Germaine de Randamie enterra uma divisão que sequer deveria ter nascido

Germaine de Randamie enterra uma divisão que sequer deveria ter nascido
MMA

A categoria que começou toda errada não teve nada até agora que justificasse sua criação. Pelo contrário, até polícia foi envolvida na lamentável história do peso pena feminino no UFC.

No ano passado, talvez sob efeito de mais uma vitória avassaladora de Cristiane Cyborg, nosso colunista Diego Tintin publicou aqui no MMA Brasil um texto muito interessante defendendo que, depois de tantas agruras, a brasileira merecia que o UFC criasse um prêmio para ela, ou seja, um cinturão na maior organização do MMA mundial.

Nossos leitores sabem da profunda admiração e amizade que eu tenho pelo Tintin, um dos maiores motivos de sucesso que esse site já conseguiu. Porém, não pude deixar de discordar do meu amigo – o que é algo que acontece bem pouco, é bom ressaltar. Não que eu discordasse dos méritos da Cris, notada e comprovadamente a melhor peso pena do MMA feminino. Meu problema era: por que o UFC abriria uma categoria de nível técnico lamentável, pior até que o peso pesado masculino, só para agraciar uma atleta que, por mais talentosa que seja, lida com tantos problemas perante os torcedores e a opinião pública?

É bom deixar clara mais uma coisa: eu não tenho nada contra a pessoa Cristiane Cyborg. Pelo contrário. Tive a felicidade de conhecê-la pessoalmente durante o UFC 198, quando ela finalmente estreou no octógono mais famoso do mundo, e constatei que se trata de uma pessoa adorável, totalmente diferente da impressão feroz que ela deixa quando está em ação – e também da confusão com Angela Magaña, que falaremos adiante. Educada, tranquila, sorridente, carinhosa, Cris é daquelas pessoas que você é capaz de passar horas batendo papo.

Isto posto, meu ponto aqui é estritamente técnico. O UFC é a promoção em que encontramos (ou esperamos encontrar) os(as) maiores lutadores(as) de MMA do mundo. O problema que eu levantei na época, e sigo insistindo, é que não há 10 atletas no mundo na divisão peso pena feminino com nível para formar uma divisão no UFC. Confiram os principais rankings femininos no MMA Rising, no Tapology ou no Fight Matrix e vejam que, mesmo se o UFC contratar todas as lutadoras da categoria do Bellator, ainda assim formaria a pior divisão de seu plantel.

Do grupo das mais bem ranqueadas que não estão no Bellator, Helena Kolesnyk (de vermelho) até tem bons punhos, mas, das seis lutas que disputou, apenas uma adversária tinha vitória registrada no Sherdog (cartel de 1-6).

Do grupo das mais bem ranqueadas que não estão no Bellator, Helena Kolesnyk (de vermelho) até tem bons punhos, mas, das seis lutas que disputou, apenas uma adversária tinha vitória registrada no Sherdog (cartel de 1-6).

O UFC deu o passo além e criou a divisão, apesar disso tudo. Esta foi a primeira de uma série de lambanças. A segunda veio a reboque: Cyborg não estava envolvida na disputa do cinturão inaugural.

Aqui cabe mais um parêntese. O peso pena feminino é tão fraco de material humano que o UFC criou a categoria diretamente pela disputa do cinturão sem ter mais nenhum combate paralelo em vista. De todas as divisões abertas pelo UFC após a consolidação das Regras Unificadas do MMA, apenas o peso galo feminino começou com uma disputa de cinturão. O motivo era óbvio e atendia por Ronda Rousey. Pelo menos no caso do peso galo, já havia outras lutadoras contratadas quando Rousey enfrentou Liz Carmouche. Havia talento, havia competição, havia popularidade. Fecha parêntese.

A contratação de Cyborg era justificada por uma eventual superluta contra Ronda, caso a ex-campeã do peso galo tivesse vencido Holly Holm. “Rowdy” não venceu e Cyborg quase bateu as botas para chegar a 63 quilos e fazer duas lutas que valiam nada no octógono mais famoso do mundo. Na verdade, valeram muito. Valeram para que ela não se aposentasse sem lutar no UFC.

