Eryk Anders, Sam Alvey e Randa Markos comentam suas lutas no UFC São Paulo

Por Diego Tintin | 22/09/2018 12:42

Dando continuidade à nossa cobertura do UFC Fight Night 137, que ocorre nesta noite em São Paulo, o MMA Brasil falou com exclusividade com três lutadores estrangeiros que estão escalados contra algumas estrelas brasileiras no card a ser realizado no Ginásio do Ibirapuera. Confira nosso material especial:

Eryk Anders

A princípio, essa era uma luta entre o Glover e o Manuwa e, devido a diversos problemas, se transformou em um duelo completamente diferente. No fim das contas, a sensação que dá é que essa era a luta que deveria ter acontecido desde o primeiro momento. Você acha que mesmo acontecendo no peso meio-pesado, uma vitória nessa luta acaba colocando você num patamar mais alto e te deixa apto a enfrentar um peso médio em boa posição no ranking futuramente?

Sabe, eu não tenho certeza. Não sei quanta visibilidade isso vai me trazer na divisão dos médios. Eu estou realmente focado e concentrado nessa luta de agora, então tenho esperanças de que me jogue pra cima na divisão dos médios. Realmente, essa é uma luta que está acontecendo no meio-pesado, mas poderia estar acontecendo no peso médio.

Na luta com o Lyoto o resultado foi um pouco controverso. Você tem em mente acabar com essa luta antes da decisão pra evitar que esse tipo de coisa volte a acontecer?

Eu não vejo essa luta indo pras mãos dos juízes no fim das contas. 25 minutos é muito tempo e eu sei que só precisa de um golpe meu ou um dele pra desligar o outro. Eu espero uma pancadaria, acho que vamos subir lá e fazer uma luta muito boa para os fãs.

Sam Alvey

Você decidiu ir do peso médio pro meio-pesado há alguns meses. Agora, depois de uma luta vencida, mais tempo de treino e adaptação, que diferença podemos ver no seu jogo? Você sente mais forte, mais rápido?

Sabe, eu me sinto bem, mas a maior diferença é realmente não precisar mais cortar tanto peso. Eu me sinto tão bem em 84kg como eu estou sentindo em 92kg, então se precisar voltar, eu volto, mas espero que eu não tenha, porque era realmente difícil bater o peso.

Você vai enfrentar um cara que é uma lenda aqui e está vindo de dois anos parado. Na última luta dele, o vimos passar maus bocados no chão contra o Ryan Bader. Na luta de sábado nós veremos o “‘Wrestlin‘ Sam Alvey” ou vai ser um duelo clássico de strikers?

Nós podemos ver sim. Eu faço um bom jogo de wrestling – claro que eu não sou o Ryan Bader – mas eu treino wrestling e treino com o Dan Henderson, um dos melhores da história desse esporte. Mas eu não sei, eu estou pronto pra lutar em qualquer área.

Randa Markos

Você lutará contra a Marina Rodriguez, estreante no UFC. Mesmo tendo um cartel perfeito (11-0), ela não é tão conhecida no cenário do MMA, até mesmo no Brasil. É um tanto arriscado pra você, uma lutadora que é ranqueada há cerca de dois anos, aceitar uma luta contra uma estreante após uma derrota. Como você se preparou mentalmente pra essa luta?

Eu enfrentei muitos oponentes diferentes e muitos lutadores duros. O nível que eu estou e que eu tenho lutado é bem mais alto que o nível que ela tem lutado. Obviamente, as garotas estão ficando melhores fora do UFC, então eu também não vou subestimá-la. Ela é invicta, ela é uma striker muito boa, tem um muay thai muito bom. Eu aceitei essa luta completamente confiante no meu jogo e em tudo o que estou trabalhando, então vamos ver no sábado à noite.

Na sua carreira do UFC você passou por algumas decisões divididas e questionáveis dos juízes, que você acabou saindo com a derrota na maioria. Você se sente desconfortável em lutar contra uma brasileira no Brasil sob o risco da luta ir pra decisão e bem… acontecer o que costuma acontecer aqui?

Esse foi um grande problema na minha cabeça ao aceitar essa luta. Se eu ganho a luta, mas na decisão eu perco. Eu experimentei isso há alguns meses contra a Alexa Grasso, eu tenho certeza que ganhei a luta, mas na decisão acabei perdendo. Então definitivamente eu estava com isso na cabeça, mas isso só me motiva mais a entrar lá e vencer a luta por interrupção.