Por Edição MMA Brasil | 14/02/2019 00:35

Já que o UFC dará uma folga nesta semana, promovendo evento no domingo, seu maior rival ocupa a sexta e o sábado com shows consecutivos na Mohegan Sun Arena, em Uncasville, Connecticut. O Bellator 215 será o primeiro, enquanto o Bellator 216 acontece na noite de sábado.

Dois combates interessantes encabeçam os eventos. Na sexta, Matt Mitrione encara Sergey Kharitonov. No dia seguinte, o inglês Michael Page finalmente enfrenta seu rival compatriota Paul Daley, valendo a sequência do torneio dos meios-médios.

O aguardado retorno de Vitaly Minakov está previsto para sábado. O invicto ex-campeão dos pesados faz eliminatória contra o embalado veterano Cheick Kongo. Antes deles, a categoria continuará ativa com a revanche entre Roy Nelson e Mirko Cro Cop, que se encontraram anteriormente no UFC.

Nossa prévia segue com dois prospectos do peso meio-médio. O ucraniano Yaroslav Amosov testa seu extenso cartel diante do estreante ex-UFC Erick Silva. Na véspera, Logan Storley tenta a décima vitória da carreira, agora diante do romeno Ion Pascu.

GP Peso Meio-Médio: Michael Page (ING) vs. Paul Daley (ING)

Por Diego Tintin

Michael Page (13-0 no MMA, 9-0 no Bellator) é um dos grandes talentos construídos dentro do Bellator, e a algum tempo é o seu principal candidato a estrela, mas tal processo necessita de um pouco mais de pressa. Page acumulou como oponentes atletas de pouca qualidade ou veteranos decadentes, o que é sempre prudente, mas neste caso foi além do necessário. Apenas as duas últimas lutas do inglês trouxeram um mínimo de competição, nas figuras de Fernando Gonzalez e David Rickels.

O habilidoso trocador é faixa preta quinto dan de kickboxing e tem um tamanho intimidador para um peso meio-médio. “Venom” possui um excelente controle de distância, tempo de reação interessante, além de precisão e poder de nocaute acima da média. Sua movimentação é econômica, porém eficiente, além de ser importante no sistema defensivo, principalmente evitando tentativas de quedas. No chão, ele pode até ter problemas no desenrolar de sua carreira, mas este aspecto não é algo que preocupe contra este adversário.

Paul Daley (40-16-2 no MMA, 6-3 no Bellator) é um bom desafio que a organização já tentou agendar algumas vezes para Page. O veterano é habilidoso com as mãos, um nocauteador violento, provocador, polêmico e de caráter duvidoso. Além disso, parece ter alergia de luta agarrada, com histórico de irritação quando fica preso e anulado por grapplers eficientes.

O Semtex chegou a uma eliminatória para o cinturão no UFC, mas jogou sua carreira por lá no lixo após perder a chance para Josh Koscheck. Foi expulso da promoção e nunca mais voltou a pisar em um octógono por socar o rival após o fim da luta. Rumou para o Strikeforce e fez um round antológico contra Nick Diaz – valendo o cinturão – mas acabou perdendo. Peregrinou por alguns eventos até chegar ao Bellator, deitando alguns corpos no caminho, mas sucumbindo diante de atletas mais habilidosos na luta agarrada. Hoje perdeu um pouco de velocidade, mas sua potência ainda é capaz de fazer estragos.

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Estamos definitivamente empolgados para este duelo de ingleses descendentes de caribenhos. Daley pode não estar no auge de sua forma física, mas ainda pode ser perigoso com seus punhos. Por conta disso, é um bom teste para Page, que deve manter um pouco de cautela para cansar os braços do veterano, aproveitar os buracos que se abrirão na defesa e anotar o nono nocaute de sua carreira.

