Por Edição MMA Brasil | 13/06/2019 01:39

O UFC dá uma brecha no calendário e o maior rival aproveita. Nesta sexta-feira, o cage circular volta ao lendário Madison Square Garden para o Bellator 222, evento que terá duas disputas de cinturão e alguns nomes de peso em ação.

O card será liderado por um dois-em-um, com direito a um integrante da família real do MMA disputando um cinturão de grande porte. Rory MacDonald tem breve retorno para colocar o título dos meios-médios em jogo contra Neiman Gracie, em luta que vale também pela semifinal do torneio da categoria.

O outro combate válido por cinturão é o “jogo de volta” da parceria entre o Bellator e o RIZIN, que abre o card principal. Darrion Caldwell defende a coroa dos galos contra o ex-UFC Kyoji Horiguchi.

De volta ao meio-pesado, Lyoto Machida encara Chael Sonnen. Subindo aos penas, Eduardo Dantas mede forças com Juan Archuleta. O card principal tem ainda Dillon Danis contra Max Humphrey e Ricky Bandejas enfrentando Patrick Mix, mas a prévia do MMA Brasil puxou Aaron Pico diante de Adam Borics do card preliminar.

O card principal do Bellator 222 será transmitido ao vivo pelo canal FOX Sports.

Cinturão Peso Meio-Médio: C Rory MacDonald (EUA) vs. Neiman Gracie (BRA)

Por Alexandre Matos

A vida pós-Lawler não tem sido fácil para MacDonald (20-5-1 no MMA, 2-1-1 no Bellator). Ele tinha 18-2 antes da épica revanche do UFC 189. Depois do combate, acumula 3-2-1, com atuações bem abaixo do padrão que chegou a colocá-lo no posto de melhor meio-médio do mundo na visão de vários. Em sua última apresentação, passou um sufoco maldito contra o quarentão unidimensional Jon Fitch, num combate que fatalmente teria um desfecho fácil para o canadense se fosse disputado antes de julho de 2015.

É justo que se diga que não foi só o encontro com a encarnação do capeta do MMA o motivo para uma queda tão brusca. Apesar de ser muito novo (vai completar 30 anos no próximo mês), MacDonald é lutador profissional de MMA há 14. O excesso de lutas e treinos num esporte tão brutal cobram a conta mesmo para um atleta tão bem dotado como o “Red King”. Rory é um dos primeiros expoentes da geração especialista em MMA, sem uma base clara de luta, bom em todas as vertentes – excelente kickboxing de todas as distâncias, quedas variadas, ground and pound poderoso e vasto jogo de finalizações. Porém, nos últimos quatro anos, a fragilidade física vem se mostrando cada vez mais intensa, até chegar ao ponto de colocar dúvida em sua cabeça se ainda quer “machucar as pessoas”.

Do outro lado, Gracie (9-0 no MMA, 7-0 no Bellator) vive uma fase magnífica na carreira que iniciou em 2013, mas que só passou a levar totalmente a sério três anos depois. Honrado as tradições de sua família, tem oito triunfos por submissão, inclusive o maior resultado obtido até aqui, superando o favorito Ed Ruth, tricampeão da Divisão I da NCAA, em dezembro, na primeira fase do torneio. Foi um tremendo salto de qualidade na oposição que Neiman vinha enfrentando.

Maior vencedor por submissão da história do Bellator, empatado com Goiti Yamauchi, Ilima-lei Macfarlane e Michael Chandler, Neiman é faixa-preta segundo dan de jiu-jítsu sob a tutela do tio Renzo Gracie, com uma mentalidade muito agressiva e oportunista no solo, bom em pegda de costas e com decente jogo de quedas. Porém, diferentemente da maioria de seus parentes da famosa família, o carioca radicado em Nova York vem conseguindo desenvolver decentemente o striking. Ele hoje é capaz de lançar combinações de socos em ações ofensivas que não servem apenas para encurtar. Além disso, tem variado o jogo aplicando bons chutes.