Não era suficiente. Um cinturão era preciso. O presidente do UFC, Dana White, ofereceu três vezes a Cris uma oportunidade de disputar o primeiro título da nova categoria e, segundo o próprio dirigente, Cyborg recusou todas. Como se sabe, ela primeiro disse que não conseguiria bater o peso da sua própria divisão em oito semanas. Em seguida, quando se levantou a hipótese de uma terapia pós-ciclo para ficar apta a lutar nos Estados Unidos, sob a chancela de comissões menos permissivas, Cyborg foi flagrada num antidoping pela USADA. Quando a categoria peso pena estava perto de morrer, a curitibana se safou provando para a agência antidopagem que o doping tinha sido causado por um tratamento médico legítimo.

A categoria nasceu e o UFC escalou Holm, que vinha de duas derrotas seguidas e nunca mais venceu desde a zebra sobre Ronda, contra Germaine de Randamie na luta inicial. Já valia o título. A holandesa venceu, sob protestos de muitos – Holm foi declarada vitoriosa por 14 veículos no MMA Decisions, contra oito que julgaram a favor da europeia. Para piorar, a luta foi criticada pelos baixos níveis técnico e de entretenimento.

Germaine de Randamie levou vantagem na curta distância contra Holly Holm (Foto: Anthony Geathers / Getty Images)

Germaine de Randamie e Holly Holm não fizeram a luta mais animada do ano (Foto: Anthony Geathers / Getty Images)

Bom, deixemos tudo isso de lado e vamos logo para De Randamie contra Cyborg, a única luta possível – literalmente, porque a única peso pena de verdade contratada é a brasileira. Foi quando a campeã aplicou um mim acher no mundo do MMA. Germaine simplesmente sumiu do mapa, nem seus técnicos sabiam dela. Isso depois de dizer, logo após conquistar o bizarro cinturão, que não poderia enfrentar Cyborg porque tinha que curar uma lesão na mão que perdurava há pelo menos 15 meses.

Acha que o circo acabou? Questionada por ter lutado duas vezes sem reparar a lesão, De Randamie desconversou e disse que achava mais justo conceder revanche para Holm do que defender a conquista contra Cyborg. É claro que os fãs caíram em cima da holandesa, acusando-a de estar fugindo de uma luta a qual teria poucas chances de vencer. Eu odeio quando usam a expressão “arregão” num esporte tão duro como o MMA, mas Germaine começa a dar razão aos críticos. Através de seu empresário Brian Butler, em comunicado ao MMAjunkie, saiu-se com a seguinte pérola:

Brian Butler, empresário de Germaine de Randamie:

“Germaine e seu time conversaram e a posição é que ela não vai lutar com Cyborg porque Cyborg é uma conhecida e comprovada trapaceira. Mesmo depois de tantos exames cercando Cyborg, ela ainda conseguiu usar alguma coisa e sempre será uma pessoa suspeita que está tentando vencer o sistema ao invés de apenas seguir conforme as regras.”

Ah, vá!

Cyborg não é a única, muito menos será a última, que viverá eternamente sob suspeita de doping. Assim como ela, Alistair Overeem, Vitor Belfort e Brock Lesnar, para citar alguns. Nenhum deles viu um adversário negá-los por causa disso, mesmo depois que todos, assim como Cris, foram flagrados em exames antidoping.

Só faltava essa palhaçada para fechar o circo dos horrores que é a história do peso pena do UFC, que sequer tem gente aparecendo na lista dos rankings oficiais. Nem mesmo De Randamie. Só faltava essa? Claro que não. O empresário da “Dama de Ferro” foi além na vergonha alheia.

Brian Butler, empresário de Germaine de Randamie:

“Germaine e sua equipe acreditam que Cyborg não deveria ser autorizada a competir no UFC. Se esta for a única luta que o UFC quer, então Germaine está disposta a esperar e ver se o UFC vai tomar o cinturão dela antes de dar o próximo passo.”

MASOQ?

