Deiveson Figueiredo comenta ascensão no UFC e afirma: “Eu tenho que lutar pra nocautear”

Por Gabriel Carvalho | 13/07/2018 06:00

Deiveson Figueiredo é uma das novidades do MMA brasileiro no UFC. O peso mosca paraense fez três lutas pela organização e anotou três importantes vitórias, já figurando dentro do top 15 da organização e marcado para enfrentar o americano John Moraga, no UFC Fight Night 135, em agosto.

Em entrevista ao MMA Brasil, Deiveson foi perguntado sobre a rápida ascensão na categoria dos moscas. Ele revela que já esperava o forte início e que mostra dentro do octógono os motivos para tanto reconhecimento:

“Já era esperado eu dar início no UFC e fazer a primeira luta. Na minha segunda luta, eu consegui chegar ao 15º dos melhores do UFC. Então, logo em seguida mudaram para o 14º e graças a deus hoje na quarta luta, eu já vou lutar com o top 6 e muito feliz. O meu trabalho está sendo perfeito dentro do UFC. Já era esperado isso. Eu luto para dar show e todas as minhas lutas vão ser isso. A cada luta é um passo gigantesco que eu vou dar para chegar nos tops”.

Seu adversário será “Chicano” John Moraga, que é sexto colocado do ranking e já disputou o cinturão da divisão contra o campeão Demetrious Johnson. Deiveson comentou sobre o estilo de luta do americano e onde pode obter vantagem:

“Moraga um cara que é striker, ele não aceita muito jogo no chão. Então, eu sou um cara que venho da trocação e ele pode esperar um cara bem técnico e jogando sempre nos pontos fracos dele. Eu vou lutar para ganhar”.

Apesar de ter feito 14 lutas profissionais, o “Deus da Guerra” fará a sua estreia em território estrangeiro, e ele também comentou sobre os desafios e a experiência e de lutar nos Estados Unidos pela primeira vez:

“É uma experiência para mim lutar fora. É minha primeira luta fora do Brasil e vai ser com bom gosto. Pois eu gosto de adrenalina, eu gosto de desafios. Estou com uma expectativa maravilhosa de ir para fora do Brasil, que eu nunca saí. Então estou indo para fazer essa luta, estou indo para dar show e pode ter certeza que vou representar bem o Brasil lá fora, porque é meu sonho, é meu sonho sair para fora do Brasil, principalmente os Estados Unidos”.

“Eu vou sempre colocar à frente, para mim não tem diferença lutar no Brasil ou lutar fora. Para mim não tem diferença. Eu só tenho que lutar com mais agressividade, eu só tenho que lutar para nocautear”.

A categoria dos 57kg é a divisão masculina com o menos prestígio por parte dos fãs e da mídia. Perguntado sobre uma possível má promoção dos atletas por parte do UFC, Deiveson defendeu a organização, pontuando que o esforço para a promoção deve ser feito por parte dos lutadores:

“O UFC é um evento que ele faz uma promoção boa dos atletas, mas isso depende muito do atleta. Então, na 57 não vejo muitos lutadores que chamem atenção. Eles deveriam chamar um pouco mais de atenção. Essa é a realidade, para que o evento fizesse uma promoção melhor em cima deles”.

Editor do MMA Brasil. Fã de esportes em geral, apaixonado pela arte de punhos em rostos alheios. Amante de filmes e música.