Divisão I da NCAA: Kyle Snyder e Alex Dieringer brilham, Penn State recupera título por equipes

Kyle Snyder subiu de categoria e impediu o tri de Nick Gwiazdowski entre os pesados. Alex Dieringer é o favorito para o Dan Hodge Trophy. Penn State conquistou o 5º título por equipes em seis anos.

Do dia 17 a 19 de março, os fãs de wrestling, especificamente do american folkstyle, tiveram um prato cheio com o campeonato mais importante da modalidade, o torneio da Divisão I da NCAA. Foram inicialmente oito tapetes diferentes, culminando no tapete central quando chegaram as disputas pelo primeiro lugar das categorias de peso. A ação ocorreu no famoso Madison Square Garden, lotado com 19.270 pessoas no último dia, em um espetáculo inesquecível para quem acompanhou. Foi uma das melhores finais de todos os tempos do torneio da D1 da NCAA, com uma grande quantidade de favoritos caindo e muitas lutas espetaculares.

Na categoria até 125 libras, Nico Megaludis, da Penn State, conseguiu o status de All-American pela quarta vez, mas agora foi muito mais especial. Depois de bater na trave em duas finais, ele finalmente conquistou o título da NCAA D1 em seu último ano no circuito universitário. Antes de chegar à final, Megaludis derrotou seus quatro adversários por 18-5 (major decision), 4-2, 4-0 e 8-2. Na disputa pelo título, encontrou mais uma vez Thomas Gilman, wrestler da University of Iowa. Eles já tinham se encontrado na Big Ten Conference, com vitória de Megaludis. O wrestler da Penn State repetiu a dose com duas quedas, um escape e um ponto de riding time, anotou 6 a 3 no placar e levou o título mais cobiçado do folkstyle wrestling. Confira abaixo o vídeo da final.

Na segunda decisão, mais uma vez um veterano em seu último ano de universidade conseguiu o quarto All-American, além do título inédito de campeão. Nahshon Garrett, da Cornell University, agora na divisão até 133 libras, foi um dos wrestlers mais dominantes da temporada e ainda terminou invicto, com 33 vitórias. Garrett venceu seus três primeiros oponentes por 10-3, encostamento e 5-0. Na semifinal, encontrou o campeão da categoria em 2015 (e agora também quatro vezes All-American), Cody Brewer, da Oklahoma University. Depois de uma queda logo no começo da luta, Garrett conseguiu o encostamento em incríveis 21 segundos, para o delírio da torcida. Foi a segunda vez que o wrestler da Cornell venceu Brewer nessa temporada.

Na final, Garrett teve pela frente Cory Clark, da University of Iowa. Com três quedas e um escape, Nahshon derrotou Clark por 7 a 6 (vídeo abaixo). Além do título, Garrett se despede do folkstyle com o segundo maior número de vitórias da história da Cornell University (149). Por causa do estilo explosivo de lutar, resultado de seu nível atlético, muitos querem que ele continue sua carreira no wrestling, agora no estilo livre.

Dean Heil, da Oklahoma State University, além de conquistar pela segunda vez o título de All-American, se tornou campeão da categoria até 141 libras já em seu segundo ano na universidade. Em suas duas primeiras lutas, Heil superou os adversários por 4-1 em ambas. Nas quartas, encontrou o único adversário que o bateu nessa temporada, Joey Ward, da University of North Carolina. Dessa vez, Heil saiu como vencedor, derrotando Ward por 8-3. Na semifinal, Dean teve pela frente uma das grandes ameaças da categoria, Anthony Ashnault, e o superou também por 8-3. Na disputa pelo título, bateu de frente com Bryce Meredith, da University of Wyoming. Em uma luta com muitos scrambles, Heil conseguiu uma queda e um escape, que foi o suficiente para levá-lo à vitória por 3 a 2.

