Entrevista: Erick Silva fala sobre o duelo contra Dong Hyun Kim no UFC No Combate 4

Por Edição MMA Brasil | 20/08/2013 20:51

Nesta terça-feira, o UFC oficializou sua próxima edição em território nacional. O UFC No Combate 4, que será disputado no dia 9 de outubro, em Barueri, terá o prospecto capixaba Erick Silva na luta coprincipal. Ele vai encarar o sul-coreano Dong Hyun Kim.

Na coletiva de imprensa que anunciou o evento e a venda dos ingressos, Erick falou sobre sua preparação para o combate, no modo como pode anular o eficiente jogo do oponente, o que ele ainda pode mostrar aos fãs e sua vontade de lutar fora do Brasil.

Erick Silva enfrentará Dong Hyun Kim na luta coprincipal do UFC No Combate: Maia vs Shields (Foto: Marcio Marum)

Erick Silva enfrentará Dong Hyun Kim na luta coprincipal do UFC No Combate: Maia vs Shields (Foto: Marcio Marum)

Por Aline Bak (*)

Como está sua preparação para o combate contra o sul-coreano?

Nós vamos aprendendo a cada luta. Da mesma forma que eu treinei para ganhar a luta passada, farei igual para ganhar esta. Não estou treinando algo específico e sim um pouco de tudo, dando ênfase em todo o mix. Ele tem um jogo chato, mas estamos estudando as lutas passadas dele e com isso montando a estratégia.

Fale sobre sua preparação física e de seu adversário.

Ele está na minha frente no ranking e tem um nome no UFC, isso pelo estilo de luta que ele tem e por ter lutado contra caras duros. Com certeza uma vitória sobre ele vai me deixar bem próximo do top 5 da categoria.

Eu quero me apresentar e ganhar bem. Estou na melhor forma física que já estive e com um lastro de treinamento muito grande. Junto com a minha equipe, estamos conseguindo fazer um bom trabalho físico, com o (preparador físico Rogério) Camões, meus médicos e nutricionistas.

Para esta luta, ainda faltam dois meses e só estou dez quilos acima. O peso está ótimo. Eu não vejo problema algum para essa luta.

Nas últimas oito lutas do Dong Hyun Kim pelo UFC, ele só perdeu duas por nocaute, contra Demian Maia e Carlos Condit. Como você pretende anular o jogo dele?

O meu estilo de luta com certeza vai conseguir anular o dele. Vou usar minha velocidade e caminhada dentro do octógono. Na luta que ele fez contra Condit, vi que o muay thai muito bom do americano assustou um pouco o coreano. É o contragolpe. Estou treinando muito o contragolpe e, por ele ser canhoto, também o contragolpe de canhoto. Tenho facilidade de mudar de base e estou tranquilo e confiante na minha parte em pé.

A cada luta sua, vemos como está amadurecendo seu jogo. Você é um lutador que antevê os golpes de seus adversários. Qual a sua leitura do que você apresentou até agora no UFC?

No UFC, acho que eu venho me saindo bem, melhor do que eu esperava. Quando entrei no UFC, pensava em como iria levar a carreira. Até então, nas minhas lutas no Jungle Fight, eu vencia a maioria por finalização. De uma hora para outra eu gostei mesmo da parte em pé. No UFC, estou investindo mais na trocação, apesar de ter tido uma vitória por nocaute e outra desclassificação. O engraçado é que eu não mostrei ainda nem 60% do que posso em pé. Isso é o que mais me motiva também, pois sei que tenho bastante coisa para oferecer e que muita gente ainda não viu.

Quando vamos ver o Erick Silva lutar em eventos nos Estados Unidos?

Eu também estou doido para lutar lá fora. Já fiz uma luta na Flórida e gostei bastante da experiência. Estou representando o Brasil em eventos daqui, é valido levar o nome dos lutadores brasileiros, mas também quero representar o Brasil lá fora. Acompanhei a luta do Anderson Silva e do Rogério Minotouro em Las Vegas. Meu sonho é lutar lá.

(*) Aline Bak é a criadora do site O Olhar do Fã no MMA e colaboradora especial do MMA Brasil.