Bom, deixa pra lá. Tirem logo o cinturão dela e o coloquem em jogo entre Cris Cyborg e Megan Anderson, a australiana que conquistou a coroa deixada vaga pela brasileira no Invicta. Cyborg se empolgou com a possibilidade, dizendo que o UFC finalmente deveria deixá-la lutar com uma legítima peso pena. As duas até concordaram que o UFC 214, que será disputado no final de julho, seria uma boa oportunidade, na luta coprincipal da revanche entre Daniel Cormier e Jon Jones. Realmente, um baita palco.

Megan Anderson e Cristiane Cyborg já se adiantaram na promoção da luta que nem foi anunciada ainda (Foto: Twitter de Cyborg)

Megan Anderson e Cristiane Cyborg já se adiantaram na promoção da luta que nem foi anunciada ainda (Foto: Twitter de Cyborg)

Então vamos em frente. Vamos fazer essa luta, em que pese o fato de não haver um “e depois?”. Esqueça o que virá a seguir. Bote a Cris para bater na Megan, conquistar seu sonhado cinturão e acabem com esse circo logo. Fechado? Nem tão fácil assim, amigo. Num cenário de filme trash, só faltava dar polícia. Agora não falta mais.

Durante a semana passada, Cyborg foi tirar satisfação com Angela Magaña a respeito de uma brincadeira muito da canalha feita pela americana. No Instagram, Angela comparou Cris com Jigsaw, o boneco tosco da série Jogos Mortais. Puta da vida, Cyborg enquadrou Magaña e enfiou a mão na cara da peso palha. Tipo se o Conor McGregor, que sofre para chegar no peso pena, metesse um soco no Marcus Paulo Marcote ou no Gilberto Cangaceiro.

A confusão entre Cyborg e Magaña aconteceu durante o UFC Athlete Retreat, evento que inaugurou a nova sede da organização e que contou com cerca de 300 atletas do plantel do UFC – não me pergunte o que Magaña estava fazendo lá. Para piorar, funcionários do UFC deram queixa na polícia de Las Vegas contra a agressão da brasileira. Dana White veio a público dizer que foi algo muito sério e que estava esperando a polícia tomar uma decisão.

O que estão esperando para acabar o que não devia ter começado? Confirmem logo a luta entre Cyborg e Anderson, com o cinturão vago em jogo, e fechem a categoria antes que aconteça mais alguma coisa bizarra. Antes que o UFC me apareça com Charmaine Tweet (que já perdeu para Anderson, Cyborg e Ronda), de 40 anos, ou Latoya Walker (que perdeu para Tweet) e Peggy Morgan (que perdeu para Walker e Anderson), ambas com 37 anos.

  • James sousa

    a Cat Zingano está querendo luta com a Cyborg também

    • Marcio Rodrigues
      • É capaz.

        • Marcio Rodrigues

          Tem que ser. A Zingano da 1° foto pesa 75kg. Acho que a Cyborg, no peso pena, entra pra lutar com +ou- isso (de musculo, não banha).
          Ou seja, a Zingano (ou qualquer peso galo) teria que optar entre lutar buchuda ou com uma diferença de peso consideravel pra Cyborg.
          É isso que me irrita quando os fanboys da Cris chamam de covarde as pesos galos que se negam a subir e povoar uma categoria pra Majestade Cyborg.

          • A Zingano da primeira foto tá em forma duvidosa. Que tipo de rendimento ela teria? Valeria a pena (esportivamente falando)? É foda…

            O pior é que o único modo de ter um peso pena minimamente digno é canibalizando o peso galo, entregando um monte de lutadora fora de forma ou mais leves que a Cris.

    • Ela desmentiu, não?

      • James sousa

        foi a Cyborg que desmentiu mas a Zingano está pedindo essa luta nas redes sociais

  • Cássio Rafael Guimarães Nascim

    Eu senti vergonha alheia da Germaine. Mas em uma coisa ela tem razão: A Cyborg teve toda sua estrutura muscular alterada. Baseado nisso, seria justo que, mesmo não fazendo mais uso atualmente – já que temos a USADA na cola dela o tempo todo, ela continue lutando com benefícios de usos anteriores?
    É algo muito complicado. Porque não se pode tirar um lutador e toda sua carreira por casos anteriores. Mas e os benefícios que terão a partir daquilo?
    É algo que penso bastante. Ainda mais a Cyba que é uma mulher mas que tem uma estrutura facial com traços masculinos muito fortes e estrutura muscular totalmente anormal para uma mulher. Eu vejo a Cyba lutando contra outras mulheres e mais parece um homem contra uma mulher, sei lá.
    Não quero aqui fazer criticas a beleza de ninguém e nem o carater. Mas,sim, fazer paralelo sobre essas situações com outras que podem vir/ já tiveram no MMA, que é um esporte de Combate, lembremos.

