A fábula de Amanda Nunes

Por Marcos Luca Valentim | 06/01/2019 21:19

A LEOA E A CABRA

Vocês já ouviram falar das fábulas “A Cigarra e a Formiga”, “A Lebre e a Tartaruga”, “O Leão e o Rato”…

Eu trago uma nova.

Era uma vez uma leoa que queria ser cabra.
Aliás, todos os animais do mundo queriam ser como a cabra.

Não porque a cabra fosse mais veloz, nem mais forte, nem mais imponente. Até porque a cabra não era nada disso!

A leoa queria ser cabra porque a cabra era considerada a maior.

Maior de quê? A maior de tudo, oras! A maior no sentido mais grandioso que existe.

A fim de realizar o sonho, a Leoa se pôs à prova das mais adversas maneiras: destruiu uma dama feita de ferro, desviou duas vezes de tiros de pistola, acabou com um cupcake perigoso, silenciou uma força barulhenta e, por último, bateu de frente com uma máquina. Uma espécie de androide.

Para superar a Dama de Ferro, a Leoa usou os cotovelos. De costas para o chão, ela nada pode fazer para conter a determinação da Leoa. A Dama de Ferro veio a reinar em outro reino depois, o que engrandece ainda mais o feito da nossa personagem.

Contra os tiros de pistola, a Leoa teve a ajuda do relógio da primeira vez: o tempo foi seu aliado, e, assim, acabaram as balas da arma antes que a Leoa pudesse se ferir mais gravemente. Da segunda vez, agilidade e inteligência levaram a Leoa a desviar das balas e seguir firme rumo à tão desejada grandeza. Assim como a Dama de Ferro, os tiros fizeram muitas vítimas e conquistaram um outro reinado posteriormente. Mais uma vez, foi colocado em evidência o excelente trabalho feito pela Leoa.

O Cupcake, junto à Barulhenta, dividira as atenções do mundo durante esta década. Elas alternaram o domínio internacional. Por isso, Cupcake era uma grande ameaça à jornada da Leoa. Mas Cupcake foi apresentada ao poder da felina da pior maneira possível: as garras afiadas e violentas se encarregaram da aniquilação do Cupcake.

Então a Leoa conheceu a primeira cabra, que atendia pelo nome de Barulhenta. Ela era a maior, a mais vistosa, a mais invejada, a sobreana. Mas o sonho da Leoa era demasiado forte para ser interrompido por tais credenciais, de modo que ela precisou de apenas 48 segundos para golpear a Barulhenta com suas apuradas patas. Agora, a Leoa, finalmente, havia se transformado na cabra.

Será?

Apesar dos incríveis feitos, ainda trafegava pela Terra um outro ser mítico. Uma outra cabra. A segunda – e última – que viria a cruzar o caminho da Leoa.

Chamava-se Cyborg.

Ela estava no auge, aterrorizando tudo e todos.
Sem dúvidas, Cyborg era a espécie mais temida e respeitada do planeta.

Por isso, todos fugiam de seu caminho quando ela se punha a caminhar entre os mortais. Entretanto, se ainda colocavam esse asterisco nas conquistas da Leoa, lá foi ela desafiar a máquina.

Conforme pensamento do escritor francês Jean Cocteau, “não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.

A Leoa chocou o mundo ao atingir um feito antes inimaginável: desligar o sistema da Cyborg.

Juntando tudo que fez e como fez, a Leoa foi, enfim, reconhecida por seus súditos como a nova rainha. E, enfim, se pôs a caminhar mundo a fora como a cabra que sempre sonhou ser.