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Fosse essa luta disputada contra um MacDonald em boas condições e não seria exagero afirmar que ele venceria facilmente, tamanha a diferença na evolução técnica e tática entre ambos. Porém, o atual estágio de putrefação do canadense deram a ele três problemas para se preocupar neste combate: perda de velocidade, de intensidade de jogo e de força física. Isso faz de Rory um alvo mais fácil para ser levado ao chão.

Outro agravante para MacDonald é que faz um mês e meio que ele lutou, enquanto Neiman atuou em dezembro. Para alguém com problemas de condicionamento atlético, o breve retorno não seria recomendado. Agruras do formato de torneio.

Enfim, caso consiga impor um ritmo pelo menos decente, MacDonald tem tudo para chegar a uma vitória inclusive por nocaute. No entanto, tenho muita dificuldade em apostar que ele conseguirá fazer isso. Talvez esta seja a última vez que vou apostar no canadense numa luta de alto nível.

Peso Meio-Pesado: Lyoto Machida (BRA) vs. Chael Sonnen (EUA)

Por Thiago Kühl

Já se vão mais de 10 anos desde que Joe Rogan anunciou o início da “Era Machida” no UFC. Na época, Lyoto (25-8 no MMA, 1-0 no Bellator) chegava à 15ª vitória em mesmo número de lutas nocauteando Rashad Evans e se tornava campeão dos meios-pesados do maior evento do mundo. Desde então, uma série de altos e baixos levaram o “Dragão” para um retrospecto de 9-8 e duas tentativas frustradas – por Jon Jones e Chris Weidman – de colocar o ouro novamente na cintura. Os resultados inconstantes fizeram com que Machida decidisse mudar de ares, partindo para o Bellator. Na estreia na nova casa, uma vitória apertada contra o ex-campeão do peso médio Rafael Carvalho não mudou a impressão que os 40 anos já pesam nas costas do baiano radicado no Pará.

Outrora um lutador de estilo quase indecifrável, Lyoto se utilizava de movimentação bastante elusiva, capacidade de fazer entradas e saídas com muita velocidade e poder de finalização para criar um “enigma” a ser solucionado pelos seus adversários. Também acompanhava Machida a fama de pega-wrestler, sem permitir que os oponentes tivessem facilidade para se aproximar; eventualmente fazia-os sofrer com contragolpes e golpes de encontro mortais – Ryan Bader que o diga. Ocorre que, com o passar do tempo e a consequente diminuição de velocidade, a movimentação não é mais a mesma, fazendo com que emendasse três derrotas por interrupção nos seus últimos anos de UFC, mostrando que o queixo já sofreu mais do que deveria. De toda forma, a técnica ainda esta lá, aliada a uma condição cardiorrespiratória bem decente para um lutador da sua idade, muito por saber dosar o gás no decorrer do combate.

Se Machida já não está nos seus melhores dias, o que dizer então de Chael Sonnen (31-16-1 no MMA, 2-2 no Bellator)? Inimigo número um dos fãs de MMA brasileiros pela rivalidade com Anderson Silva e perdoado no TUF Brasil 3, o “American Gangster” ficou mais famoso pela lingua afiada, mas já teve seus dias de glória quando a porta do cage fechava. Disputou em três oportunidades o cinturão do UFC: nas duas primeiras, contra Anderson, venceu os cinco dos sete rounds que chegaram ao fim – os outros dois rounds terminaram com interrupções de seu nêmesis, uma delas faltando pouco mais de dois minutos para conquistar o título. Na última vez que subiu num octógono valendo o título, contra Jon Jones, chegou a 27 segundos de levar o cinturão porque, durante a surra que sofria, o campeão quebrou um dedo do pé na grade, correndo o risco de uma interrupção médica no intervalo. Após isso, uma série de episódios dantescos, lutas esquecíveis, uma suspensão por uso de toda sorte de anabolizantes possíveis e até a perda do espaço de comentarista na FOX lhe deram um ar de ex-lutador em atividade. No Bellator, quatro lutas contra os semi-aposentados Fedor Emelianenko, Tito Ortiz, Rampage Jackson e Wanderlei Silva, perdendo dos primeiros e vencendo os segundos, mas sem fazer nada que justifique a continuidade da carreira.