    • Acho que um médico ou fisiologista poderiam falar melhor sobre isso.

  • Rafael Maia

    Arruma aí: “Holm foi declarada vitoriosa por 14 veículos no MMA Decisions, contra oito que julgaram a favor de Holm.”

    Existe alguma explicação técnica para que não exista lutadoras de bom nível acima do peso galo?
    Exemplo: o peso pesado no MMA é raso porque o lutador pesado é preguiçoso e acha q sempre vai conseguir nocautear com um golpe, daí os lutadores ficam limitados tecnicamente.

    • Arrumado. Obrigado!

      Sobre sua pergunta, eu não sei te responder, mas diria que o peso pena feminino é equivalente ao meio-pesado masculino. É mais difícil fazer certas coisas com 66kg do que com 52, assim como é com 93 em relação a 70 ou 66.

  • Patrick Santos

    Bizarrice sem tamanho. Já faz mais de um ano que a Cyborg estreou no UFC e até agora já rolou de tudo, menos o principal. Não duvido que cancelem a categoria antes mesmo do cinturão ser disputado novamente e a Cyborg nem ter a chance de disputar.

  • Sexto Empírico

    Não acho q deveria fechar a categoria. Sempre fui a favor q se criasse esse “peso meio-pesado” das mulheres. E não apenas por causa da Cyborg e sim pelo MMA mesmo. O UFC com todo o seu poder deveria ter feito o negócio melhor, ter criado melhor a oferta já que a demanda está aí. Mas, não! Fez tudo nas coxas e agora da razão aos céticos. Mulheres como Ronda, Cyborg e Holm tem mais apelo e são muito mais populares q campeões consagrados e de carisma zero como Aldo, Demetrious e Woodley que, tirando o fan nerd, quase ninguém sabe quem são eles. A Cyborg lutando no BR, ainda na 2a luta pelo UFC, não valendo nada, teve mais audiência na TV aberta que campeões, ex e outros “conhecidos”. Há uma mulherada grande querendo lutar e gente querendo ver. Claro q não terá um nível técnico bom no início, como nenhuma categoria feminina, tirando 3 ou 4 lutadores, tem. Mas há tempo e muito campo pra evoluir.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    No inicio apoiei a criação, mas agora realmente tá caindo a ficha que a categoria realmente parece ser um erro, acho que pra salvar só se tipo fizessem um TUF convocando um monte de mulher até 66kg que tenha experiência em alguma arte marcial, por mais que iria aparecer 0-0 de MMA, talvez até ajudaria… mas ainda acho foda..

    Que pena pra Cyborg que infelizmente é grande demais pro UFC (no físico mesmo), não bate 61 e eu sugeriria pra ela ao menos que terminasse o contrato com o UFC e fosse para o Bellator, que por mais precária que seja, ainda assim tem uma categoria peso pena feminino com lutadoras.

    • Sexto Empírico

      Erro, nada. Tá cheio de mulher grande querendo brigar num grande palco como o UFC. E a empresa tem condições fazer acontecer. Se for pra fechar categorias por falta de competitividade, “falta de lutadores”, vamos ver:
      Moscas: só tem o DJ, fecha
      Galo: nem o bailarino Cruz parece dar conta de novatos. Fecha.
      Pena: o Conor volta? Não?! Fecha.
      Leves: o Conor volta?…
      Meio-médio: Após a aposentadoria do GSP ficou melhor. Continua.
      Médio: caiu um escolhedor de lutas, porém mais competente, AS, para entra um pior no lugar, Bisping. A coisa “nova” é um Cubano todo bombado de 40 anos. Fecha.
      Meio-pesado: Só tem Comier, q já tá velho, e Jon Jones q tá sempre lascado e não luta. Fecha.
      Pesado: fecha!

