Buchinger, e na última frustrou e dominou Herbert Burns.

Com o físico de um tanque de guerra, Lance Palmer (12-3) também é ex-campeão do peso pena do WSOF, e um wrestler de alto calibre, chegando ao posto de All American quatro vezes. Ele não é bem chegado na luta em pé, geralmente soltando um overhand e indo direto para a queda, onde tem um controle posicional primoroso, embora seja um lutador muito pragmático, principalmente em suas últimas lutas. Algo a se considerar é que ele decidiu sair da Team Alpha Male, onde sempre treinou, buscando uma mudança de ares no seu camp para o torneio da PFL.

Um grande prospecto sem sombra de dúvidas é Timur Valiev (12-2). Ele é um lutador que tem todas as valências bem desenvolvidas, sendo faixa marrom de jiu-jítsu e, além de ter background na luta em pé no wushu sanda, kickboxing e muay tha, Valiev também já foi bronze no campeonato mundial de Pancrácio. Dono de um arsenal diverso e agressivo em pé, Timur usa vários chutes, socos giratórios, cotoveladas, joelhadas, basicamente se existe um golpe em pé, Valiev sabe usar. Sua única derrota no WSOF, para Chris Gutierrez, foi muito controversa, e vingada posteriormente.

Meio de tabela:

Ex-campeão do Jungle Fight e do WSOF, Alexandre Capitão (18-7) tem boa estatura para o peso pena, o que pode ser bom e ruim, já que a categoria está recheada de wrestlers que se beneficiam disso, enquanto Alexandre ainda não tem o seu bem desenvolvido, já que é um típico lutador brasileiro versado no muay thai e no jiu-jítsu, onde é faixa preta. Porém, em sua defesa, Capitão é ativo quando de costas pro chão, sempre tentando sair da posição, obter alguma finalização ou usando cotoveladas. Ele é a escolha da categoria “pode surpreender“.

Com boa parte do cartel produzido contra amadores, o último campeão dos galos do WSOF Bekbulat Magomedov (19-2) sempre foi para decisão quando enfrentou oposição boa. O russo tem uma trocação rudimentar, que geralmente usa pra mascarar quedas do sambô que até são bem feitas. No chão ele gosta de controlar por cima, mas também tem bons botes, que podem finalizar oponentes desavisados, mas faz geralmente só o suficiente para ganhar nos pontos. A defesa de quedas também preocupa, pois já foi quedado por wrestlers piores do que alguns no torneio. Seu jogo é bem chato em ambos os sentidos, para o oponente e para o público.

Membro do TUF Brasil 4 e participante do GP do Bellator em 2011, o argentino Nazareno Malegarie (34-4) volta aos grandes holofotes do cenário americano, depois de lutar tanto no regional brasileiro quanto no Pancrase, de onde saiu campeão. É um grappler bom, faixa-preta de jiu-jitsu, e também possui background no judô. Diferente de outros grapplers, ele nem chega a emular uma trocação, partindo desesperadamente para a queda logo no início das lutas, o que gera certa previsibilidade. Malegarie também não é dos mais agressivos no chão, preferindo administrar posições de domínio, com socos e tentando algumas finalizações.

O alemão Max Coga (19-4) é um atleta que tem um striking decente, embora um pouco lento e sem volume de golpes, é eficiente e sempre andando para frente, buscando retrair o adversário e colocar ele na grade. Coga se sente confortável no clinch, que é onde faz boa parte de seu jogo, mas no chão também tem bom controle, inclusive tendo treinado luta livre esportiva em uma passagem no Brasil. Outro ponto a favor é o bom condicionamento físico, como campeão do Superior FC, ele já lutou 5 rounds sem demonstrar muito cansaço. Porém, embora bom colocando oponentes na grade, ele não se mostrou muito bom de costas para ela.

Azarões:

Conhecido por demonstrar toda sua ruindade no UFC, perdendo as três lutas que fez na organização, Jumabieke Tuerxun (20-5-1) obviamente é um azarão por aqui. O chinês é um atleta equilibrado, ruim em todas as áreas, e que prefere usar o wrestling. Em pé não é muito agressivo,  soltando uns overhands estranhos e revidando socos que ao menos carregam potência, só que sua defesa é péssima e ele não reage bem a golpes sofridos, além de ser facilmente quedado. Sabe-se lá como Tuerxun recebeu a chance de concorrer por um milhão de dólares. É minha escolha de zebra, como o cara que de jeito nenhum irá vencer o torneio.