Peso Pesado: Vitaly Minakov (RUS) vs. Cheick Kongo (FRA)

Por Matheus Costa

O russo Vitaly Minakov (21-0 no MMA, 5-0 no Bellator), que batalhava judicialmente com a organização desde 2014 por questões contratuais, chegou finalmente a um acordo com a segunda maior organização de MMA do mundo para retornar ao tablado que lhe revelou para o ocidente. Cinco anos depois, Minakov surge com a missão de derrotar novamente Cheick Kongo, último adversário do russo antes da disputa contratual. Desde 2014, o atleta rumou para evento russo Fight Nights, onde somou sete vitórias por interrupção contra adversários de um nível razoável. O penúltimo deles, inclusive, foi o ex-UFC Antônio Pezão.

O currículo de Minakov beira a perfeição. Invicto no MMA com 21 vitórias, tetracampeão mundial de sambô, campeão nacional júnior de judô com vitória sobre o lendário bicampeão olímpico Teddy Rinner e campeão nacional de luta olímpica no estilo livre. O atleta bateu nomes como Alexander Volkov, o próprio Kongo e, por último, Tony Johnson Jr. Dono de um estilo de pressão em pé e no chão, Minakov possui um boxe bem alinhado e com bom poder de nocaute. Explosivo, sua especialidade é a luta agarrada, tanto no clinch quanto por cima, sempre aplicando um ground and pound brutal.

Aos 43 anos de idade, é quase que engraçado dizer que o veterano Cheick Kongo (29-10 no MMA, 11-2 no Bellator) vive seu auge na carreira. Demitido pelo UFC em 2013, o atleta rumou ao Bellator onde, literalmente, ressurgiu das cinzas contra adversários de nível inferior. São sete vitórias consecutivas contra nomes como o já citado Volkov, Augusto Sakai e o recém contratado Tim Johnson. Ao todo, Kongo soma 11 vitórias e apenas duas derrotas na organização de Scott Coker.

Apesar de ter usado bastante o grappling na recente fase da carreira, Cheick Kongo surgiu para o MMA tendo destaque por sua técnica refinada na trocação, principalmente na hora de criar combinações de socos e chutes. Hoje em dia, sua estratégia é geralmente travar a luta mo clinch, mas isso não seria nada inteligente contra um grappler do calibre de seu adversário. Sua defesa de quedas é boa, mas não o suficiente para interromper o ímpeto de Minakov. Com um estilo mais conservador, as lutas de Kongo não costumam ser legais. Seu maior defeito é a ineptidão de agir sob pressão, que é a especialidade do russo.

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O esperado para este combate é que aconteça o mesmo que aconteceu cinco anos atrás. Minakov usará seu grappling rumo a vitória, mas provavelmente, de uma maneira mais brutal. Ambos evoluíram, mas aposto na vitória do russo por nocaute lá pelo segundo round, por vias de ground and pound.

Peso Pesado: Mirko Cro Cop (CRO) vs. Roy Nelson (EUA)

Por Pedro Carneiro

Seguindo firme com a categoria showball, Roy Nelson (23-16 no MMA, 1-2 no Bellator) e Mirko Cro Cop (36-11-2 no MMA) fazem um duelo de veteranos que também é uma revanche do longínquo UFC 137 em 2011, vencido por Nelson na ocasião. Desde esse combate, Cro Cop rodou em eventos no oriente e fez um breve retorno ao UFC conquistando uma vitória contra Gabriel Napão. Já Nelson ainda seguiu muitos anos no maior evento do mundo e migrou para o Bellator no fim de 2017.

Um dos gordões mais carismáticos do mundo da luta, Nelson já foi dono de um jogo que combinava de modo eficiente o boxe e o jiu-jítsu. O alto poder de nocaute – e um condicionamento físico razoável para quem carrega uma pança daquele tamanho – permitiram com que o americano tivesse sucesso na carreira e se mantivesse relevante até o momento em que somente a força dos punhos sobrasse. E é essa a única ferramenta que Roy teve disponível para seus combates mais recentes, que trouxeram como colheita derrotas para Matt Mitrione e Sergei Kharitonov.

