Baranga Awards 2016 – Vote agora!

Além de votar nos melhores do ano, escolha também os momentos mais lamentáveis no MMA em 2016.

Nossos leitores normalmente aguardam ansiosamente pelo fim do ano para escolher os melhores do MMA internacional. Em 2016, no entanto, nossa equipe teve uma ideia que fez aumentar ainda mais a curiosidade de todos. Agora, além de elegerem os melhores do ano, vocês vão escolher os momentos mais lamentáveis. Com vocês, o Baranga Awards 2016!

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Provavelmente quem não é do Rio de Janeiro e não tem o costume de ouvir futebol no rádio deve ter entendido nada do título da nova premiação. Devem apenas ter visto Diego Tintin usar a expressão em várias oportunidades, desde o podcast, as prévias (sdds) e coberturas de eventos no Twitter. Porém, não foi nosso Comendador de Bangu quem criou a expressão no sentido esportivo. A paternidade cabe ao grande Gérson de Oliveira Nunes, o Canhotinha de Ouro, comentarista de futebol há várias décadas. Por ter sido um cracaço, cérebro da seleção brasileira tricampeã do mundo em 1970, o Canhota se irrita com quem chama a bola de senhora, então acabou cunhando a expressão “baranga” para quem maltrata a pelota em campo. Reza a lenda que Tintin andou colecionando várias por aí – e não só nos campinhos de Bangu ao lado de Vagner Love.

O Barangão tem uma característica especial em relação à votação dos Melhores do Ano: cada categoria tem um patrono. Nossa equipe buscou fatos e pessoas que pudessem dar aos votantes uma noção melhor do que escolher. Ainda assim, achamos que vale uma rápida descrição para cada uma das categorias do Barangão.

Outra explicação válida é que só concorrem os fatos ocorridos no UFC (a maioria) e no Bellator. Por serem os líderes do mercado e onde estão os melhores do mundo, episódios lamentáveis ali têm muito maior repercussão do que em eventos menores, que acabam vendo-os com muito mais frequência. O RIZIN é a exceção óbvia desta regra.

Matt Mitrione Movimento do Ano

Quem esquece da cena de Mitrione mergulhando de longe numa tentativa estabanada de double leg em Ben Rothwell e, de quebra, se debatendo igual peixe fora d’água enquanto era guilhotinado? Aquele movimento jenial batizou a categoria que premia os(as) lutadores(as) que perderam por causa de movimentos pouco inteligentes.

Os finalistas deste ano são Vitor Belfort, que brilhantemente puxou Ronaldo Jacaré para a guarda, no UFC 198; Josh Barnett, que tentou emular Mitrione contra o mesmo Rothwell; e Mark Eddiva, que, para defender uma guilhotina que jamais entraria na meia guarda, resolveu pular na guarda de Dan Hooker, facilitando o trabalho do oponente.

Rashad Evans Nocaute do Ano

Se você quer escolher o nocaute mais espetacular de 2016, vá nos Melhores do Ano. Aqui vocês vão definir quem caiu de modo mais cinematográfico, no melhor pior estilo Rashad contra Lyoto Machida, um dos grandes memes da história do MMA.

Os finalistas deste ano são Fabricio Werdum, que engatou a quinta perseguindo Stipe Miocic e acabou com os cornos na grade diante de sua torcida; DaDa 5000, que parecia o Don Flamenco nocauteado no jogo Mike Tyson’s Punch Out; e Ryan Couture, que quase virou ao avesso quando foi pego pela cacetada de Patricky Pitbull.

Josh Grispi Enterro do Ano

Quem lembra da fusão do WEC com o UFC deve lembrar de Grispi. Ele seria o primeiro adversário de José Aldo no octógono mais famoso do mundo. Com a primeira das muitas contusões do brasileiro, a luta acabou caindo do UFC 125 e Grispi foi escalado contra Dustin Poirier, outro jovem em ascensão. Poirier venceu e jogou Grispi numa maré de quatro derrotas seguidas e demissão do UFC. Para piorar, o sujeito ainda se meteu em caso de violência doméstica e foi preso (obviamente não precisa chegar a tanto para competir nesta categoria).

Gabi Garcia Striker do Ano

A maior competidora da história do jiu-jítsu migrou para o MMA. Porém, a habilidade mostrada nas quedas e submissões é inversamente proporcional ao talento exibido na hora de combinar socos e chutes, mesmo tendo a fundamental ajuda de Rafael Cordeiro nos treinos.

Pat Barry Grappler do Ano

Pat Barry conseguiu a proeza de ser finalizado por Mirko Cro Cop e isso por si só já valeria o posto de patrono. Mas ele foi além quando, numa entrevista, disse que, treinando com o mesmo Filipovic, foi pego várias vezes, “inclusive numa posição que nem sabia o que era”.

Jon Fitch Lutador Empolgante do Ano

Só que não.