A forma de agir dentro do cage difere muito da agressividade fora dele. Chael foi wrestler All-American e adepto do lay-and-pray de forma eficiente, com trocação suficiente para não se tornar presa fácil para qualquer morto de fome e até algum oportunismo no solo. Sonnen fazia um jogo estratégico e inteligente, sem assumir riscos desnecessários e usando o máximo da experiencia para roubar algumas vitórias improváveis. Por outro lado, quando atingido ou colocado em situações extremas no grappling, acabava abrindo o bico. O queixo já foi reprovado diversas vezes e o pescoço apertado mais outras tantas. A tendencia é que as piores facetas do seu jogo cada vez mais tomem o lugar das melhores, já que, com o passar dos anos, o bom condicionamento físico foi para o espaço.

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Lyoto e Sonnen dividiram por muitos anos os mesmos espaços sem nunca terem se enfrentado, um tanto pela tardia decida de peso do Dragão para os médios. Se tivessem se encontrado, Lyoto seria favorito em qualquer momento. No auge de Sonnen, por volta de 2009/2010, Machida era considerado um gênio do esporte. Hoje, mais arrefecidos, Lyoto ainda mantém todas as armas para uma vitória tranquila contra o antigo dono do título de inimigo da nação.

Acreditando que a decadência física de Chael seja mais aguda, ainda após ser nocauteado por Fedor em outubro, apostamos em nocaute de Lyoto na hora que bem entender – conhecendo a peça, será lá pelo fim do segundo round.

Peso Pena: Eduardo Dantas (BRA) vs. Juan Archuleta (EUA)

Por Idonaldo Filho

Ex-campeão dos galos e atleta da Nova União, Dudu Dantas (21-6 no MMA, 11-3 no Bellator) teve uma sequência de duas derrotas contra Darrion Caldwell – que acabou encerrando seu reinado – e um surpreendente revés contra Michael McDonald, nocauteado em menos de um minuto, quando sofreu uma horrível lesão na perna. O brasileiro se recuperou com uma vitória sobre Toby Misech, no Bellator 215, e agora decide se testar na categoria dos penas, território desconhecido e de mais alto nível, com inúmeros atletas sensacionais fazendo parte do elenco.

Dudu sempre foi um peso galo grande e que usava bem a envergadura, tinha agressividade e um ótimo jogo de chão – ele é um faixa preta de jiu-jítsu com senso de finalização muito aguçado. Porém, tenho a impressão que sua melhor época já passou. Mesmo sendo jovem, com apenas 30 anos, dá para notar diferença em suas atuações se comparado com seu auge vândalo, quando o agressivo brasileiro era muito temido. Em seu último combate, Dantas não mostrou tanta confiança em pé e aplicou mais o grappling do que costumeiramente faz. Ainda há a questão de lutar no peso pena contra atletas maiores, perdendo a vantagem do tamanho que tinha, embora ainda possa obter benefício de velocidade – se a mudança de categoria for feita do jeito ideal, claro.

Ele já lutou de galo, pena, leve e em peso casado até 72,5kg. O único campeão de quatro categorias simultaneamente de uma organização (KOTC) na história do MMA, Juan Archuleta (22-1 no MMA, 4-0 no Bellator) foi um dos melhores nomes do cenário regional americano por muito tempo. Perdendo a sua única luta na estreia, ele decidiu seguir um objetivo de lutar em todas as categorias possíveis e buscar sucesso pound for pound no esporte. Parceiro de treinos de alguns bons lutadores como Cub Swanson e TJ Dillashaw, Archuleta vem tendo êxito no Bellator não por acaso.