Mirko Cro Cop também está longe do seu auge, mas resultados em eventos de qualidade duvidosa contra oponentes de qualidade ainda mais duvidosa – aliados com o uso de substâncias de procedência desconhecida – entregaram pelo menos 8 vitórias seguidas, mesmo com o croata tendo feito todas as lutas da sequência com mais de 40 anos de idade. Ídolo dos fãs mais antigos do esporte, o ex-policial já foi um dos maiores nomes da elite do MMA e conquistou o mundo colecionando vítimas dos seus chutes mortais. As combinações encerradas com o chute mortal de esquerda ou com o direto de canhota elevaram o croata ao status de lenda, e ainda eram recheadas com uma boa defesa de quedas, que o permitia usar o kickboxing com tranquilidade. Contudo o tempo passou e, hoje, Mirko utiliza basicamente da força física que ainda permanece por ali para aplicar golpes solitários e fortes.

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A melhor expectativa que o fã de MMA poderia ter para essa luta é não criar expectativas. Ambos os lutadores estão bem longes do auge técnico e físico e é provável que quanto mais a luta se prolongue, mais ela se transforme em um concurso de encaradas de veteranos cansados. Todavia, Cro Cop ao menos ainda está forte fisicamente e não carrega quilos extras de gordura para se movimentar, e unicamente por isso apostamos no croata.

Peso Meio-Médio: Yaroslav Amosov (UKR) vs. Erick Silva (BRA)

Por Idonaldo Filho

Vinte lutas e vinte vitórias. A primeira vista, o cartel de Yaroslav Amosov (20-0 no MMA, 1-0 no Bellator) assusta, mas este foi conquistado enfrentando oponentes de nível baixo no Tech Krep – evento ucraniano no qual se sagrou campeão. O único nome vencido por Amosov que merece destaque é o atualmente ótimo Roberto Soldic, mas ainda no início de sua carreira. Sua estreia na organização aconteceu no Bellator 202, onde venceu tranquilamente Gerald Harris na decisão dos juízes.

Temos em Yaroslav um atleta que é habilidoso em tudo o que faz um lutador de MMA. Ele pode não bater muito forte, mas sabe quando ser cauteloso ou agressivo, além de possuir boa técnica, velocidade, e oferecer um bom risco com chutes altos que encerram suas combinações. Porém, sua principal preferência é atuar no chão, onde atua com mais segurança. Embora não seja um cara corpulento, a grande maioria de suas quedas são belas e envolvem muita habilidade. Uma vez com o adversário de costas para o solo, Amosov consegue aplicar um ground and pound que incomoda bastante, mantendo um bom ritmo durante os três rounds de luta.

Foi-se o tempo em que Erick Silva (20-9 no MMA) era cotado como uma das esperanças de se tornar uma nova estrela no MMA brasileiro. Embora não seja exagerado falar que ele falhou em cumprir com as expectativas, sua carreira é muito digna em comparação a de outros lutadores. Ele conseguiu se manter por bom tempo no UFC e chegou a enfrentar oponentes de alto nível, mesmo com diversas acusações sobre a naturalidade ou não de seu físico durante a época pré-USADA. Após ser demitido do UFC, Silva assinou com o LFA e passou apuros para vencer o fraco Nick Barnes e, agora, vai para o Bellator sem muitas expectativas, provavelmente para servir de escada para nomes promissores, como o ucraniano.

O lutador capixaba é faixa preta tanto no judô quanto no jiu-jítsu, levando muito perigo no grappling enquanto ainda possui capacidade física para tal, mostrando habilidade acima da média tanto ofensivamente quanto defensivamente. Em pé, ele sempre foi excessivamente agressivo, com seu muay thai oferecendo riscos de fim de combate constantemente – embora seus problemas defensivos sempre tenham existido, e agora vão se acentuando cada vez mais. Aos 34 anos e muito desgastado, Erick vem se apresentando cada vez pior, com sua absorção de golpes e o condicionamento físico se deteriorando drasticamente. Além do mais, o brasileiro não possui mais o físico assustador do início de sua carreira no UFC, e vem ficando bem mais lento.