O que eu tô fazendo no UFC?

Quantas vezes você já se pegou perguntando o que determinado lutador ainda faz no UFC? Chegou a hora de botar pra fora toda essa emoção.

Al Iaquinta Entrevista do Ano

Logo após vencer Jorge Masvidal, numa decisão controversa, Iaquinta pegou o microfone, ainda dentro do octógono, e desceu o pau na torcida, que vaiava o resultado. De tanto que ele reclamou, é bem possível que a torcida tenha misturado as vaias a ele também.

Sendo assim, não estamos falando aqui da mais genial das declarações, mas sim daqueles momentos que a vergonha alheia subiu em níveis alarmantes. Concorrem neste ano Alistair Overeem, que tentou dar uma de joão-sem-braço dizendo que Stipe Miocic bateu numa guilhotina no UFC 203; Krazy Horse, que mandou até uma air punheta no RIZIN FF 2 antes de proferir um discurso impossível de entender; e Nate Diaz, no UFC 196. I’m not surprised, mothafuckers.

Kelly vs Walsh Ônus do Ano

Lutas da noite ganham bônus. Lutas lamentáveis deveriam sofrer ônus e quem as cometeu poderiam ter parte de suas bolsas encaminhadas para um acréscimo dos bônus.

Minowaman Freak Show do Ano

Alguns chamam de showman, mas Ikuhisa Minowa, o Minowaman, é um tremendo freak – o cara lutou com Butterbean, Zuluzinho e Bob Sapp, dentre outros, além de fazer parte do tricentenário cartel de Travis Fulton, mesmo sendo peso médio.

No entanto, essa categoria não é para premiar os Minowaman dos dias atuais, mas para votar em lutas parecidas com várias das que ele protagonizou, aquelas que nunca deveriam ter acontecido para o bem do MMA.

Adalaide Byrd Placar do Ano

Quando Adalaide Byrd é anunciada como uma das juízas de uma luta, chega dar um frio na espinha. Não são poucos os casos de barbeiragem da cidadã, capaz de marcar placares que nem Mr. Magoo conseguiria enxergar.

Entre os concorrentes deste ano estão os dois 30-27 dados a Phil Davis contra King Mo Lawal (Lawal teve 85% de vitória no MMA Decisions); o 49-46 para Alex Caceres sobre Yair Rodriguez (provavelmente Derek Cleary confundiu os lutadores, não é possível); e o 48-46 para Ben Henderson no sacode que ele levou de Michael Chandler.

Eduardo Herdy Árbitro Central do Ano

UFC Fight Night 62, card que ninguém deu a mínima bola no Maracanãzinho. No segundo assalto entre Leandro Buscapé e Drew Dober, o árbitro Eduardo Herdy interrompeu o combate marcando uma guilhotina do brasileiro que não chegou nem perto de estar encaixada. Para piorar o circo dos horroroes, Buscapé confirmou que o rival bateu, coisa que Dober sequer fez menção de fazer, e ainda acabou a entrevista reclamando da corrupção no Brasil – Buscapé poderia ser o patrono da última categoria por causa disso, inclusive.

Os finalistas são Jacob Montalvo, que não viu a joelhada ilegal bizarra aplicada em Royce Gracie sobre Ken Shamrock; Gary Forman, que quase deixou Travis Browne cegar Matt Mitrione; e Gary Copeland, que, além de não ter anotado um dedo no olho dos mais bizarros da história do mesmo Browne sobre Werdum, ainda deixou que o americano pedisse tempo depois de sofrer um golpe legal, numa demonstração de desconhecimento crônico das regras.

Marcos Fernds Mico do Ano

Essa é a categoria mais democrática do Barangão, visto que qualquer coisa vergonhosa pode entrar na disputa. O patrono é a defesa de Anderson Silva no julgamento do doping da luta contra Nick Diaz. Na ocasião, o lutador e seu empresário tiveram dificuldade de soletrar o nome do suposto fornecedor de estimulante sexual tailandês que o astro brasileiro disse ter sido causador de seu resultado negativo.

  • JPOliveira91

    Bem mais díficil votar aqui no baranga que nos Melhores, esperando o podcast semana que vem e os comentários sobre os premiados. E fica mais uma sugestão de categoria: Lewis vs. Abdurakhimov Evento do Ano

  • Fernando Cruz

    Caraca velho! Ri tanto que chorei com a descrição das categorias. Muito bom!

  • Paulo Josué Lemos Alves

    Sensacional. Tudo muito bem feito, o layout de votação, as descrições das categorias. Parabéns!

  • Mateus Caraúna

    Mto bom.

  • Rafael Alves

    Acho que o Freak Show do ano merece uma análise técnica em tempo real, durante a entrega do baranga…

  • Vinicius Maia

    Porra, Adalaide Byrd Placar do Ano, tinha que colocar Satoshi Ishi x Rampage. Aquela luta foi vergonhosa.