Um dínamo, que lutou cinco rounds durante boa parte da carreira, o americano de raízes espanholas é um atleta incansável, com condicionamento exemplar, que utiliza pressão e volume de golpes assustadores em sua vantagem, sempre buscando ditar o ritmo do combate e surpreender o adversário. A versatilidade é um elemento bem importante, já que Archuleta é um wrestler acima da média e também tem bons atributos no boxe. Além do boxe de alta pressão e quedas impactantes, ele mostra domínio no clinch. Um tanto injustiçado por ir muitas vezes para a decisão – sinal de falta de senso de urgência –, Archuleta garante duelos animados e movimentados. No entanto, contra um especialista no grappling, ele pode acabar caindo numa arapuca caso se arrisque muito na luta agarrada.

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Não me empolgo muito mais com Dudu Dantas. Ele muitas vezes mostra alguns problemas defensivos e já entregou nocautes surpreendentes mais de uma vez em sua carreira. O brasileiro não deve conseguir derrubar Archuleta, mas, se o americano colocá-lo no solo e ficar lá por muito tempo, periga ser finalizado, mesmo apresentando controle posicional decente.

Juan sabe como poucos se adaptar a categorias novas e nunca se firmou em divisão nenhuma, enquanto Dudu há muito tempo atuou em até 61 quilos. Acredito que o jogo de pressão incessante e de mobilidade do americano vai acabar prevalecendo sobre o brasileiro. Archuleta garantirá mais uma decisão.

Cinturão Peso Galo: C Darrion Caldwell (EUA) vs. Kyoji Horiguchi (JAP)

Por Gustavo Lima

Uma das principais atrações do card do Bellator 222 é a revanche entre Darrion Caldwell (12-2) e Kyoji Horiguchi (27-2), parte do acordo interpromocional firmado entre Bellator e RIZIN. No primeiro embate entre ambos, valendo o cinturão inaugural dos galos da promoção japonesa, o ex-desafiante ao cinturão dos moscas do UFC se consolidou indubitavelmente como um dos melhores atletas de MMA abaixo de 62 quilos de todo o planeta com uma grande virada.

Desde que fora finalizado por Demetrious Johnson, em 2015, Horiguchi construiu uma sequência de 12 vitórias acachapantes contra nível de competição relativamente qualificado (dentro do que o RIZIN poderia oferecê-lo, obviamente). O desafio entre os melhores atletas da respectiva faixa de peso entre as duas promoções ofereceu a Kyoji mais uma oportunidade para mostrar o quão talentoso e perigoso é, chance que o atleta não desperdiçou; com ressalvas.

Com 28 anos de idade, o japonês saiu do UFC com status de grande baixa para a divisão dos moscas e, desde então, tem levantado questionamentos acerca de pertencer ou não àquela pequena cúpula de atletas fora de série em sua faixa de peso. Visto outrora como o homem que um dia poderia destituir DJ de seu reino de terror nos moscas, a sensação crescente ao longo da passagem de Kyoji no RIZIN é de que ele poderia oferecer um competição acirrada a qualquer peso-galo no mundo. Darrion, porém, mostrou na prática algumas dificuldades que Horiguchi pode ter em circunstâncias específicas.

As condições nas quais a revanche contra Caldwell ocorrerão oferecem a Horiguchi a chance de se sacramentar neste seleto grupo especialmente por dois motivos: um deles é o fato da luta acontecer num cage, ao invés do tradicional ringue do RIZIN; o outro é a possibilidade do duelo se estender até 25 minutos, situação a qual Kyoji não é exposto desde a fatídica derrota para o “Mighty Mouse”.

Caldwell possui estilo completamente calcado em seu wrestling. Rápido e agressivo, o atleta, que dominou praticamente toda a divisão dos galos do Bellator na luta agarrada, aparentou dificuldades de impor o jogo contra Horiguchi no primeiro duelo entre ambos graças ao ringue, que oferece dinâmica muito diferente para seu estilo. Mesmo nas vezes em que derrubou o japonês, a luta não se tornou um passeio no parque, então este fator pode ser crucial para um resultado diferente na desforra.