      Mulheres:

      Palha: Só tem a Joanna. Fecha.
      Galo: a campeã é a Amanda. Who da fok is that guy? Shut down!

      • Rafael Oreiro

        ‘Tá cheio de mulher grande querendo brigar num palco como o UFC’

        Pega os nomes decentes e manda pro Dana Branco então, talvez você salve o peso pena feminino do UFC !

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Eu não conheço esse monte de mulher grande que você, falou, e tá bem estranho esse seu raciocinio aí, eu agora acho que tem que fechar por que só tem 3 lutadoras no UFC, fora do UFC se tiver umas 10 lutadoras sem contrato com Bellator com cartel positivo confesso que É MUITO, e ainda sim não daria os 15 pra fechar ranking.

        Agora você provavelmente me entendeu totalmente errado falando de fechar essas outras categorias, o peso mosca tem uns 25 lutadores no UFC, e por mais que realmente eles não cheguem nem perto do DJ, eu falo que o top 15 do peso mosca se juntar tipo do 4 lugar até o 15 é 50/50, são lutadores bons e tirando o topo (DJ, Cejudo, Benavidez) é bastante equilibrada. Todos com carteis bacanas, agora se abrir peso pena vocÊ se contentaria com por exemplo uma Amanda Bell 4-4, Peggy Morgan 4-4, essas aí tão ranqueadas lá no Tapology por exemplo.

        Desculpa aí sexto, mas realmente acho que você forçou um pouco a barra, não é assim que funcionaria do jeito que falei, todas as categorias agora no UFC tirando a peso pena feminino tem planteis bacanas, com bons lutadores e certa quantidade de material (por mais que A WBW tenha umas 20 lutadoras), sem chance do peso pena vingar, a não ser que comece do nada um êxodo para o MMA de meninas até 66kg, e mesmo assim começariam 0-0…

        • Sexto Empírico

          Nada, cara. Tava querendo fazer vc não mudar de opinião. O exemplo foi exagerado, mas foi mais pra fazer piada mesmo. A categoria tem q continuar, afinal, quem não gosta de ver a Cyborg estrangulando umas franguinhas? E é também oportunidade pra mais lutadoras.

          • Idonaldo Gomes Assis Filho

            Estrangular franga ela faz no Invicta faz um tempão já kk

            • Sexto Empírico

              Verdade, kkkk… É q no UFC haveria mais testemunhas e variedade, kkk…

              • Não precisa de uma categoria pra isso, como não precisou pra ela fazer as duas lutas.

      • Cara, eu ia responder seu comentário pela primeira frase, mas, depois de ler tudo, a dúvida que me ficou foi: ou você é humorista ou não gosta de MMA. A segunda eu desprezo, porque você gosta. Então vou mandar seu CV pro Zorra Total.

        • Sexto Empírico

          Ué, ter opinião contrária à sua me torna um comediante sem graça? Fiz uma paródia, sim, mas para ilustrar q a categoria é viável, não fica devendo muito pra nenhuma outra, já q a maioria se resume a 4 ou 5 tops, com potencial de ser campeão, às vezes nem isso, alguns prospectos e o resto uma bagaceira pra encher card. É muito possivel, ainda mais com o mega suporte do UFC e, de quebra, viria já com uma superestrela, a Cyba. Se tivessem arranjado 8 lutadoras – Cyba, Holm, Germaine, Zingano, Tate, Anderson, Budd e Coenen ou mesmo a Pretty 😍, por exemplo -, feito um super GP, teria saído uma campeã legítima e provavelmente estaríamos todos comentando positivamente hoje.
          Mas o problema é q a categoria foi feita às pressas, nas coxas, seguindo as novas diretrizes da empresa de sair distribuindo cinturões a torto e a direito pra poder vender pay per view, pois o povo parece dar mais valor pra esse troféu cafona q para a qualidade do duelo. E nisso, tirou toda a credibilidade da nova categoria e deu munição para os criticos.

          • Um monte de gente que lê e comenta tem opiniões contrárias às minhas e não são comediantes. E como você mesmo assumiu que fez uma paródia, então pronto.

