Carla Esparza acusa Claudia Gadelha de usar óleo corporal no UFC 225

Por Matheus Costa | 13/06/2018 11:01

Após o equilibrado duelo entre Cláudia Gadelha e a Carla Esparza no UFC 225 ter terminado com vitória da brasileira por decisão dividida dos juízes, ao que tudo indica, a discussão sobre a luta não chegará o fim por enquanto.

Em entrevista ao programa “The MMA Hour”, Esparza acusou Gadelha de supostamente usar óleo corporal durante o combate, dificultando suas ações na hora da luta agarrada. A americana afirmou que pensou em chamar o árbitro para alertá-lo sobre o caso, além de afirmar que Cláudia é uma trapaceira.

“Ela trapaceou na luta. Ela usou óleo corporal antes da luta. Eu estava pensando em falar com o árbitro entre os rounds que ela estava escorregadia, mas eu não sabia como afirmar isso. Até mesmo quando eu tentei aplicar as chaves de braço durante a luta, os meus braços deslizavam. Ela é uma trapaceira, mas sinceramente não me surpreende. Na minha opinião, ela sempre foi uma lutadora suja.”, afirmou Esparza.

Procurada pelo site “MMA Fighting” para responder as acusações da americana, Gadelha não se esquivou e prontamente negou as acusações por parte da ex-campeã dos palhas. Segundo a brasileira, Esparza está apenas tentando buscar uma desculpa para explicar sua derrota, além de revelar uma lesão no joelho que quase lhe tirou da luta.

“Eu acho que a Carla está tentando encontrar uma desculpa pelo o que aconteceu na luta. Eu sofri uma lesão séria no joelho e todos do Instituto de Performance do UFC sabiam, porque eu tive que me tratar com o fisioterapeuta deles. Ele foi a única razão que não me fez desistir da luta. Eu continuei visitando o fisioterapeuta durante a semana da luta para ter condições de lutar. Eu senti o joelho no primeiro round, mal conseguia ficar em pé, e mesmo assim eu consegui vencê-la em sua especialidade: o wrestling. Eu acho que ela só está indignada com o fato de que ela não pode me vencer no wrestling. Ela deveria ser uma wrestler de alto nível e foi justamente assim que ela perdeu para mim.”, afirmou Gadelha.

A ex-desafiante do cinturão dos palhas também afirmou que usar tal tática, comum nos tempos do vale tudo, seria impossível pelo forte monitoramento que a comissão atlética impõe, além da acusação não fazer nenhum sentido por conta de sua estratégia de levar a luta para o chão.

“Existe uma comissão atlética com oficiais te seguindo desde o momento que você entra na arena até o momento que você entra no octógono. Até mesmo dentro do octógono eles analisam se tem alguma coisa no seu corpo. Nós estamos em 2018, essa história de óleo corporal é dos tempos do vale tudo. Nesse nível e nos tempos atuais, acho que isso não acontece mais. Até porque a minha estratégia era de levar ela para o chão. Eu sou uma lutadora de jiu-jítsu. Por que eu colocaria algo no meu corpo para me impedir de levar a luta para o chão? Eu estava conversando com o meu treinador agora, pois nós temos uma lista escrita à mão com estratégias para essa luta, e a luta agarrada era justamente a maior parte dessa lista. Por que eu colocaria algo no meu corpo? Não faz sentido”, finalizou Gadelha.

Editor do MMA Brasil. Fundador e editor-chefe do extinto Olimpo MMA. 20 anos, carioca, fanático por esportes.