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No primeiro duelo, Horiguchi usou movimentação intensa e adotou distância cautelosa para minimizar a diferença grosseira de força, tamanho e envergadura que há entre ambos. Por conta de seu principal trunfo ser a trocação volumosa e precisa, o japonês viu seu jogo sucumbir diante de Caldwell, que parecia caminhar para se tornar um double-champ interpromocional até cometer erro tosco e entregar o pescoço para o atleta da casa em uma guilhotina.

Graças ao que vimos em mais ou menos 12 minutos de luta no RIZIN, é difícil não apostar em um desempenho maiúsculo de Caldwell, com o agravante de que seu jogo será ainda mais efetivo dentro do cage circular. Seu oponente, porém, é um dos strikers mais qualificados desta divisão em todo o mundo e tem uma caixa de ferramentas sofisticada, que pode complicar a vida do estadunidense a qualquer momento; vide o resultado que o primeiro duelo teve. Favoritismo considerável para Darrion Caldwell.

Peso Pena: Aaron Pico (EUA) vs. Adam Borics (HUN)

Por Diego Tintin

Aaron Pico (4-2 no MMA e no Bellator) é uma grande aposta da organização. O prospecto mostra resultados inconstantes neste início de caminhada, mas ainda tem tempo para a dura missão de um candidato a fenômeno que precisa virar realidade. A derrota na estreia, para Zach Freeman, e a da sua última luta, para Henry Corrales, foram entremeadas com quatro nocautes no primeiro round, o mais importante deles sobre o experiente brasileiro Leandro Higo.

Fenômeno no wrestling, Aaron tem importantes conquistas nas três modalidades mais tradicionais – livre, greco e folk -–, uma base considerável para a construção de um grande lutador de MMA. Contudo, até o momento, ele curte mesmo é trazer para a conversa sua habilidade no boxe. Com boas combinações no corpo e cabeça, além de considerável poder de nocaute para um peso-pena, Pico tem sido um lutador que define cedo suas lutas. Para o bem ou para o mal, o agora produto da Jackson-Wink MMA jamais ouviu o som da buzina de fim de assalto em suas apresentações. Apenas duas vezes ele passou de um minuto e meio de ação. A necessidade mais urgente é ajustar o sistema defensivo, o que é absolutamente compreensível em um atleta que há pouco estreou e já o fez em um evento de alto nível.

Adam Borics (8-0 no MMA, 3-0 no Bellator) também é uma promessa que não está sendo trabalhada com muita cautela pelo Bellator. Oriundo do evento croata FFC, vem conquistando seu espaço com vitórias por mata-leão sobre Anthony Taylor e o ex-campeão do Jungle Fight Naldo Silva, separadas por um lindo nocaute por joelhada voadora sobre Teodor Nikolov.

“The Kid” é um kickboxer mais focado na potência do que no refinamento técnico de suas combinações. Para alcançar uma maior polidez, passou a treinar com o consagrado Henry Hooft. Outra arma que adicionou bem ao seu jogo é uma facilidade de alcançar as costas dos oponentes para encaixar o mata-leão, apesar da técnica no solo não ser tão completa ainda. O sistema defensivo apresenta lacunas bem flagrantes, que só não lhe causaram problemas até o momento devido ao nível limitado da maioria de seus oponentes.

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No imaginário dos fãs, esta é mais uma oportunidade de um duelo explosivo envolvendo Pico com outro jovem que costuma aceitar lutas nestes termos. O húngaro tem virtudes, mas seus defeitos deveriam ser explorados até com certa autoridade pelo americano. Seria bom ver Aaron colocar sua luta agarrada para jogo nesta peleja, mas esta expectativa vem diminuindo a cada combate em que ele entra apenas para trocar pancadas de modo inconsequente. Neste cenário, o palpite é uma vitória de Pico por nocaute, mas, enquanto o garoto escolher andar em cima do limite, os riscos serão sempre significativos.