Outra escolha no mínimo excêntrica é a do completo desconhecido do MMA, Lee Coville (4-1). Com quase 40 anos, ele lutou pela primeira vez em 2000, fazendo um combate amador em 2002, e depois voltando a lutar somente em 2011, 2016 e 2017, ele é 4-1 contra oposição da pior qualidade. Enfim, basicamente, Coville não é lutador de MMA. Ele possui duas finalizações contra barangas para disfarçar, mas é apenas um kickboxer já velho, embora tenha sido dos bons enquanto no auge. Oriundo do muay thai, Coville possui faixa preta de judô, e também é multi campeão de kickboxing. A esperança é que seu desempenho seja pífio, mas vai saber né…

Por muito membro da elite do peso galo do Bellator, chegando a ser campeão, Marcos “Loro” Galvão (18-9-1) é um nome conhecido dos fãs. Só que aos 36 anos, e subindo de categoria, ele não vem agradando, se mostrando apático em suas últimas lutas contra Emmanuel Sanchez e Sam Sicilia, não trazendo o muay thai agressivo e o ótimo jiu-jítsu que um dia lhe deram boas vitórias. É nítido que Loro está em decadência, muito acentuada por sinal, e não acredito em boa corrida dele no torneio.

Ex-TUF 14, e veterano de nove lutas no UFC, Steven Siler (29-17) foi o último carrasco do ex-campeão do WEC, Mike Brown. Ele não é tão ruim quanto o cartel aparenta, sendo um finalizador que gosta de pegar pescoços, tanto no mata-leão quanto na guilhotina. Só que Siler é um striker um pouco desengonçado, que até tem poder de nocaute, mas é fraco de wrestling, e não deve sair vitorioso nesse torneio, no máximo assustando alguns wrestlers na guarda.

Peso leve

Favoritos:

Até pouco tempo, Rashid Magomedov (20-2) era top 15 da categoria dos leves no UFC, o que é um feito enorme. Até por isso ele carrega um favoritismo nas costas. É um lutador mais inteiro em comparação a alguns e tem também a experiência com vantagem em relação a outros. Rashid, como um bom russo, tem base no sambo de combate, mas em suas lutas ele costuma usá-lo apenas defensivamente. Prevalece uma troca de golpes extremamente técnica e precisa, e que é bonita de assistir em minha opinião, mas muitos acham suas lutas pouco empolgantes, já que em grande parte vão para a decisão, devido a ele não ter aquela pegada para nocautear. Além do mais, Rashid tem seu trunfo também na defesa, onde é dificilmente mantido no chão e consegue se defender muito bem de golpes. É um lutador extremamente completo e competente, que poderia chegar ao top 10 do UFC nos dias de hoje. É o favorito na minha opinião.

Depois de uma passagem decepcionante no UFC, Will Brooks (18-4) buscará a redenção na PFL. Quem sabe sem a pressão de estar no líder do mercado, ele possa voltar a ser o monstro que mostrou ser no Bellator. Brooks é um wrestler fenomenal e de excelente atleticismo, também possuindo uma boa trocação, mas que no UFC mostrou QI de luta ruim, ao pular na única arma de Nik Lentz e deixar Charles do Bronx se embolar em seu corpo, e por isso não me surpreenderá se ele for finalizado por aí.

Robert Watley (10-1) foi um dos campeões mais dominantes da LFA, defendendo por duas vezes seu cinturão. Ele é um excelente lutador que faz apenas o simples e eficiente. Em pé, mistura bons socos para aproximação de clinch e chutes altos decentes. Embora seja bom em tudo, seu melhor é o wrestling e o grande atleticismo, quedando bem, tendo bom domínio de clinch e bom ground and pound. Enfrentou oposição boa no LFA, e talvez a única crítica que façam a ele seja o fato de as vezes cozinhar um pouco demais a luta, embora eu não concorde.