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Ainda sem ter vencido ninguém de expressão, Amosov tem que se provar diante de oposição qualificada, mas não vejo em Erick um lutador que fará o ucraniano sofrer de verdade. O brasileiro está decadente enquanto o ucraniano vem com bastante vontade para conseguir sucesso em uma liga maior. Amosov pode ficar receoso de ir ao chão devido a faixa preta de Erick e, por isso, deve se manter em pé e conquistar o nocaute na primeira metade do combate.

Peso Pesado: Matt Mitrione (EUA) vs. Sergei Kharitonov (RUS)

Por Gustavo Lima

O Bellator 215 terá como cereja do bolo um relevante combate de pesos pesados entre os veteranos Sergei Kharitonov (29-7 no MMA, 2-1 no Bellator) e Matt Mitrione (13-6 no MMA, 4-1 no Bellator). Passado o “oba-oba” do GP dos pesados e com a aparente retomada de ares mais sérios para a divisão, esse confronto pode inclusive alçar o seu vencedor ao cenário do título, dadas algumas circunstâncias muito específicas.

Kharitonov, após decepcionar em sua estreia sendo brutalmente desligado por um overhand de Javy Ayala, parece estar finalmente retomando a posição dominante que se esperava do mesmo quando teve chegada badalada ao Bellator. Os desempenhos recentes, mesmo que não tão vistosos, foram suficientemente consistentes para que acreditemos numa vitória fácil do russo sobre Mitrione.

O “Paratrooper” sempre foi um atleta notável, mas nunca foi absoluto entre os melhores pesos pesados ao longo das quase duas décadas de carreira, sendo barrado em todas as vezes que encontrou a nata da categoria nas organizações por onde passou (vide Minotauro e Overeem no Pride, Josh Barnett no Strikeforce). Na situação deserta da classe até 120 quilos no Bellator quando falamos de atletas de alto nível, é bem possível que uma vitória sobre o Meathead conceda ao russo uma chance de mudar isso.

Mitrione é, sem dúvidas, o melhor adversário que Kharitonov irá enfrentar nesta última sequência de invencibilidade (Chase Gormley, Sokoudjou (!), Mondragon (!), Joey Beltran (!), Anton Vyazigin e Roy Nelson). O Meathead, todavia, tem muito pouco a oferecer além de sua tradicional disposição para suportar pancadas em pé e alguma vantagem em termos de mobilidade, que até poderia nos levar a acreditar em um confronto um pouco mais equilibrado, não fosse a diferença de força física e de técnica com os punhos.

O americano está longe de ser um barangão que confia puramente na força de um overhand, podendo-se até considerá-lo subestimado se levarmos em consideração o “carinho da torcida” que o ex-defensor do Minesotta Vikings – convenhamos que dificilmente Matt não seria um top 10 hoje no UFC, região já visitada por atletas como Marcin Tybura, Justin Willis e Shamil Abdurakhimov. Lutador subestimado não é, porém, sinônimo de lutador excepcional. Dificilmente Matt terá volume para usar sua decente técnica de caratê e boxe para esconder seu queixo da força do brutamontes russo.

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A durabilidade física e movimentação do russo já mostram que alguma fidelidade a uma estratégia mais sólida pode deixá-lo para trás, mas não dá pra confiar que Mitrione será o responsável por expor isso. Ainda em termos de estratégia, um ponto chave desse casamento é a completa inaptidão do americano para luta agarrada. Podemos vislumbrar com facilidade um cenário onde Kharitonov dê cabo de Mitrione em poucos segundos no ground and pound ou puxando uma finalização oportuna logo após conseguir uma queda.

