Coluna do Coach: As lesões que assombraram o MMA em 2012

Coluna do Coach: As lesões que assombraram o MMA em 2012
MMA

Dana White tem razão quando diz que existem falhas nos camps de treinamento de MMA. E não é difícil minimizar os problemas.

Não há dúvida que o MMA é o esporte que mais cresce no mundo. Ainda assim uma pergunta tem sido feita com cada vez mais frequência: o profissionalismo tem acompanhado este crescimento?

Inúmeras publicações tentaram justificar o que parece o mais óbvio, que existe uma falha na relação do aumento no calendário de eventos e a preparação ideal dos atletas. As mudanças de última hora nos casamentos das lutas e as lesões por equívocos amadores assombraram o MMA em 2012.

A palavra-chave para explicar o ocorrido é conhecida como configuração. Planejar um cronograma de treinos especifico para um atleta de alto rendimento não é uma tarefa simples, porém não é impossível para profissionais que vivem deste esporte. A questão é que, quando tratamos de configurar um cronograma para adequá-lo a cada atleta da equipe, vem junto a dor de cabeça de cada coordenador de MMA.

Como argumentamos uma lesão de um peso leve que acabou de sofrê-la em um sparring livre contra um peso pesado?

A resposta é simples. Acompanhem a evolução e percebam que, ao longo dos anos, as categorias de peso foram criadas para deixar os combates mais equilibrados, prevalecendo um sincronismo entre força física e técnica.

O atleta da categoria peso leve tem velocidade, estatura, poder de nocaute, dentre outras características, obviamente comparadas a um outro da mesma categoria ou, no máximo, de uma categoria abaixo (peso pena) ou uma acima (peso meio-médio). Quando o colocamos contra um peso pesado, é impossível não notarmos o desfavorecimento físico. E isto retarda o processo de evolução.

Outro exemplo claro é aquele que diz que todo treino deve ser “quebra-pau” até o limite. Este conceito é errado e pode ser contornado com a ajuda de um preparador físico e de um fisiologista trabalhando em parceria com o coordenador, explicando para os treinadores e atletas o princípio da especificidade e a importância da variação da intensidade para a manutenção da integridade física no processo de recuperação e assimilação de estímulos técnicos e físicos ao longo da semana.

O MMA será ainda maior quando seguir exemplos de profissionalização como existem em esportes consolidados como o futebol, o basquete, dentre outros.

Nesta Coluna do Coach procurei trazer para vocês, leitores do MMA Brasil, um parâmetro em relação entre o aumento de lesões no MMA e as soluções que poderiam gerar um efeito positivo, diminuindo os contratempos.

Continuem acessando o MMA Brasil e aguardem por novas Colunas do Coach, onde abordamos o universo do treinamento físico no MMA e outros esportes de combate. Feliz Natal a todos!

  • Jonatas

    To aqui para parabenizar o site, matérias legais como essa sempre agregam e a sequencia de assuntos legais que estão saindo do site é de aplaudir, e a volta do podcast semanal é sensacional.. é sempre muito legal escutar uma prévia…Parabens e feliz Natal ai para todos

  • Burity

    Muito bom!

  • Marcelo Sucuri

    Talvez eu possa estar falando besteira, mas um cara que fazia muito bem sua preparação era o Brock lesnar. Se eu não me engano ele montou uma equipe para programar e realizar seus treinamentos, ou seja, a atenção era toda voltada para ele. Fora o grave problema de saúde eu não me recordo se ele teve histórico de lesões.

    • Marcelo você não está falando besteira, pelo contrário, o Brock Lesnar sempre teve essa preocupação e escolhia bem os profissionais a sua volta. Infelizmente muitos confundem o profissionalismo do atleta com o seu estilo de vida.

      Obrigado pela participação aqui na coluna. Continue acompanhando as matérias do MMA BRASIL.

      Grande abraço.

    • Sim, o Lesnar fazia tudo ao seu redor, mas temos que lembrar que ele já chegou milionário ao UFC.

      • Marcelo Sucuri

        Exatamente, ele teve essa vantagem. Em relação as contusões, no meu ponto de vista, não é culpa só do amadorismo, mas também essa exigência dos eventos de pedirem lutas cada vez mais empougantes, a necessidade de dar show ao público, talvez isso acaba levando o atleta pegar pesado nos treinos.