Por Alexandre Matos | 27/03/2017 00:48

Há exatos 10 anos, o mundo do MMA foi atingido por uma bomba. A Dream Stage Entertainment, empresa dona do PRIDE Fighting Championships, reconhecidamente a maior organização de MMA do mundo, foi adquirida pela maior rival, a americana ZUFFA, LLC, proprietária do UFC e do WEC.

Rumores apontavam para a venda do PRIDE desde o ano anterior. A organização viu seu contrato com o canal aberto Fuji TV se encerrar em junho de 2006 – um suposto envolvimento do PRIDE com a yakuza, a máfia japonesa, teria sido o fator preponderante para a Fuji desistir do negócio. A DSE tentou manter o cronograma do PRIDE, mas, sem o aporte e a visibilidade da Fuji, a organização foi perdendo força. A série Bushido foi cancelada em novembro, assim como o GP de pesos leves. Neste meio, o PRIDE tentou mostrar uma sobrevida em dois eventos realizados em Las Vegas (os únicos feitos fora do Japão), mas era apenas o último suspiro de um moribundo.

No dia 27 de março de 2007, o presidente do PRIDE, Nobuyuki Sakakibara, acompanhado do cofundador Nobuhiko Takada, lideraram uma coletiva de imprensa na Roppongi Hills Arena, em Tóquio, para anunciar que a ZUFFA havia comprado o PRIDE e todos os seus ativos. Inicialmente, os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta disseram que manteriam as atividades da organização japonesa, que passaria a se chamar Pride FC Worldwide Holdings. A ideia, de acordo com os donos da ZUFFA, era agir como a NFC e a AFC, organizações rivais de futebol americano que se fundiram para criar a NFL.

O PRIDE FC nasceu em 1997 para promover uma luta entre Takada e Rickson Gracie. Com as duas vitórias fáceis de Rickson (a revanche aconteceu no PRIDE 4), o PRIDE resolveu investir no aprofundamento de seu elenco, trouxe campeões do UFC, do RINGS, do Pancrase, do Shooto, criou torneios lendários, superastros e momentos históricos que fizeram da organização japonesa a maior potência do MMA na década de 2000. São do PRIDE os dois maiores públicos presentes a um evento de MMA na história, com os 67.451 torcedores no Tokyo Dome para o PRIDE Final Conflict 2003 e os incríveis 91.107 do PRIDE Shockwave 2002, realizado no Estádio Nacional de Tóquio, palco dos títulos intercontinentais do Flamengo, Grêmio e São Paulo nos anos 1980 e 1990.

Até o dia 8 de abril, data que marca os 10 anos do último evento promovido pelo PRIDE, o MMA Brasil publicará uma série de artigos que, somados, ajudarão principalmente os fãs mais recentes a entender porque a organização japonesa é cultuada até hoje, assim como os lutadores que brilharam do outro lado do planeta. Falaremos dos motivos que fizeram com que estrelas do PRIDE encontrassem dificuldade na transição para o UFC, apresentaremos listas de duelos memoráveis, momentos espetaculares, os atletas mais relevantes, grandes rivalidades e até lutadores que muitos fãs não sabiam que atuaram no PRIDE. Teremos também uma edição especial do podcast It’s Time! sobre o PRIDE.

Este artigo ficará fixo na área de destaques da home do MMA Brasil e será atualizado sempre que uma nova matéria sobre o assunto for publicada. Visite esta página diariamente para não perder nenhum conteúdo do Especial 10 Anos Sem PRIDE.

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Fundador e editor-chefe do MMA Brasil. Colunista do site oficial do UFC. Prestes a se aposentar e virar colunista especial do próprio site.

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