Direto do Daguestão, parceiro de treinos e amigo pessoal de Khabib Nurmagomedov, e grande pra categoria dos leves. Só isso já dá medo. Islam Mamedov (14-1) é além disso, versado no sambô de combate e tem punhos poderosos, derrubando com facilidade e no chão apagando gente com seu ground and pound, extremamente dominante. O russo de 28 anos é um grande candidato ao título com certeza.

Meio de tabela:

Quase sempre enterrado nos cards preliminares do UFC, Chris Wade (12-3) saiu da organização apesar de vir de vitória, para tentar ganhar o torneio da PFL. Mais um entre os vários grapplers da categoria, Wade também tem habilidades significativas no jiu-jítsu e no judô, sendo um grappler mais completo que a maioria, o que pode ser um trunfo contra alguns. Seus problemas no UFC surgiram principalmente ao enfrentar grapplers melhores, como Khabilov e Makhachev, e como também temos alguns russos duros nessa categoria, talvez vejamos alguns replays do que já ocorreu. O subestimado Wade com certeza, está na categoria “pode surpreender“.

Temos também um veterano do Pride. Luiz “Buscapé” Firmino (20-8) é mais um grappler brasileiro, faixa de preta de jiu-jítsu e muito resiliente, que participou do TUF 21 representando a Blackzillians. Ele é criticado por amarrar suas lutas, permanecendo na posição de domínio confortavelmente. O jogo de striking é bom, embora nunca tenha conseguido um nocaute de fato, sendo seus dois nocautes por lesão do adversário. Um problema que Firmino deve enfrentar no torneio são wrestlers melhores e mais novos, que podem anular facilmente seu jogo, além dos 18 anos de carreira poderem bater na porta.

O ex-UFC Brian Foster (27-10) até teve certa glória no antigo WSOF, vencendo o torneio dos leves contra João Zeferino, para depois ser sacrificado a Justin Gaethje. Um lutador pra lá de mediano, Foster usa mais o wrestling no seu jogo, sendo razoável ofensivamente, finalizando adversários desatentos ou ruins e tendo um ground and pound bom, mas defensivamente deixa a desejar, sendo alvo fácil de finalizações. Uma curiosidade é que ele já tentou se aventurar no Glory, onde levou uma piaba de Raymond Daniels, atual campeão do Bellator Kickboxing.

Outro que talvez seja conhecido de alguns é Jason High (21-6). Aos 36 anos, o wrestler americano que já foi da primeira divisão da NCAA, já aparenta em alguns momentos estar mais pra lá do que pra cá. Embora seja ótimo wrestler, com ground and pound efetivo, jiu-jítsu suficiente, e possua potência nos golpes, há dúvidas quanto sua absorção de golpes, e isso é importante caso seja frustrado e forçado a lutar em pé. Ainda sim, pode dar certo trabalho.

Azarões:

Talvez vocês estranhem, mas sim, Ramsey Nijem (9-6), AQUELE, estará no torneio da PFL. Vice campeão do TUF 13, e membro do TUF 25: Redemption, Ramsey é conhecido pelos maldososos como o stripper, mas também por ter um nocaute sobre Beneil Dariush no cartel, e só – seu vídeo de highlights no youtube consiste basicamente dessa luta. Acreditem se quiser, Nijem foi wrestler respeitado na universidade, e por mais que ele as vezes seja colocado como piada, é um lutador decente no jogo de clinch. O problema é que a sua trocação é desengonçada, e ele já foi nocauteado por isso, não duvide de isso voltar a acontecer. Ramsey é umaa zebra desse campeonato entre os leves.

Voltando para a categoria dos leves, Thiago Tavares (21-7-1) foi demitido do UFC em 2016, retornando ao Brasil para lutar no Aspera FC, conseguindo um nocaute sobre Mauricio Machado. Tavares é faixa-preta de jiu-jítsu, e usa ela com primor, sendo muito perigoso e com sua especialidade sendo o mata leão. Sua arma para chegar no chão é o judô, onde também ostenta o grau de faixa preta. Alguns problemas que podem surgir são a diferença de tamanho contra alguns, o striking ofensivo e defensivo que não é bom, além de poder não conseguir levar a luta pra baixo contra wrestlers mais capacitados.

