Colby Covington e a Licen$a (sic) Poética do Ódio

Na noite de sábado, 28 de outubro, acontecia no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo o UFC Fight Night 119. No duelo coprincipal, o ascendente Colby Covington teria a sua chance de mostrar ao veterano Demian Maia o que vinha proferindo aos quatro cantos do mundo – e do Brasil.

Covington tinha como alvo primário finalizar o “infinalizável” Demian. Sob a premissa de ser um oponente chato e perigoso para Maia por conta de seu wrestling afiado – duas vezes All-American – ser suficiente para barrar o unidimensional jogo de single legs do paulistano, o “Caos” resolveu transcender suas probabilidades dentro do octógono e adotou um novo alvo visando atrair os holofotes para si.

Colby Covington, no media day:

“Cara, eu tô odiando esse lugar. Mal posso esperar para voltar aos Estados Unidos. É difícil de se conseguir uma refeição decente aqui. Desligaram o ar condicionado no primeiro dia e, na última vez que lutei no Brasil, desligaram o ar condicionado na arena. O lado bom é que treino para coisas desse tipo e para não cansar. Então, foda-se o Brasil. Espero que seja como sempre foi, todo mundo vai gritar “uh, vai morrer”, mas eles vão descobrir que eles vão morrer no sábado.”

Colby não é o primeiro nem será o último. Todavia, até esse ponto, não havia problemas maiores. Matt Brown fez a mesma coisa quando esteve por aqui, no UFC 198, para enfrentar o mesmo Demian Maia, e teve um final de semana de cão por conta de atitudes controversas tomadas durante a pesagem.

O trash talking é uma ferramenta cada vez mais comum e mobilizadora no aspecto promocional do MMA, gostemos ou não. Não só no nosso jovem esporte, vez que desde os tempos áureos da transformação do boxe em esporte popular e rentável, este método tem sido empregado para atrair atenção do público à competição em si.

Ora, se estamos numa modalidade que conta com sujeito A contra sujeito B competindo em conjunto de regras que simula um conflito físico de maior abrangência possível de técnicas desarmadas, é perfeitamente compreensível que emulemos um ambiente que a nossa lei definiria como “vias de fato”. Existem controvérsias e divergências de opinião, mas há um viés lógico por trás desta linha de raciocínio.

Gostaria de, neste momento, voltar um pouquinho para quando o UFC, em sua fase “moderna”, aportava no muito interessante mercado brasileiro. O “vilão” Chael Sonnen marcou época destilando preconceito contra o Brasil em sua rivalidade contra Anderson Silva. Posteriormente, Lyoto Machida, Wanderlei Silva, os irmãos Nogueira e toda a nação foram vítimas de comentários xenofóbicos do Gângster de West Linn.

Chael Sonnen:

“Machida não é um cara ruim, ele só é uma vítima do sistema brasileiro de educação. Existem maneiras melhores de fazer reposição eletrolítica do que bebendo urina.”

“Saudações de São Paulo! Estou aprendendo a língua daqui: breakdancing nas Paralimpíadas é chamado de capoeira e cocaína é chamada de lanche.”

“Minha impressão até aqui (sobre o Brasil)? Parece bastante a América. Sabe, quando eu era moleque, lembro de sair e sentar com meus amigos. Nós falávamos sobre a última tecnologia, medicina, videogames e a ingenuidade americana. Aí eu olhava para fora e via o Anderson e as crianças brasileiras brincando na lama.”

Toda forma estúpida de preconceito serve a algo ou a alguém, seja essa serventia responsável por trazer recompensas objetivas/materiais ou não. Sonnen ajudou o Brasil a abraçar o MMA incitando uma rivalidade, colocando uma nação atrás de todos os lutadores que o desafiaram. Funcionou? Sim. Continua sendo preconceito. Continua sendo a perpetuação de estereótipos degradantes que servem a alguém. O estereótipo do inimigo comum subdesenvolvido e invasor da Terra da Liberdade ainda existe – não só existe como continua servindo como motivação política nos Estados Unidos. Quem é do meio viu e vê comentários exaltando atitudes como as de Chael, seja não-ironicamente ou sem a bengala de ser “só uma personagem”.

