Alerta de Boxe: Deontay Wilder está de volta contra seu mais perigoso adversário

O maior nocauteador da categoria dos pesos pesados busca a oitava defesa do cinturão do WBC de olho numa potencial luta dos sonhos contra Anthony Joshua, que unifica os demais títulos contra Joseph Parker, no próximo dia 31.

O antológico confronto entre Anthony Joshua e Wladimir Klitschko, que levou 90 mil pessoas ao Estádio de Wembley, no ano passado, parece que finalmente incendiou a divisão dos pesados no boxe. Neste sábado, um dos vértices da propalada Santíssima Trindade dos artistas do nocaute estará em ação para a luta mais difícil de sua vida. O americano Deontay Wilder coloca o cinturão do WBC em jogo contra o cubano Luis Ortiz, ex-campeão da WBA, em combate que será transmitido pelo FOX Sports Brasil a partir das 23:00h, pelo horário oficial de Brasília.

Aos 32 anos, Wilder é uma assustadora máquina de machucar gente. O cartel do elemento não engana: são 39 vitórias em igual número de lutas e apenas Bermane Stiverne, na primeira luta entre ambos, em 2015, resistiu até o fim, no combate que rendeu ao americano seu cinturão – em novembro passado, Wilder nocauteou o canadense na revanche de modo assombroso, enviando um recado para o resto da divisão.

Do outro lado do ringue estará um boxeador também invicto, com 28 vitórias na carreira, 24 delas por nocaute. Ortiz já foi campeão da WBA duas vezes, ambas de modo interino, mas foi destituído do cargo nas duas oportunidades por causa de antidoping. Em 2014, foi pego com nandrolona e amargou nove meses de suspensão. No ano passado, foi flagrado com diuréticos, mas conseguiu reverter a pena.

Autodenominado de “O verdadeiro King Kong”, com direito a comemorar vitórias como o gorila da ficção, Ortiz é um clássico contragolpeador cubano, com técnica muito acima da média nas combinações e com faro apurado para colocar seu alto poder de nocaute em jogo. Porém, como seu compatriota antecessor Odlanier Solís, nem sempre Luis cuida bem de seu físico. Aos 38 anos (há quem diga que ele é “gato” e seja ainda mais velho), Ortiz aparenta já ter passado de seu auge, o que pode ser comprometedor contra um trator como Wilder.

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Pelo menos nos rounds iniciais, Ortiz tem condições de oferecer trabalho a Wilder. O problema maior nesta visão é que o campeão sabe ser agressivo desde o começo. O que torna a primeira metade do duelo interessante é que provavelmente Wilder vai respeitar a enorme capacidade de Ortiz se defender e contragolpear.

Passados os quatro ou cinco primeiros assaltos, com Wilder controlando a distância com jabs de esquerda lançados em grande quantidade e a direita desencorajando Ortiz, o confronto tenderá a abrir. Neste momento, ou a inteligência tática do cubano encontra uma falha defensiva do americano ou a condição atlética, o poder absurdo e o volume de jogo do campeão darão cabo do veterano desafiante. A aposta é no segundo cenário, culminando num nocaute entre o sétimo e o oitavo round, depois que a direita batizada pelo demônio do “Bronze Bomber” cause seus estragos costumeiros.