Dependendo de I) O quão a sério o Bellator levará o vencedor de Minakov vs. Kongo, II) O quão a sério o Bellator pretende levar sua metodologia de testes anti-doping pré luta e III) Quantas regalias Ryan Bader terá como campeão da categoria; uma vitória convincente de Kharitonov pode o deixar praticamente de cara com a cinta.

Peso Meio-Médio: Logan Storley (EUA) vs. Ion Pascu (ROM)

Por Alexandre Matos

Dentre os vários prospectos que o Bellator vem promovendo, Logan Storley (9-0 no MMA, 4-0 no Bellator) é um dos mais bem cuidados. Nada de pegar oposição muito mais experiente, nada de ex-desafiante. Nada inclusive de começar a carreira no Bellator, já que Storley fez cinco combates na LFA antes de chegar ao vice-líder do mercado mundial do MMA. No cage circular, Logan foi dominante em todas as vitórias.

Oriundo do mesmo interiorzão brabo de onde saiu Brock Lesnar, Storley fez excelente papel na Divisão I da NCAA pela Universidade de Michigan. No novo esporte, buscou uma linha de evolução muito inteligente. Primeiro, adaptou o wrestling ao MMA na Power MMA, sob os cuidados de Ryan Bader. Em paralelo, aprendeu as manhas das transições com Ben Askren. Em seguida, meteu o pé para a Flórida e foi aprender a sair no pau com Robbie Lawler, Kamaru Usman e mais uma tropa da pesada treinando com Henri Hooft. Essa junção vem rendendo um estilo de quedas explosivas, controle posicional sufocante, botes para finalização e uma abordagem cada vez mais técnica em pé.

O Bellator escolheu a dedo o oponente de Storley. Apesar de ser experiente, com passagens pelo ACB, BAMMA e Cage Warriors – além das aparições no Bellator – Ion Pascu (18-9 no MMA, 0-2 no Bellator) saiu derrotado sempre que encarou um importante prospecto. Isso aconteceu contra Ed Ruth, Jack Hermansson e Max Nunes. No cage circular americano, além de cair para Ruth, o romeno perdeu para Lorenz Larkin em seu compromisso mais recente. Jack Marshman é sua principal vitória de seu cartel, quando Pascu lutou com uma bermuda do TUF Smashes. Ion foi contratado numa leva de mais de 20 europeus pescados pelo Bellator.

Proveniente de uma academia especializada em muay thai em Bucareste, apesar de ter sido campeão de wrestling em seu país, Pascu se juntou à SBG Ireland, de Conor McGregor, para treinar sob a tutela de John Kavanagh. Na Irlanda, o “Bombardeiro” reforçou o wrestling, que é o carro-chefe de seu jogo. Dono de um ground and pound violento – ele aplicou um nocaute clássico deste modo no BAMMA 30 – Pascu não mede esforços para chegar ao solo. Sua aproximação é agressiva e, embora use a movimentação de cabeça, isso não o torna menos acertável, graças ao jogo de pernas um tanto travado. Outro problema de postura do europeu é a mania de baixar a cabeça enquanto solta um golpe, situação que fez Larkin se deleitar nos contragolpes.

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Claramente Pascu está no Bellator como boi-de-piranha. Há vários meios-médios para ele vencer no plantel, mas o matchmaker só lhe oferece carne de pescoço.

Storley tem todas as ferramentas para anular a volúpia ofensiva de Pascu e para explorar suas deficiências. O americano é um wrestler tecnicamente superior, embora o europeu, ex-peso médio, seja mais forte. O modo como Pascu se aproxima é um convite para Logan acertá-lo com ganchos no pé do ouvido ou um uppercut de encontro. Provavelmente Storley vai testar o oponente com as costas para o chão e se tornará o primeiro a conseguir uma interrupção contra Pascu.