Coluna do Coach: As lesões que assombraram o MMA em 2012

Por Diogo Souza | 23/12/2012

Não há dúvida que o MMA é o esporte que mais cresce no mundo. Ainda assim uma pergunta tem sido feita com cada vez mais frequência: o profissionalismo tem acompanhado este crescimento?

Inúmeras publicações tentaram justificar o que parece o mais óbvio, que existe uma falha na relação do aumento no calendário de eventos e a preparação ideal dos atletas. As mudanças de última hora nos casamentos das lutas e as lesões por equívocos amadores assombraram o MMA em 2012.

A palavra-chave para explicar o ocorrido é conhecida como configuração. Planejar um cronograma de treinos especifico para um atleta de alto rendimento não é uma tarefa simples, porém não é impossível para profissionais que vivem deste esporte. A questão é que, quando tratamos de configurar um cronograma para adequá-lo a cada atleta da equipe, vem junto a dor de cabeça de cada coordenador de MMA.

Como argumentamos uma lesão de um peso leve que acabou de sofrê-la em um sparring livre contra um peso pesado?

A resposta é simples. Acompanhem a evolução e percebam que, ao longo dos anos, as categorias de peso foram criadas para deixar os combates mais equilibrados, prevalecendo um sincronismo entre força física e técnica.

O atleta da categoria peso leve tem velocidade, estatura, poder de nocaute, dentre outras características, obviamente comparadas a um outro da mesma categoria ou, no máximo, de uma categoria abaixo (peso pena) ou uma acima (peso meio-médio). Quando o colocamos contra um peso pesado, é impossível não notarmos o desfavorecimento físico. E isto retarda o processo de evolução.

Outro exemplo claro é aquele que diz que todo treino deve ser “quebra-pau” até o limite. Este conceito é errado e pode ser contornado com a ajuda de um preparador físico e de um fisiologista trabalhando em parceria com o coordenador, explicando para os treinadores e atletas o princípio da especificidade e a importância da variação da intensidade para a manutenção da integridade física no processo de recuperação e assimilação de estímulos técnicos e físicos ao longo da semana.

O MMA será ainda maior quando seguir exemplos de profissionalização como existem em esportes consolidados como o futebol, o basquete, dentre outros.

Nesta Coluna do Coach procurei trazer para vocês, leitores do MMA Brasil, um parâmetro em relação entre o aumento de lesões no MMA e as soluções que poderiam gerar um efeito positivo, diminuindo os contratempos.

Continuem acessando o MMA Brasil e aguardem por novas Colunas do Coach, onde abordamos o universo do treinamento físico no MMA e outros esportes de combate. Feliz Natal a todos!