Gegard Mousasi continua planejando luta com MacDonald após vitória no Bellator 200: “Só depende do Bellator”

Por Rafael Oreiro | 29/05/2018 23:02

Logo após conquistar o cinturão do peso médio em sua segunda luta no Bellator, atropelando Rafael Carvalho com um nocaute técnico em minutos no Bellator 200, o agora campeão do peso médio Gegard Mousasi pediu o nome do canadense Rory MacDonald em sua entrevista pós-luta. Com os dois já tendo se desafiado no passado em redes sociais, o holandês de origens iranianas parece estar bastante disposto a realizar a luta com MacDonald logo em seguida, e disse em entrevista que o combate só depende agora do interesse do Bellator para acontecer.

“Eu acho que Rory é um grande nome. É uma luta que todo mundo quer ver. Eu quero fazer essa luta, e acho que Rory também.” disse Mousasi no The MMA Hour. “Rory começou a querer subir de peso e nós gostamos da luta, então ele disse e nós respondemos mais de cem vezes e, agora, eu não sei, não depende de mim. Como Rory disse, só depende do Bellator.”

Com muitas pessoas comparando o possível combate de campeões no Bellator com o realizado entre Michael Bisping e Georges St. Pierre – companheiro de treinos do canadense – Mousasi acha que MacDonald se surpreenderá se achar que o combate será similar ao que aconteceu no UFC 217, principalmente pela vantagem física que acredita levar sobre o detentor do título dos meios-médios.

“Escute, eu não sou Michael Bisping. Eu sei o que GSP fez mas, acredite em mim, eu sou fisicamente muito mais forte que Michael Bisping. Tecnicamente, eu sou melhor. Então é praticamente a mesma luta, GSP vs. Bisping, mas agora é Rory contra mim. E eu acho que ele não sabe. Ele é um meio-médio grande, mas ainda assim, ele não tem nada melhor que mim ou que me impressione – wrestling, trocação, ele não tem a envergadura, velocidade. Então eu não sei. Eu treinei com Douglas Lima, ele é um cara duro, mas eu podia sentir a diferença de peso.

Eu não sei se ele acha que será fácil, mas ele vai sentir na luta. Eu sinto como se eu fosse um dos médios mais fortes, fisicamente. Se eles não estão sob efeito de esteroides, eu sou um dos mais fortes fisicamente.”

Tendo sido marcado como uma pessoa de poucas emoções no passado, Mousasi também disse estar disposto a assumir um papel de antagonista no confronto com MacDonald, cuja personalidade ele disse considerar ser ainda mais chata que a sua, sendo necessário que alguém fizesse despertar algum interesse sobre o confronto.

“Eu achava que eu era chato, mas Rory consegue ser mais chato que eu.” disse Mousasi. “Então um de nós tem que ser o vilão, e eu vou pegar o papel, sem problema. Eu vou ser o vilão. É preciso criar rivalidades, então eu vou ser o cara ruim dessa vez, e Rory pode ser o mocinho. Ele é canadense de qualquer forma, eles são sempre tão amigáveis, então eu serei o vilão.

O jeito que ele estava falando era bem chato, você não acha? Eu era assim alguns anos atrás, mas agora sou o Mousasi mais engraçado.”

Tendo sido questionado pelo motivo de sua iniciativa de enfrentar Rory MacDonald, ao invés de defender o cinturão contra algum desafiante de sua própria categoria, Mousasi foi bem honesto e declarou que não teria mais a perder do que a ganhar ao enfrentar nomes pouco conhecidos, e que o canadense seria o nome ideal para vencer e ganhar mais notoriedade.

“Tem um cara russo [Anatoly Tokov] que lutou no mesmo card [Bellator 200], ele é bom. Tem um cara americano [John Salter], careca, ele é bom. Tem um cara do jiu-jítsu [Rafael Lovato Jr.], ele é bom. Eu não conheço nenhum desses nomes, para ser honesto. Eles são todos contenders, mas vocês não conhecem eles, eu não conheço eles. Então para mim, se eu for e lutar com eles, se eu perder para um deles, meu deus do céu.

Eles só precisam que eu perca para alguém que não tenha nome, então eles vão me matar, vão me enterrar. Mas Rory é um grande nome. Se eu ganhar, as pessoas vão saber que eu tenho uma vitória sobre um lutador bom, muito conhecido. Então claro, para mim, é uma situação de ‘vencer ou vencer’. ao invés de lutar com um cara que ninguém conhece.”

Editor do MMA Brasil. Carioca, flamenguista, projeto de músico que nunca deu certo e estudante de engenharia nas horas vagas. Orgulhosamente parte da "geração TUF Brasil".