Na divisão até 149 libras saiu o wrestler mais dominante do torneio, que inclusive levou oficialmente essa distinção da NCAA, Zain Retherford, da Penn State. Ele conquistou o primeiro título da NCAA D1, além do status de All-American pela segunda vez (lembrando que está em seu segundo ano). Retherford passou o trator por cima de seus oponentes, vencendo suas cinco lutas do torneio com bônus (major decision – diferença de 8 até 14 pontos, superioridade técnica – diferença de 15 pontos, encostamento). Na primeira luta, o adversário sucumbiu por 21-6. Nos três combates seguintes, o wrestler da Penn State dizimou os adversários por encostamento. Na final (vídeo abaixo), Retherford enfrentou o número 2 da categoria, Brandon Sorensen, da University of Iowa. Numa performance avassaladora, com quatro quedas, um escape e um ponto de riding time (03min03s por cima), Zain conseguiu a única vitória com bônus das finais, um major decision de 10 a 1, terminando a temporada invicto e como um dos wrestlers mais dominantes de 2015-2016. Retherford é um dos favoritos a levar o Dan Hodge Trophy, dado para o melhor wrestler universitário do ano.

Isaiah Martinez, da University of Illinois, na categoria até 157 libras, conquistou o segundo título da NCAA D1 em sua jornada para obter o tão sonhado tetracampeonato (somente quatro conseguiram tal façanha até agora). I-Mar, com somente um revés em duas temporadas, chegou à semifinal depois de derrotar os adversários por 16-0 (superioridade técnica), 15-4 (major decision) e 6-3. Na semifinal, teve pela frente uma das ameaças de sua divisão de peso, o agora três vezes All-American Ian Miller, da Kent State University. Na disputa mais complicada do torneio para ele, a luta terminou empatada em 5 a 5 e foi decidida na prorrogação. No tempo extra, quem pontua primeiro vence a luta (morte súbita). Martinez conseguiu a queda salvadora num contragolpe com 15 segundos, finalizando a disputa em 7-5.

Na final, como era de se esperar, I-Mar bateu de frente pela terceira vez na temporada com o rival Jason Nolf, da Penn State. Com uma vitória para cada lado, essa decisão serviu para desempatar a rivalidade entre eles. O wrestler da University of Illinois levou a melhor, depois de dois escapes e duas quedas, sendo que a última delas (um throw by) aconteceu faltando apenas 15 segundos para o fim do combate. Martinez saiu vitorioso por 6 a 5, numa das lutas mais emocionantes e imperdíveis do torneio.

Alex Dieringer, da Oklahoma State University, fez história ao se tornar o 16º wrestler de sua universidade a conquistar o tricampeonato da NCAA D1. Dieringer foi o único tricampeão em 2016, conseguindo também o quarto título de All-American. Na categoria até 165 libras, ele derrotou os dois primeiros oponentes por encostamento – ambos não passaram do segundo período. Nas duas lutas seguintes, Dieringer anotou 11-5 e 14-4 (major decision). Na final, ele enfrentou quem eu apontei como sua única ameaça na divisão de peso, Isaac Jordan, três vezes All-American pela University of Wisconsin. Sem dificuldades, Dieringer, com duas quedas, um escape e um ponto de riding time (02min51s por cima) superou Jordan por 6 a 2, terminando sua carreira no folkstyle com uma sequência de 82 vitórias. Dieringer é o favorito a levar o Dan Hodge Trophy por sua história, pela temporada impecável, a dificuldade dos adversários que enfrentou e também pela dominância que mostrou.

Na divisão até 174 libras tivemos a maior surpresa do torneio. Myles Martin, da Ohio State University, true freshman (“verdadeiro” primeiro-anista, aquele que não usou o “red-shirt”) que se tornou campeão do torneio da NCAA D1 mesmo não sendo favorito. Martin, em sua caminhada até a final, bateu os quatro primeiros adversários por 12-4 (major decision), 5-3, 2-0 e 8-2. Na final, ele teve pela frente o grande favorito da categoria, Bo Nickal, da Penn State, e o bateu por 11-9, utilizando de duas quedas, três escapes e quatro pontos de quase-encostamento após um contra-ataque incrível que por muito pouco não levou ao encostamento. Martin é o primeiro true freshman a levar o título da NCAA D1 desde J’Den Cox e o 15º na história.