O brasileiro Natan Schulte (11-3) treina na American Top Team e é faixa preta de jiu-jítsu, além de kruang preto no muay thai. Ele é um bom prospecto a se olhar, baseia seu jogo no grappling, quedando o adversário, mantendo o controle e tentando finalizar. Em pé, embora possa ajustar sua defesa de golpes e também o seu boxe ainda em desenvolvimento – ele é 0-5 no boxe profissional – é agressivo, não tão definidor de lutas, mas golpeia bem. O principal defeito é a defesa de quedas, embora um tempo na ATT o ajude a corrigir esse defeito.

Yuki Kawana (14-1-5) era campeão do Shooto Pacific Rim, sendo bastante difícil de achar conteúdo sobre ele. O japonês é um bom valor, embora não deva vencer. Kawana é grappler de origem, embora ultimamente vem cada vez mais usando sua trocação, virando um brigador empolgante. Ele pode até vencer algumas lutas, mas há lutadores superiores na categoria em todos os aspectos.

Peso meio-médio

Rick Story tira a invencibilidade de Gunnar Nelson em noite de zebras no UFC Fight Night 53

Favoritos:

Rick Story (19-9) é um ótimo nome, e que fará retorno ao MMA depois de quase dois anos, após tentar virar bombeiro. Todos conhecem seu jogo de pressão muito eficiente e seu condicionamento privilegiado, e o ex-top 10 do UFC tem tudo para ser um dos favoritos nesse torneio, com seu striking de aproximação bom e o wrestling decente. Eu acredito que Story poderia até se ter mantido top 15 no UFC, e coloco ele como favorito justamente por isso, além de ser um lutador extremamente ignorado pela qualidade que tem.

Em pleno 2018 e aos 39 anos, Jake Shields (32-9-1) segue na ativa e levando pessoas para a decisão dos juízes. Enfrentando oposição mais fraca que no UFC, ele chegou a finalizar alguns, e como seu grappling é incontestável ele deve ser considerado sim como bom candidato para o título, principalmente tendo em vista o casamento inicial que lhe deve dar pontos de graça. Os problemas para Shields são a idade obviamente, já tendo dado alguns sinais de decadência, além de que talvez ele não consiga pontos extras de interrupção.

Direto do Daguestão, e com sobrenome forte, temos Abubakar Nurmagomedov (14-1), primo e um dos fieis escudeiros de Khabib, Abubakar também é monstrinho e tem um estilo de luta até parecido. Nas mãos ele tem dois tijolos e no grappling já foi campeão russo de sambô de combate, tendo boas quedas e buscando o ground and pound pesado, além de ter também um porte bom para a categoria. Me interessa muito ver o desempenho dele contra os “macacos velhos”, mas sem dúvida Abubakar é uma boa aposta para campeão do torneio.

O veterano Paul Bradley (23-8) é aquilo. All American chato, com trocação burocrática e jogo de wrestling  sem efetividade como prioridade, geralmente chegando na decisão dos juízes, perdendo ou ganhando, com seu jogo enjoado. Ele pode ter dificuldade em ganhar pontos por interrupção, mas chegando no mata-mata pode ser uma força, embora também esteja longe de seu auge.

Meio de tabela

Recentemente cortado do UFC, Bojan Velickovic (15-6-1) é exatamente o que um lutador de MMA deve ser, bem versado em todas as áreas. Embora ele seja mediano em tudo, o sérvio notoriamente raçudo e tem a sua vantagem no tamanho, é ex-peso médio e pode arranjar encrenca com muita gente. Também devemos lembrar que o ex-campeão da RFA foi alvo de uma decisão caseira em sua última luta, onde muitos viram vitória dele contra o prospecto Jake Matthews, e mesmo perdendo, sempre entregou muito coração em suas lutas. O sérvio definitivamente “pode surpreender“.

