Cris Cyborg supera Holly Holm em dura jornada no UFC 219

Na última vez que as portas do octógono foram fechadas em 2017 no UFC 219, Cris Cyborg precisou de muita estratégia, fôlego, técnica e força física para superar a talentosa e valente Holly Holm, sustentar sua invencibilidade no octógono e, de quebra, o título do peso pena.

A luta começou com Cyborg apostando em golpes singulares com muita potência enquanto Holm buscava acertar a distância, mais cautelosa. Um chute bloqueado pela americana levou a luta ao clinch na grade que não rendeu nada e elas voltaram ao centro da jaula. Holm passou a circular e tentar combinações curtas, mas a resposta da brasileira era sempre mais perigosa e apesar de mais rudimentar, causava mais danos no rosto de Holm. O panorama se manteve até o fim do round e foi o suficiente para Cristiane garantir o 10-9 inaugural.

O segundo round, no que diz respeito à estratégia, repetiu o panorama do primeiro. Mas desta vez, a americana estava mais habituada com a distância e conseguiu aumentar seu volume e evitar uma boa parte dos contraataques da curitibana. Para completar, Holm controlou Cyborg no terço final da parcial, abusando dos clinches. Holly empatou a luta em 19 no soar da buzina.

No round 3, Cyborg buscou uma mudança tática, tomando mais a iniciativa e deixando Holm no papel de contragolpeadora. O ritmo ainda seguia forte de ambas as partes e a tensão só aumentava na arena. Cristiane colheu bons frutos de sua nova estratégia, carimbando mais o rosto da estadunidense, a deixando com um inchaço considerável no rosto. O fim do round foi animador para a brasileira que voltou a liderar parcialmente o placar com 29-28.

No penúltimo capítulo da luta, finalmente o primeiro sinal de desgaste, com uma queda visível no ritmo. Nenhuma das duas queriam deixar golpes adversários sem resposta e as atletas se revezavam no papel de agressora. Menos fixa e apostando mais em combinações, Holm arrancou um round de difícil pontuação. A luta iria para um último ato recheado de suspense e drama, empatada em 38-38.

Outra mudança interessante de Cyborg para a parcial derradeira. Desta vez, o fator surpresa foi uma maior mescla de socos com chutes, confundindo a defesa e a movimentação de Holm. A luta nesta altura estava ótima e já era facilmente a melhor do evento. Crescendo ainda mais no round final, Cristiane deixava nas mãos dos juízes a decisão, mas com uma forte expectativa que conseguiria manter seu cinturão após uma difícil batalha. 10-9 Cyborg no quinto round e 48-47 para ela em nossa contagem.

Os juízes confirmaram a vitória e a manutenção do cinturão com um duplo 48-47 e um 49-46, coroando a grande exibição da brasileira contra a melhor desafiante que pode enfrentar no plantel do UFC.