Pouco mais de sete anos após o último boom do esporte no Brasil e da ascensão da controversa figura de Sonnen, presenciamos o nascimento de novos vilões. Após o estarrecedor fenômeno Conor McGregor, todos querem arriscar um pedacinho de sucesso utilizando meios extra-octógono para abocanhar bolsas antes inimagináveis. Colby Covington, ainda no media day, disse que “gosta de ser o vilão e gosta de calar as pessoas”.

O cenário hoje é outro. O Brasil se encontra consolidado como um dos principais mercados do UFC no mundo. A renda que o país traz para o UFC é considerável e nosso país ainda é um grande celeiro de atletas de ponta no MMA. Sonnen vendia a luta desde muito antes, atraindo atenção para o evento desde quando o combate sequer estava marcado. Colby Covington? Esse não. De fato, não havia muita gente de fora do nicho que se importasse com essa luta. E se havia (tanto dentro, quanto fora), o motivo principal era pela curiosidade de ver como Demian retornaria ao octógono após sua derrota para o campeão Tyron Woodley.

A quem serve o “vilão” Colby Covington? Primariamente, a si próprio – consequentemente, seu empregador se favorece do aumento de popularidade – conquistando a simpatia de quem compartilha o ódio de seu alter ego vilanesco. Ou seria seu próprio ego? “Brasil, você é um lixo. Vocês, animais imundos, são uma droga” foram as palavras proferidas por Covington ainda dentro do octógono após a vitória magra e nada empolgante contra Maia. Curiosamente, pedindo a Daniel Cormier que não permitisse a tradução instantânea de tamanha merda dita naquele momento.

Preconceito puro e simples. Covington jamais se queimaria dessa forma APÓS UMA LUTA caso não houvesse motivação positiva para a adoção de tal postura. Essa xenofobia deve aumentar a popularidade dele nos Estados Unidos, que ainda é o mercado número um do UFC.

Lembram quando Alex Nicholson, no UFC 202, no córner de Mike Perry, disse que Hyun Gyu Lim sequer podia “abrir a porra dos olhos” antes do combate e sofreu represália formal do UFC? Ora, imaginem só toda a comunidade de asiáticos dos EUA e todo o mercado inexplorado da Ásia tomando a atitude de Nicholson como um padrão para os atletas americanos. Feio, né?

Imaginem agora todo o Brasil vendo o UFC sob essa mesma ótica? Não, isso não vai acontecer. O MMA aqui já está bem sedimentado. A marca UFC continuará vendendo a mesma coisa no Brasil. De quebra, alguns Colby Covingtons continuarão trabalhando sua popularidade lá nos EUA, usando como trampolim o ódio adormecido sobre os “animais nojentos” daqui do terceiro mundo.

O MMA é o único esporte em que consigo pensar em que uma atitude desse tipo é não só aceita, mas defendida pelo gado como algo perfeitamente normal. A figura pública do atleta de MMA é encorajada a agir como um lutador de pro-wrestling quando lhe convém, com a própria comunidade alimentando a mentira de que aquela persona detém zero de influência sobre todo o meio que a cerca e a parcela da sociedade que tem contato com aquilo.

O meio do MMA ainda é retrógrado. A comunidade ainda difunde estereótipos que reforçam dezenas de formas de preconceito existentes que são problemas globais, mas não tão grandes assim para que se encontrem além da janela do aceitável dentro do perfil médio de fã deste esporte.