A queda e o quase-encostamento de quatro pontos de Myles Martin:

O segundo título da Cornell University veio na categoria até 184 libras com Gabe Dean. Ele conquistou seu segundo título da NCAA D1, além de se tornar três vezes All-American. Depois de vencer os primeiros oponentes por 3-1, encostamento, 10-4 e 9-4, Dean enfrentou na disputa pelo título o wrestler de Nebraska, Tim Dudley. Após converter duas quedas e um escape, Dean venceu por 5 a 3.

Gabe-Dean-Tim-Dudley-NCAA-D1-2016

J’Den Cox, da University of Missouri, também conquistou o segundo título da NCAA D1 e terceiro All-American. Cox, na categoria até 197 libras, conseguiu um encostamento com um pouco mais de um minuto de ação em sua primeira luta. No segundo combate, anotou 15-4 no placar e, antes de chegar à semifinal, venceu por 6-2. Valendo uma vaga para a disputa de título, conseguiu outro encostamento, agora contra o quarto colocado da divisão, Brett Pfarr, para então fazer a final contra o número 1 da categoria, Morgan McIntoshi, três vezes All-American pela Penn State. Numa final acirrada, empatada em 1-1, faltando 10 segundos para acabar, Cox converteu uma queda e, com o riding time acima de um minuto, além de mais um escape para o wrestler da Penn State, a luta acabou com vitória de Cox por 4-2.

JDen-Cox-Morgan-McIntoshi-NCAA-D1-2016

Na divisão dos pesados, até 285 libras, o monstro Kyle Snyder, da Ohio State University, conquistou outro título para sua vasta coleção, que já incluem os dos Mundiais adulto e júnior, Pan-Americanos, dentre outros, sempre na categoria de baixo. Ele agora adicionou o da NCAA D1 e ainda levou o prêmio de wrestler mais extraordinário da competição. Snyder foi meu wrestler preferido do torneio, um mago na arte de quedar muito mais do que na de controlar por cima.

Snyder começou com um encostamento, o seu primeiro na universidade. Na segunda luta, contra Tanner Harms, o fenômeno de 20 anos conseguiu incríveis 12 quedas! Foi praticamente uma humilhação, tamanha a facilidade de Snyder em quedá-lo. O wrestler da Ohio State venceu por 26-10 (superioridade técnica). No terceiro combate, Snyder teve pela frente Amarveer Dhesi, campeão mundial júnior e atual campeão da Pac-12 Conference. Sem tomar conhecimento de Dhesi, Kyle conseguiu sete quedas, vencendo a disputa por 16-5 (major decision). Na semifinal, Snyder enfrentou a muralha Ty Walz, duas vezes All-American. Numa luta mais apertada do que as anteriores, o campeão mundial fez 10-6. A final foi contra o bicampeão da NCAA D1, Nick Gwiazdowski, da North Carolina State University, o combate mais aguardado do torneio e considerado como a maior luta dos pesados de todos os tempos no folkstyle.

Depois de 3 escapes do wrestler da Ohio State a luta estava 5×3 para Gwiazdowski. Faltando 22 segundos para o combate terminar, Snyder conseguiu uma queda, empatando a disputa em 5 a 5 e a mandando para o overtime. Logo no começo do tempo extra, Gwiz tentou uma queda, que foi defendida por Snyder e este mandou o re-shot, na iminência da queda, Gwiz tentou um crotch-lift roll through, sendo este anulado pelo wrestler da Ohio State, que travou suas pernas e conseguiu a sua segunda queda do combate, dessa vez a decisiva, vencendo a disputa por 7 a 5, mesmo com 13 quilos de diferença, acabando com a sequência de 88 vitórias de Nick Gwiazdowski.