            Sobre o peso pena feminino não dever muito pra nenhuma outra, nem tem como a gente debater. Você conhece MMA muito bem pra saber que isso é uma falácia gigantesca. Não vou entrar nessa.

    • Rafael Oreiro

      Nem TUF resolve cara, se tem alguma penas decentes no mundo, a maioria delas tá contratada pelo Bellator ou se chama Megan Anderson. Categoria não tem material nem pra fazer um top 10 sem apelar pra Peggy Morgan e Alexis Dufresne. Categoria tá aberta vai fazer um ano e não tem duas lutadoras no ranking, é pra fechar mesmo.

      TUF só chamando amadoras seria um baita fracasso comercial e não teria oferta quase nenhuma de mulheres boas o suficiente por aí, muito mais fácil fazer com as moscas que tem oferta pra caramba de boas lutadoras.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Concordo bastante com o TUF das moscas, só acho que poderiam fazer tipo um TUF (não necessariamente televisivo sei lá), uma competição, para ver se acham algumas mulheres que teriam nível decente p/ MMA, seja vinda de outros esportes, ou com experiência em arte marcial, ainda sim como disse acho foda, uma hipotese utopica de fato.

      • TUF de amadoras, só se forem medalhistas olímpicas e mundiais, como eu disse ali. Seria interessante pro público, mas duvido que alguma delas toparia.

    • Cara, o UFC teria que ir atrás da Mayra Aguiar, da Aline Ferreira, da Adeline Gray, da Haruka Tachimoto… mas quais dessas teriam interesse de migrar pro MMA? E quanto tempo levaria para que elas chegassem num nível pra lutar no UFC?

      Também acho melhor a Cris assinar com o Bellator. Pelo menos lá tem luta digna pra ela.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Pois é, não sei se elas teriam, talvez com uma graninha interessante ( o que seria um investimento furado) conseguiriam… e de fato a categoria tá bem na merda.

  • Luis Coppola

    Eu era a favor dessa categoria, achava que teria algum utilidade, principalmente pela popularidade da Cyborg, mas depois de ler o texto, abrir o link da tapology e ver a Dusfrene em #7, me convenço de que essa categoria não tem futuro nenhum.
    O único fato que pode mudar mas daqui à algum tempo, a sequência dessa categoria, é aquela judoca americana medalhista de ouro, ex colega da Ronda, loira belíssima que não me recordo o nome agora, migrar para o MMA e ter algum êxito, mas esse é um grande SE.

    Cyborg pela últimas declarações, por tudo o que aconteceu, e pelo seu contrato terminar em outubro, deve estar de malas prontas para alguma outra organização. E está certíssima, tem é que ir para algum lugar que à tratem como ela merece.
    No mais, pra agora, é retirar o cinturão da Rundamie e que ela seja sumariamente demitida depois de todo esse papelão. Não fará falta nenhuma..

    • A judoca que você diz é a Kayla Harrison? Ela tinha assinado com o WSOF, mas a organização morreu… e, cara, ela lutava de 78kg no judô, vai ser foda baixar pra 66. A Ronda baixou de 70 no judô pra 61, 3kg a menos de corte do que a Harrison vai precisar. Ela tem sobra pra baixar o peso em off, mas seria foda. E tipo, a Harrison não tem cara de game-changer como foi a Ronda.

      Acho que a Cyborg não tem mais contrato com o Invicta. Ela poderia ir pro Bellator pra lutar com a Julia Budd.

      E sobre tratá-la como ela merece, o UFC deu até luta principal pra ela. Cris não foi maltratada pelo UFC, nem tratada de jeito ruim.

      • Luis Coppola

        Essa mesmo Alexandre!
        Sobre a Cris, respeito sua opinião, mas dar luta principal pra alguém nos tempos de hj não chega a ser um grande feito. Caceres, ABDURAKHIMOV, LOBOV, Neil Seery, dentre vários outros lutadores medianos/ruins já fizeram luta principal.. Cyborg sendo um dos maiores nomes do mma feminino não é de surpreender que ela tenha feito seu main event, que por sinal teve bons números de audiência!