Tirando os preconceitos contra a cor da pele e o islã – os mais esdruxulamente condenáveis, muito por conta de participação demográfica dentro da comunidade -, praticamente qualquer outra forma de discriminação ainda é aceita no MMA desde que favoreça positivamente o lado do empregador. É por isso que Fabricio Werdum foi punido por chamar Tony Ferguson de “maricón”, mas Joe Rogan foi engraçadinho quando disse que Cris Cyborg tinha pênis, no auge do sucesso de Ronda Rousey e do quanto parecia fazer sentido ao UFC espantar a ideia de um confronto entre as duas.

Nesta balança, vale a pena ao UFC deixar que Covington destile um preconceitozinho leve. Ora, o impacto disso no mercado brasileiro é quase nulo. No mercado americano, temos um possível bad-boy-trash-talker-fan-favorite envolto na star-spangled banner. O que poderia dar errado?

Não cuspirei pra cima, todos nós estamos sujeitos a erros. Covington se beneficiará do que fez e mesmo assim eu prefiro lhe conceder o benefício da dúvida e pensar que não houve consciência plena do impacto que estes atos possuem. Todavia, não é tarde para se admitir que não foi um vilão, mas sim um otário.

Que nós, da imprensa, também nos mobilizemos a respeito desse tipo de coisa na comunidade do nosso esporte. O silêncio tem custado muito, muito caro. Os reflexos são vistos dia após dia nos comentários de toda e qualquer postagem que aborde esse tipo de tema no MMA. Vai ter gente dizendo que é procurar pelo em ovo, vai ter gente dizendo que é papo de “pachequinho”. Faz parte.

  • James sousa

    O covington tá perdido tá discutindo até com o Liborio .espero punição pesada pra ele por parte do UFC

    • Liborio tomou uma atitude bizarra. A saída dele da ATT não teve absolutamente nada com o ocorrido no sábado. Ele tentou tirar proveito pra sair de moralista. Lamentabilíssimo.

  • Fannine

    Um abismo puxa o outro… Covington se perdeu, certamente será punido e acho que isso vai até impactar na carreira dele, está na hora de dar um basta nisso… Cara é um bom lutador, o caminho não é esse.

  • Bruno Goes

    Parabéns pelo texto Gustavo, excelente. Eu confesso que fiquei surpreso que a esmagadora maioria da imprensa especializada estrangeira achou normal, e diria até bacana, a postura do Covington. Aliás, alguns lutadores, como o Masvidal, saíram em sua defesa. Para mim o americano passou totalmente do ponto. Usam os xingamentos e o “Uh vai morrer” como justificativa para seu comportamento. Concordo que não é nenhuma atitude bonita, mas gente, em quantos esportes isso não acontece? A torcida brasileira é a única no mundo com esse comportamento? Acho que não. Se com o Covington foi mais extremo ( com direito a garrafadas e vai lá saber mais o quê), foi resultado das provocações começadas por ele mesmo. Pergunto, que outro lutador foi tratado dessa forma aqui? Imagino o contrário, com um brasileiro fazendo o mesmo lá fora. Possivelmente seria um linxamento público.

  • Carlos André

    Boa reflexão, cara. O problema é que a atitude do Colby encontra reflexo dentro do próprio público que frequenta as arenas de MMA. Suas palavras são compartilhadaa por muitos, não faltam xenófobos, misóginos, homofóbicos e afins no meio das artes marciais, MAMA.

  • Saulo Henrique

    Batendo palmas de pé aqui. Texto definitivo sobre esse assunto.

  • Marcio Lennon

    Sonnem tinha uma maneira mais polida de dizer os mesmos impropérios que o Covington e ainda é admirado por muitos. Connor pelo que me lembro nunca apelou para esse tipo de “trash talking”, o irlandês, posso estar errado, mas não me lembro de ele ter estendido seu trash talking para ofensas contra povos, ou outros que nada tem a ver com sua luta, como sonnem fez, inclusive nesse episódio da lama, brasileiro esquece rápido, vira e mexe tem uns lambe bolas do sonnem dizendo que ele é um mito do trash talk, quando na verdade ele só tinha um jeito mais “bonito” de falar as mesmas groselhas que o covington.
    PS: caso connor tenha proferido algum tipo de ofensa, de verdade, nao do tipo ” o aldo é um anao, vou nocautea-lo”. Mais pro lado Sonnem e Covington me digam aqui, talvez ele tenha dito, mas eu nunca vi.

