Alexander Gustafsson alimenta Glover Teixeira com uppercuts e consegue nocaute no 5º round

Três nocautes em cinco lutas esquentaram o clima na Ericsson Globe Arena. Na luta principal do UFC Fight Night 109, a torcida explodiu de vez quando o ídolo local Alexander Gustafsson mandou Glover Teixeira para a vala.

Alexander Gustafsson estava em dívida com seus compatriotas. Na tarde deste domingo, ele se recuperou de modo apoteótico. Ao som de “Seven Nation Army”, entoado em uníssono pelos 12.668 torcedores presentes na Ericsson Globe Arena, em Estocolmo, o sueco nocauteou Glover Teixeira com uma atuação magnífica na luta principal do UFC Fight Night 109.

O boxe de longa distância e a velocidade de Gustafsson faziam do duelo uma montanha íngreme para Teixeira escalar. E, por parte do confronto, o mineiro se viu perdido diante da movimentação do sueco, que fazia com perfeição a tarefa de lançar dois ou três socos, evadir e novamente se postar em posição de ataque, mais distante. Glover engoliu uma quantidade elevada de socos na cabeça e não conseguiu fazer Gustafsson parar em sua alça de mira.

No começo do combate, a tática de tentar encurtar para derrubar, a melhor possível para Teixeira, chegou a aparecer. O brasileiro conseguiu erguer Gustafsson no ombro e arremessou o europeu no solo, mas não conseguiu manter posição de vantagem por cima, já que o ensaboado Alex logo girou e ficou de pé. Foi a única vez que uma ação ofensiva de Glover rendeu resultado satisfatório. Para piorar, Gustafsson chegou até a derrubar Glover perto da grade.

A situação do brasileiro piorou quando, mesmo nos momentos de disputa na curta distância, ele levou a pior. Uppercuts lançaram sua cabeça para trás em todos os rounds, consistentemente. Cotoveladas e ganchos completaram o serviço de mostrar que nem mesmo na curta distância a luta ficaria competitiva. Não houve ninguém para alertar Glover que o quadril estava duro e que ele era um alvo fixo para os golpes de Gustafsson. Teixeira foi a knockdown no terceiro, mas resistiu bravamente até o quinto, quando três uppers e um gancho entraram limpos, mandando o abatido brasileiro à lona definitivamente na marca de 67 segundos da quinta etapa.

A torcida explodiu com seu maior ídolo no MMA. Gustafsson agora tem o caminho livre para reeditar uma das épicas disputas de cinturão contra o vencedor da revanche entre Daniel Cormier e Jon Jones. Esta foi a interrupção mais tardia da história do peso meio-pesado do UFC e a primeira interrupção no quinto round na história da categoria.

Após o combate, ainda ao vivo dentro do octógono, o sueco pediu sua namorada em casamento. Que homão da porra.

Volkan Oezdemir mostra que é de verdade em 28 segundos contra Misha Cirkunov

Um dos maiores azarões do evento sueco mostrou que sua estreia já no ranking dos meios-pesados não foi obra do acaso. Volkan Oezdemir teve frieza para anotar um nocaute a jato sobre Misha Cirkunov.

O letão naturalizado canadense era franco favorito se conseguisse encurtar para derrubar e trabalhar o jiu-jítsu. Parte da tarefa foi feita. Porém, quando estava em posição de travar o clinch para preparar a queda, Cirkunov se empolgou e largou três socos retos a mais, mas mal posicionado. De olhos abertos, Oezdemir engoliu o que veio em direção ao seu nariz e deixou um gancho mortal que pegou no labirinto de Cirkunov. As luzes apagaram imediatamente para o canadense. Foi preciso ver no replay de câmera invertida para entender o que aconteceu.

Peter Sobotta faz Ben Saunders provar de seu próprio veneno

Por um tempo, as joelhadas de encontro foram armas bem utilizadas por Ben Saunders. No UFC Fight Night 109, uma delas, aplicada por Peter Sobotta, acabou com sua raça.

Foram poucos os momentos do combate que o americano conseguiu alguma coisa. Sobotta teve o domínio das ações mesmo na área do striking, onde Saunders deveria ter vantagem. A canhota entrou com consistência, deixando Ben em posição acuada. No segundo assalto, o polonês radicado na Alemanha mostrou mais disposição para finalizar o combate. Primeiro ele mandou Saunders a knockdown com um direto de esquerda. O “Killa B” se levantou e engoliu uma senhora joelhada no queixo. Fim de papo brutal na marca de 2:29 do segundo round.

Omari Akhmedov esfria a empolgação sobre Abdul Razak Al-Hassan

Muita gente andou se empolgando com Abdul Razak Al-Hassan. Porém, o ganês sucumbiu logo em seu primeiro teste mediano nas mãos de Omari Akhmedov.

O confronto até que começou promissor, quando Akhmedov mandou Al-Hassan à lona. A partir daquele momento, a luta agarrada passou a ser a chave para o daguestani. Em todos os rounds, ele botou Al-Hassan no chão, especialmente quando o violento ganês ameaçava-o na troca de golpes. Em todos os três assaltos eles trocaram golpes pesados. O rosto de Akhmedov terminou bem mais avariado, mas, como ainda não temos decisão por cutman, a estratégia do russo rendeu dividendos.

Incapaz de defender uma queda, Al-Hassan viu seus esforços irem pelo ralo conforme o tempo passava. O grappling defensivo em geral foi um problema para o africano. Akhmedov conseguiu montar no crucifixo no segundo assalto e chegou à montada clássica no terceiro.

Na contagem do MMA Brasil, Akhmedov venceu por 30-27, mesmo placar anotado pelos juízes Mans Nilsson e Andy Roberts. No entanto, Jorgen Segerlind marcou um absurdo 29-28 para Al-Hassan, tornando a vitória do russo uma decisão dividida.

Experiência conduz Nordine Taleb à vitória sobre estreante Oliver Enkamp

O sueco com cara de criança Oliver Enkamp tem talento a ser lapidado. Porém, estrear com chamado de última hora contra um veterano encardido como Nordine Taleb não é o cenário ideal.

Enkamp começou bem e mostrou, pelo menos por cinco minutos, que não sentiria o peso da estreia. Ele derrubou Taleb e aplicou uma bela dieta de chutes, levando o primeiro 10-9. Porém, o francês se reorganizou, teve um segundo assalto dominante, com bons golpes, queda e pressão no chão, empatando a luta.

O ritmo caiu no terceiro. Enkamp sentiu a estreia sem preparação adequada e Taleb não queria dar margem para o azar. O atleta da Tristar Gym mandou o estreante novamente ao solo, pressionou na grade e passou o tempo no controle posicional e no ground and pound, fazendo o suficiente para receber mais um 10-9 e virar a contenda.

Vulcão Jack Hermansson explode para cima de Alex Nicholson

Parecia a Alemanha atacando o Brasil. Empolgado pelo apoio da torcida, o sueco Jack Hermansson desembestou Alex Nicholson e precisou de dois minutos para dar contornos finais ao duelo.

Chegou a ser engraçado o modo voluntarioso que Hermansson avançou. Provavelmente Nicholson se assustou e foi abalroado pelo caminhão desgovernado. O sueco conseguiu uma queda fácil e mostrou inteligência no solo para pegar as costas do americano. Dali, tome de cacete nas laterais da cabeça, no queixo sob as axilas e mais aonde fosse possível. Vendo que Nicholson não fazia menção de se defender, o árbitro Bobby Rehman não teve outra alternativa a não ser parar o combate. Alex se levantou reclamando. Risos.