        A questão é: pra que casar uma luta pra ele em um peso casado aonde ela sofreria horrores para bater o peso? Fizeram uma luta entre Calderwood x Letorneau nos moscas bem antes de abrirem a categoria..
        Ela poderia mto bem ter lutado no peso dela, a Lansberg mesmo já lutava de pena antes de enfrentá-la.
        Fora o episódio bizarro no podcast do Rougan quando fizeram uma piada escrota de que ela teria que cortar o pênis para bater 135lbs, uma das figuras mais conhecidas do evento, acho que pediu desculpas depois, enfim.. não creio que ela continue no UFC.

        • Nenhum dos lutadores citados por você eram os protagonistas das lutas principais. Era o Pantera na do Caceres, o Derrick Lewis na do Abdurakhimov, o Swanson na do Lobov e o Neil Seery caiu de paraquedas.

          A audiência do evento de Brasília foi muito favorecida pela total falta de competição esportiva naquele momento.

        • Eduardo Kovasc

          Foto com a língua de fora é ridiculo, na boa mesmo. Troca essa merda.

  • Rafael Oreiro

    E poucas horas depois de sair o texto, o Invicta anuncia Megan Anderson vs Helena Kolesnyk pelo cinturão peso pena como main event do evento deles de 15 de julho.

    Parece que o UFC realmente não tem nenhuma intenção de avançar com essa categoria, é questão de tempo pra voltarem atrás.

    • E vão colocar uma menina pra disputar o cinturão depois de vencer ninguém. O cartel somado das adversárias da Helena dá 1-12. Essa categoria é a pior do MMA por larga margem.

  • Luiz Guilherme

    Concordo com cada virgula que o Alexandre escreveu. Essa categoria é bizarra e não tem material humano para promover lutas de qualidade no UFC. Uma pena a Cris não conseguir bater o peso e lutar entre as galos, mas paciência.

  • Dan Mendes

    Na verdade a divisão foi criada na certeza de que o UFC promoveria Holly Holm x Cris Cyborg. E na esperança louca de a Ronda quisesse fazer uma superluta com uma das duas no peso de cima. Quem diria que a Holy iria perder?! Fodeu tudo. Tenho quase certeza que o UFC não pensou na categoria como algo duradouro.

    • O UFC poderia promover essa luta sem necessariamente criar uma categoria. O peso mosca feminino ainda não foi oficialmente criado, mas já houve luta nesta divisão.

  • Gabriel Fareli

    Confesso que não conhecia o nível da categoria peso pena feminino até ler esse texto. Achava que seria uma categoria rasa, mas com algumas boas lutas. Depois de ler esse texto, sinto até uma vergonha alheia.
    A Cyborg já realizou o sonho de lutar no UFC, então já pode fechar essa categoria, por favor !

    Obs : Na próxima luta da Germaine, o Bruce Buffer vai ter que falar que ela é “former UFC Featherweight Champion” ? 🤔

    • Espero que tomem o cinturão da Germaine (e guardem a peça no armário pra sempre).

  • Hudson Paulo Dias

    Concordo com o texto, mas coisas igualmente bizarras vêm ocorrendo em outras divisões de peso, como nos médios. O lance de chamar a polícia eu achei muito estranho. Porquê não chamaram a policia pro kevin lee? porquê não para o Jones e o DC? Acho que o melhor pra todo mundo nesse caso era liberar a Cyborg e deixar ela ir ser feliz no Bellator.

    • A parada de acontecer coisas bizarras em outras categorias é que essas são melhores que o peso pena feminino. Simplesmente não existe material humano pra construir a categoria sem degradar o peso galo.

      • Hudson Paulo Dias

        Concordo que a categoria não deveria existir. Mas exatamente pelo fato de serem categorias melhores é que não deveriam acontecer bizarrices. Temos um campeão nos médios que está travando toda uma divisão por saber que do 1 ao 5 do ranking, todos são melhores que ele. Essa categoria feminina (que nem deveria existir) tem apenas 3 atletas no mundo que podem ser consideradas boas atletas. No peso médio está, quase que a nata do UFC.

        • Calma. O peso médio não é sequer a terceira melhor categoria do UFC. E campeão dos médios travando categoria acontece há anos. A diferença é que agora não é mais o herói nacional fazendo isso.

  • Beto Magnun

    Resumindo TinTin estava ERRADO!