  • Fernando Cruz

    Off Tópic: Cadê o podcast?

    • Rafael Oreiro

      Olá Fernando! Tivemos problemas técnicos na gravação do podcast ontem, é por isso tivemos que adiar ela pra hoje. Estaremos ao vivo as 22h na Central3 com transmissão no nosso Facebook, é o Podcast subirá para o site amanhã.

      • Fernando Cruz

        Opa. Obrigado Rafael. Já estava com abstinência por falta do podcast do MMA Brasil :~D

  • total combat

    Fica aqui escrita a minha indignação as palavras desse america o publico pagantem -presente e televisionado ,tem que ser respeitado,eles dedicaram tempo e dinheiro pra ver esse athleta lutar .Agora se este ussa meios de degredir aqueles que pagam seu salario deveria ser punido pelo seu contratante.
    Eu paguei pra ver uma luta não pra ser chamado de imundo.

    • Espero que você não chame seus adversários do futebol de molambos, gambás, bambis, marias ou qualquer outro adjetivo preconceituoso. Espero que você não tenha telhado de vidro.

  • Marllon

    “O MMA é o único esporte em que consigo pensar em que uma atitude desse tipo é não só aceita, mas defendida pelo gado como algo perfeitamente normal.”

    É que continue assim, e realmente um saco em esportes como futebol e basquete, onde os atletas tem que medir palavra por palavra para que não saia uma declaração que seja considerada fora do tom, põe exemplo hoje em dia em clássicos não se vê mais provocações como antigamente todas as declarações são vazias e neutras, Acho que a espontaneidade dos lutadores é um dos maiores atrativos do esporte.

  • Marllon

    “após a vitória magra e nada empolgante contra Maia.”
    Sério isso?

  • William Oliveira

    Particularmente não vejo problemas em suas declarações. O cara é um babaca – sim, eles também existem nesse esporte – e isso é o que mostra seu comportamento, mas não sou a favor de limitar tanto a liberdade de expressão, ele deu a opinião dele, mesmo que ofensiva, sobre o país e os seus hosts. A questão é: se um brasileiro fizesse o mesmo em NY, o que aconteceria?

    A parcialidade americana, não só do evento, mas da mídia também, é que deveria ser tópico de discussão. Por mim todos poderiam dizer o que quisessem, não sendo racista ou homofóbico, o que ele não foi. Xenofobia é um preconceito, mas ele disse isso como reação à sua passagem no país, não encaixa então em xenofobia ao meu ver. Sua justificativa me parece razoável, no mínimo.

    Abraço.

    • A mídia de todo canto é parcial, inclusive a daqui. Mas eu vi alguns americanos criticando o Covington.

      • William Oliveira

        Claro, mas a de lá, talvez por causa do efeito cultural causado pelo WWE/pro wrestling em general, é mais conivente com esse tipo de coisa pelos lutadores deles.

        E vc dificilmente vai ver a galera de lá chorando pelo “faggot” do Masvidal ou do McGregor, já pelo “maricon” do Werdum fizeram escândalo e sabemos bem que o Werdum estava na verdade chamando o Ferguson de covarde, não de homossexual.

  • André Guilherme Oliveira

    Tche tcherere tche tche Gustavo Lima eu concordo com você.