O interessante é que Snyder continuou com uma tradição das últimas disputas da NCAA. Zach Rey, tentando seu terceiro título, foi parado no último ano pelo segundo-anista Tony Nelson. Já Nelson, ao tentar também o tricampeonato, acabou parado no último ano pelo segundo-anista Nick Gwiazdowski, que agora foi parado pelo segundo-anista Snyder quando tentava o tri. Não seria surpreendente a conquista de Snyder no Dan Hodge Trophy.

Vídeo dos momentos finais da luta entre Kyle Snyder e Nick Gwiazdowski:

A Penn State University, como esperado, foi a vencedora do torneio por equipes, mostrando que os Nittany Lions, time conduzido pelo lendário campeão olímpico e tetra da D1, Cael Sanderson, são a força comandante do país atualmente no folstyle wrestling. No total a PSU teve dois campeões, três finalistas, 12 All-Americans e 16 vitórias com bônus.

Para fechar, fiquem com esse highlight emocionante dos melhores momentos das finais:

  • Bruno Fares

    Animal a cobertura do site! Parabens Elias e Alexandre!

    1 – MUITO boa a produção das finais da NCAA de Wrestling. Não fazia ideia que era um SHOW tão grande. Introduções dos atletas, vídeos, narrador e comentarista pro ginásio todo, entradas com show de luzes, tudo muito legal!

    2 – Eu sou um cara que tinha preconceito com esse estilo de luta, achava um esporte “parado”. Mas é só acompanhar esses vídeos e ver que tem muita emoção e movimentação.

    3 – Pergunta: Desses grandes nomes citados, os favoritos que saíram campeões, vocês acham que vale mais a pena pra eles, no aspecto (i) Financeiro e (ii) Esportivo, seguir carreira no Wrestling ou migrar para o MMA?

    4 – Em complemento a pergunta anterior: o Folk Style não poderá ser mais praticado. A adaptação para outro estilo é tranquila/aceitável, ou é outro mundo para eles?

    • 1) Americano sabe fazer espetáculo como nenhum outro no mundo. E é incrível o respeito que eles têm pelo esporte universitário, a moral que eles dão.

      2) Wrestling é muito dinâmico. E como não para em várias pontuações, tem horas que é até foda de acompanhar cada ponto dado.

      3) Eu acho que essa geração que tá saindo só tem um nome forte pro cenário internacional, que é o Kyle Snyder (que nem tá saindo, aliás). Não tem um Jordan Burroughs, um Magic Man David Taylor, um Kyle Dake, um Logan Stieber. Ainda que o Dieringer seja um monstro, a categoria dele é provavelmente a mais aberta do wrestling internacional no estilo livre.

      Não vi nenhum desses caras falarem sobre intenções de migrar pro MMA. Provavelmente vai rolar com alguns, mas não sei quem. Andei conversando com o Mike Riordan, colunista do BloodyElbow e quem mais entende de collegiate wrestling e ele também não tem muita certeza.

      Mas veja que curioso: Johny Hendricks foi pau a pau na D1 com o Jordan Burroughs. Hendricks foi bicampeão, uma vez vice e all-american (finalizar entre os 8) nos quatro anos. Burroughs também foi bicampeão, uma vez terceiro e 3x all-american.

      4) A adaptação é quase natural, existem diferenças, mas bem menos do que pro greco. E tem quem se dê melhor no freestyle do que no folk, como foi o caso do Burroughs (Cejudo treinou muito tempo no freestyle quando ainda era estudante).

      • Bruno Fares

        Valeu!

    • Elias Freire

      Valeu Bruno!