O russo Magomed Magomedkerimov (18-5) não é dos mais finos talentos russos, tendo vencido alguns lutadores de cartel safado nos últimos tempos. Alternando entre os pesos médio e meio-médio, ele não luta há quase dois anos. Ainda sim é um lutador com poder de nocaute e gosta de um jogo carrapato no clinch e no chão, que pode ser efetivo contra alguns lutadores, principalmente pelo porte físico privilegiado, já que tem 1,85 metros. Há algumas dúvidas sobre como ele irá desempenhar contra oponentes mais qualificados.

Direto da Ucrânia, Pavel Kusch (22-5) é campeão mundial de sambô de combate e um grappler ardiloso, que tem chaves de perna perigosas (sim, ele segura depois da interrupção também…), que só foi para decisão uma vez na carreira. Seu striking é grosso porém potente, e ele pode figurar entre os oito do mata-mata, embora exista gente que derrube melhor no torneio. Ainda assim, não se espante caso Kusch tire alguma coisa da cartola. Em seu último combate, ele fez uma luta dura contra Hayder Hassan, onde poderia ter vencido, mas deixou para os juízes e bem…

O brasileiro que já lutou no UFC, João Zeferino (21-9), não vem em boa fase, e deve ter dificuldades para impor seu grappling frente aos ótimos wrestlers que estão nessa categoria, além de sua defesa de quedas ser bastante questionável. Suas chances talvez se situem em conseguir tirar uma finalização da cartola ou conseguir um golpe salvador, já que é bastante perigoso e não costuma deixar suas lutas irem para decisão quando está vencendo.

Azarões

Filho do Ray Cooper original, que enfrentou Shields duas vezes, o havaiano Ray Cooper III (13-5) irá enfrentar o antigo rival de seu pai, mas deve estar no torneio só por isso, pois é um lutador pra lá de comum, inclusive já tendo lutado de leve. “Braddah Boy” é um grappler, o que não quer dizer que ele seja realmente bom no chão, com ele inclusive já tendo sido quedado pelo eterno Krazy Horse, então imagine o que Shields fará. Em pé é um brawler qualquer, sem técnica alguma, mas que tem poder nas mãos. Cooper é o maior azarão, a maior zebra da categoria.

O Villefort mais novo, Yuri Villefort (11-5) é mais disciplinado taticamente no grappling que seu irmão. Yuri é calmo, preferindo controlar a luta, e não dar brechas no chão. Campeão do Victory FC, e ex-lutador do UFC, ele tem uma defesa horrível, conseguindo tomar knockdown e muito sufoco para um lutador de cartel 11-12, e seu wrestling deve ser um problema nesse torneio. Para falar a verdade, Villefort não deve ter vantagem em nada frente aos outros lutadores, é um dos candidatos a ser lanterna do campeonato, pois a oposição que irá enfrentar é melhor do que com a qual ele tem sofrido.

Jonatan Westin (10-2) é uma escolha surpresa, sendo um bom prospecto – embora tenha 28 anos – da Allstar Training Center, parceiro de treinos de Gustaffsson, Latifi e Manuwa. Westin é versado no judô, e tem um jogo de chão que foi eficiente contra a oposição que enfrentou, além de ter o uso do ground and pound como um ponto positivo. Só que em uma categoria cheia de wrestlers, pode ser difícil passar de fase, mas de qualquer jeito será interessante para ver ele contra lutadores de mais alto nível.

Da ilha de Guam, Herman Terrado (15-3) é um cara que se dá bem em ambas as áreas do MMA, embora não seja ótimo em nenhuma e prefira trocar porrada em pé. Ele não é lá o lutador mais empolgante, e não deve ter parceiros para fazer boas lutas nessa categoria. Sua última luta foi sofrível, demonstrando muita vontade mas pouco condicionamento físico. Terrado tem como destaque uma vitória sobre Zeferino, mas como é um lutador que sempre pegou oposição ruim, e é suspeito que não seja um bom definidor de embates, fica atrás aqui na nossa prévia.

O PFL transmitirá a primeira rodada de lutas no peso pena, leve e meio-médio, respectivamente, nas datas 7 de junho, 21 de junho e 5 de julho, sempre as 19:00 horas no horário de Brasília.

E aí, quem são seus favoritos para as categorias no torneio? Deixem seus palpites nos comentários!