  • Sérgio

    Declarações de Covington…

    “Eu simplesmente não gostei de como eles me trataram quando eu estava no túnel antes de ir para a luta. Estava sentado no túnel e eles gritavam todas essas coisas: “Oh, eu com*** sua mãe”, isso e aquilo. Coisas sobre mim: “Oh, você vai morrer”. Atirando copos e outras coisas como cachorros-quentes”, apontou o meio-médio, afirmando que foi desrespeitado.
    “Você precisa me respeitar. Estou indo em uma luta, isso é profissional. Então, eu simplesmente me sentia desrespeitado por eles (torcida brasileira). Não disse nada que fosse muito estranho. A maneira como eles tratam as pessoas lá, você não pode fazer isso no Canadá. Você não pode fazer isso nos EUA. Você não vai ouvir toda multidão fazendo coisas assim e as coisas que eles fazem. Então, eu não acho que falei nada demais”, disse. (Fonte: https://tatame.com.br/2017/10/31/colby-cita-ataques-contra-ele-como-justificativa-e-dispara-contra-liborio-e-uma-piada-saiba-e-opine/)

    Sem dúvida são passíveis de julgamento as declarações de Covington, sem dúvida xingar quem quer que seja, especialmente uma nação toda, é reprovável e lamentável. Por conta de suas declarações, deve ser punido. Mas não julgo o atleta por suas reações, ainda mais se o contexto em suas declarações acima forem reais, porque algum fundo de verdade creio existir. Pois convenhamos, o povo brasileiro não é o mais amistoso e educado nestas condições. Imagine-se na situação do Covington, sendo atacado e desrespeitado da maneira que o próprio alega, nem todos seriam evoluídos o suficiente para ignorar ofensas a si mesmos e reagir diferente do lutador . Por isso, não me sinto no direito de julga-lo, ou de tacha-lo disso ou daquilo, porque é natural do ser humano se defender das mais variadas formas quando atacado. Infelizmente ele escolheu se defender da maneira errada.
    E penso que cabe a nós refletirmos se realmente a nossa forma de torcer é correta, em qualquer esporte, inclusive. Afinal muitos lá fora também devem achar que nossa postura como torcedor seja passível de julgamento.

    • Achei excelente o seu ponto. Nós somos um povo mal educado pra caralho e só sabemos torcer como no futebol: xingando todo mundo, ofendendo mães, chamando pra porrada e tacando tudo o que for possível nos adversários (torcida ou time/atleta). Este é o modo brasileiro de torcer e, num esporte como o MMA, não tinha como ser diferente.

      Eu definitivamente não duvido do Covington. Do mesmo modo, acho que ele é profissional e deveria cagar pra isso. E, do mesmo modo, não me ofendo de modo algum com o que ele falou porque simplesmente sei que eu não sou o que ele falou. Então foda-se ele. Foi babaca? Foi. A torcida foi babaca? Foi. Babaca dando em babaca.

      A questão engraçada é: quantos dos que se sentiram ofendidos em ser chamado de animal imundo me chama de molambento, favelado, analfabeto, ladrão e sujo porque sou flamenguista? Ou chama um são-paulino de bambi, um corintiano de gambá, um cruzeirense de maria? Só é ofensivo quando é contra a gente?

    • Marco antônio

      Tire o “atirando copos e coisas como cachorros quentes” e todo resto foi verdade. Eu estava ali na entrada dos atletas e na hora que ele foi entrar a galera ficou enfurecida, dava de ver o ódio nas expressões e gritos, mas ninguém arremessou nada e nem fez menção de encostar nele. Enquanto não tinha começado a música de entrada dele, ele ficou abaixado com as mãos na frente do rosto, parecia que estava tentando manter a concentração e a galera descendo a lenha.

  • Gabriel Fareli

    Que texto foda !!! Parabéns Gustavo !

  • Lero

    Só lembrando que o Anderson e o Aldo encheram o bolso como nunca na vida deles graças a o Trash Talking do Chael e do Conor. O Anderson não era tão popular assim nos Estados Unidos antes da treta com o gangster.
    Até a popularidade do Anderson no Brasil começou pelas babaquices que ele fez pre-luta com o Vitor.