      1) Quando americano não faz um show gigantesco e lindo em esportes que eles gostam? Eles amam esse esporte. Outro show a parte foi o Grapple on the Gridiron, que ocorreu no ano passado, mais de 42 mil fãs no estádio em Iowa, animal: http://now.uiowa.edu/files/now.uiowa.edu/files/photo-galleries/wrestling09.jpeg

      2) Wrestling é muito dinâmico e movimentado, tanto no folkstyle como nos estilos internacionais, “stall” (algo como “amarração”) é sempre penalizado.

      3) No aspecto financeiro acho que o MMA sempre vai ser melhor que o wrestling amador, lembrando que o wrestling não tem liga profissional (a não ser WWE e essas coisas que nada tem a ver com o wrestling esportivo), a não ser que você seja um campeão olímpico e comece a ganhar MUITOS patrocínios (como o Burroughs). Mesmo assim acho que a maioria deles, se não todos, vão seguir carreira no wrestling primeiro. Garrett parece que vai disputar o Olympic Trials na categoria até 57 kg, Cox vai na de 86kg e é bem capaz de levar a vaga, Dieringer se ferrou em cair na mesma categoria do Burroughs, etc. Até agora não vi nenhum falar em levar uma carreira no MMA.

      4) Na verdade o folkstyle poderá ser praticado, mas não em uma temporada normal como outros universitários, exemplo disso é o David Taylor entrando no Midlands ano passado e vencendo na categoria até 184 libras. De qualquer maneira isso é a exceção e grande maioria continua no estilo livre. O estilo é parecido, a adaptação é aceitável, no que eu vejo que eles mais penam é ao serem contra-atacados e terem as costas expostas numa tentativa de queda, isso não dá ponto no folk, mas é garantia de pelo menos 2 pontos no estilo livre, ou seja, você tem que tomar muito mais cuidado nos scrambles no estilo livre. Por sinal, essa falta de pontos por exposição das costas é o que eu mais gosto do folk.

      • Elias Freire

        Ilustrando a exposição das costas: 2 pontos no freestyle, nenhum ponto no folk.

        • Digodasilva

          Pra mim seria muito complicado não pontuar ao ir “para as costas”. Eu pontuava bastante assim rsrsrs

  • Bruno Fares

    Outra dúvida:

    A partir de qual momento de travamento vale o ESCAPE? Ou seja, o que é considerada uma posição em que esteja travada pelo adversário?

    • O escape acontece quando o cara que está no ataque perde o controle do oponente e ambos estão dentro da área de luta. O escape já pode ser creditado mesmo se ainda houver contato entre os lutadores. Antes era preciso estar por baixo e escapar, mas hoje não tem mais essa limitação.

      • Bruno Fares

        Se sair da área de luta tudo fica inválido? Ou se estiver no meio do movimento vale, como é no judô?

        • Elias Freire

          Se o escape acontecer fora da área de luta (quando os dois tiveram totalmente fora da área de luta) daí não vale, mas basta a pontinha do calcanhar de um estar dentro que valerá.

    • 2.7 Escape
      A defensive wrestler is awarded an escape when the offensive wrestler loses control of the opponent while any part of either wrestler remains in bounds. An escape may be awarded while the wrestlers are still in contact.

      https://web.archive.org/web/20090219015341/http://www.ncaapublications.com:80/Uploads/PDF/Wrestling_9_9_2008bf011438-719d-4418-ba9b-975c7b60f84c.pdf

      • Elias Freire

        Explicação textbook, não tem o que retirar nem adicionar.

  • Digodasilva

    Que show de transmissão hein!? Deixa pra trás qualquer mundial ou até mesmo olimpíadas! As informações que passam nos quadros são muito bem elaboradas! Parabéns mais uma vez à equipe especialmente ao Elias. Gostei muito! Show de bola! Ou seria show de malhas? (Piadinha sem graça)

    • Bruno Fares

      hahahaha bela piada

      Eu curti demais a produção e transmissão! E você pensa que são só atletas universitários!